<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062</id><updated>2011-07-30T11:24:12.833-07:00</updated><title type='text'>viagens pela america latina</title><subtitle type='html'>Narrativas de viagens, sem nenhum outro dado especial que a indicação dos eventos a que estão sujeitos ordinariamente os turistas na América Latina, bem como a riqueza de opções de um continente ainda desconhecido e injustamente menosprezado.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>44</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-2383058121647206836</id><published>2009-04-13T05:19:00.000-07:00</published><updated>2009-04-13T17:25:34.433-07:00</updated><title type='text'>Acerca dos comentários</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Muitos dos que visitaram este blog confessaram certas dificuldades em relação à postagem de comentários, tendo em vista a dificuldade de manuseio dos perfis exigidos pelo programa e, com isto, deixaram de trazer muitas considerações preciosas que teriam a aportar. Para poderem mandar suas considerações, por isto, admite-se que, ao selecionar perfil, seja utilizado o "Anônimo", desde que a mensagem venha, como referido no texto acima do espaço para comentários, com a identificação do autor (de preferência, nome e sobrenome abaixo do texto). Muitos dos que lançaram mão deste expediente conseguiram trazer algumas contribuições bem interessantes, que estão documentadas sob os textos que foram objeto de comentário.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-2383058121647206836?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/2383058121647206836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/04/acerca-dos-comentarios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/2383058121647206836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/2383058121647206836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/04/acerca-dos-comentarios.html' title='Acerca dos comentários'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-1885582964976246482</id><published>2009-03-23T08:30:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T10:42:31.669-07:00</updated><title type='text'>Uma aventura arqueológica pelo Nordeste e Norte do Brasil (texto de Scheila F. Versiani)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sc_Sq_-j5QI/AAAAAAAAABs/WLtcedoKzao/s1600-h/Sete+Cidades-PI.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318701321118016770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 208px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sc_Sq_-j5QI/AAAAAAAAABs/WLtcedoKzao/s320/Sete+Cidades-PI.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Parcelamos, Ricardo e eu, as nossas férias de 1998 e com a segunda parcela resolvemos fazer uma viagem para conhecermos a Pedra do Ingá, na Paraíba, as Sete Cidades no Piauí e duas localidades próximas a Santarém (PA): Alenquer, onde íamos conhecer a Cidade dos Deuses e Monte Alegre, onde há inscrições rupestres bastante interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto preparávamos nossa viagem, alguns amigos a acharam cansativa e sem atrativos e outros a consideraram muito interessante e lastimaram não estarem conosco fazendo o mesmo roteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da aventura, pretendia coletar material para minhas pesquisas. Desejava fotografar e filmar as inscrições e as possíveis “ruínas”. Levávamos como roteiro de viagens, descontando várias “forçadas-de-barra”, para usar a expressão do Ricardo, o livro &lt;em&gt;Mistérios do Brasil&lt;/em&gt;, do Pablo Villarrubia Mauso – que continha vários dados interessantes, entretanto – e, como de hábito, o &lt;em&gt;Quatro rodas&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Furna do Índio - Sete Cidades-PI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos de Porto Alegre no dia 11 de junho de 1998 às 6h45, no vôo 123 para São Paulo. Lá, fizemos conexão para Recife, onde chegamos às 12h30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após lancharmos no &lt;em&gt;Bob’s&lt;/em&gt;, passeamos pelas lojinhas do segundo piso do aeroporto e guardamos uma mochila grande no porta-bagagem até domingo (dia 14), pois neste dia pegaríamos um vôo de Recife a Teresina. Ficamos então com uma mochila média e uma mochila pequena (uma mochilinha inka que sempre levo em nossas viagens, pois não ocupa muito espaço. Sempre que retorno a um mesmo lugar em dois ou três dias, deixo a mochila grande e levo a pequena, que é mais fácil de tranportar, pois posso sempre levá-la como bagagem de mão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este trecho da viagem nos custou mais 400 reais na passagem – cálculo posteriormente feito pela Varig, que nos veio cobrar –, sendo que, se tivéssemos alugado um carro do aeroporto de Recife, gastaríamos cerca de100 reais e nestas 4 horas teríamos ido e voltado de Ingá. Mas só chegamos a esta conclusão depois que estávamos esperando o próximo vôo de passagem na mão. Não sabíamos que a conexão iria demorar 4 horas, pensávamos que era imediata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vôo para Campina Grande estava previsto para as 15h45, mas saiu em torno de 16h30. Às 17h chegamos ao aeroporto de Campina Grande, onde combinaríamos com um táxi para nos levar a Ingá. Quando fomos ao ponto, só havia um, cujo motorista estava conversando com um policial muito mal-encarado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista não era, mesmo, de confiança: muita “conversa-mole”, parou em uma “blitz” na estrada e disse que era para darmos dinheiro ao guarda. Mostramos apenas nossos documentos. O guarda ficou fazendo-nos perguntas, depois de ter mandado encostar o carro. Depois disto, dispensou-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O táxi corria muito e derrapava nas curvas. Sofremos maus bocados em uma distância de apenas trinta e seis quilômetros. Chegando em Ingá, o táxi ainda nos cobrou acima do combinado. Ofereceu um serviço de menos, pois no acordo estava acertado levar-nos até a Pedra do Ingá, mas como já estava escurecendo e não queríamos ficar mais naquele táxi, pedimos que nos deixasse na única pousada que havia na cidade. O aspecto exterior é de uma casa com janelas de vidros quebrados. Mas a proprietária, D. Girlene, é uma senhora muito simpática, o quarto que nos mostrou estava limpo, quando perguntei se poderia trocar a roupa de cama, ela disse que sim. Então resolvemos ficar, melhor do que voltar para Campina Grande naquele táxi. Mais uma vez, lamentei aquela conexão: se tivéssemos alugado um carro, àquela hora possivelmente já teríamos visto a Pedra e estaríamos longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que deixamos a bagagem, saímos para caminhar na cidade. As pessoas todas simpáticas, muitas estavam sentadas conversando em suas cadeiras nas calçadas. Fomos até a pracinha da Igreja, lá tinha diversos barezinhos, informamo-nos sobre os horários de ônibus para Campina Grande, João Pessoa e Recife. Os horários não eram muito convidativos. Disseram-nos que se fôssemos para Riachão (uma cidade a 6 km, que fica entre João Pessoa e Campina Grande), teríamos ônibus de hora em hora para João Pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um trailer na praça que fazia uns sanduíches e tinha um aspecto limpo. Lá comemos sanduíches com sucos, conversamos com o dono e uma moça que nos informou que o museu da Pedra estava fechado para reforma, mas que o acervo estava disponível na biblioteca da cidade, que também ficava em frente a esta praça, onde as crianças brincavam à noite e as pessoas da cidade passeavam despreocupadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando atravessávamos a praça, um taxista perguntou se queríamos um táxi e dissemos que no outro dia de manhã precisaríamos para ir à Pedra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos à pousada e fizemos uma higiene que não chegou a ser um banho, pois o banheiro era coletivo e não estava em boas condições. Ele correspondia ao aspecto externo da pousada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, após o café e a arrumação das bagagens, o táxi nos pegou, transportando-nos à Pedra do Ingá, conhecida também como Itacoatiara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um monólito gigante, todo perfurado, com círculos grandes, médios e pequenos e inscrições espalhadas pelos lados e por cima. No lado que avistamos logo que chegamos é que tem as inscrições mais intrigantes, pela profundidade dos baixos-relevos e pelas “letras” ou inscrições juntas. No meio passa o Rio Ingá, que deve seu nome a uma árvore nativa. Dali, fomos à biblioteca da cidade, onde vimos os fósseis que ali foram encontrados e ouvimos as referências ao trabalho da arqueóloga que pesquisava a Pedra e ao cidadão que evitara que o monólito se perdesse, já que havia o projeto, antes de seu tombamento, de se o utilizar para fornecer material para fazer calçamento de ruas. A Pedra era tão dura que, ao choque de outra pedra, tinia igual a um sino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329788361277810018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc2RrH5pWI/AAAAAAAAAB8/zT9ckqW0WOM/s320/Digitalizar0005.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos com o mesmo táxi para João Pessoa, onde o motorista nos levou até o Farol do Cabo Branco, à Praça João Pessoa, à Assembléia, ao Forum, ao Palácio do Governo e à antiga Faculdade de Direito, que funcionou no mesmo prédio que abrigou o seminário fundado em 1745 pelo jesuíta e alquimista Gabriel Malagrida. Levou-nos também à Praça da Igreja de São Francisco, datada de 1589, na vizinhança de outras casas muito antigas. As laterais que levam até a Igreja têm decorações em ladrilhos, representando a Paixão de Cristo. Fomos ainda à Catedral e, depois, descemos na Rodoviária, onde pegamos o ônibus para Recife.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, pegamos o metrô para descermos na Estação Afogados, de onde tomamos o táxi para a Pousada Rosa e Silva. Quatro horas depois, Bruno e Consuelo buscam-nos para jantar e levam-nos à parte antiga da zona portuária, que foi restaurada e é agora o point da cidade. Depois, fomos a uma sorveteria e rumamos para o hotel. Bruno e Consuelo combinaram buscar-nos no outro dia, em torno das sete horas, para irmos à praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às sete e dez do dia seguinte, Consuelo e Bruno passam para nos buscar e vamos com eles até a casa do irmão do Bruno, Rafael, que se juntou ao nosso grupo. Passamos para o carro dele, que já está preparado para o nosso passeio. Também foi conosco o Luck – um cão labrador que é companheiro de aventuras do Rafael e estava em uma parte fechada na parte traseira da perua –.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael nos levava para Sirinhaém, antiga Serinheim, fundada pelos holandeses no período da invasão. Como o tempo estava fechado, inclusive chovendo um pouco, mostrou-nos como funcionava a usina de açúcar da família de sua esposa, que ficava poucos quilômetros antes da entrada da cidadezinha. O Engenho Novo é cercado pelas casas, pela escola e clube dos trabalhadores. Fomos à casa senhorial do Engenho, uma autêntica relíquia histórica: tem cem anos. Várias peças da casa estão mobiliadas com móveis antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, fomos até a abadia dos monges franciscanos – século XVII – e passamos pela frente do Engenho Velho. Fomos então até o cais para pegar a lancha que nos deixaria no outro lado, na casa, em Toquinho, cujo acesso na época das chuvas se torna difícil por terra, devido ao estado da estrada. Ficamos um pouco na casa e depois fomos à ilha. Caminhamos por volta de toda ela. Em uma de suas praias, a enseada tem a forma de uma cratera vulcânica perfeita. Enquanto caminhávamos pela volta da ilha, procurávamos as ruínas da muralha de um velho forte holandês que ali existira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de passearmos pela ilha, voltamos para a casa em que estávamos em Toquinho para podermos almoçar. Mas, antes de atracarmos, Rafael levou o Ricardo lá para o mangue em frente à casa enquanto a maré ainda estava baixa, onde eles caminharam com o Luck e ficaram com lama até os joelhos. Tirei então uma foto deles. Voltamos a casa para almoçar e descansamos um pouco na rede. À tardezinha, Rafael nos chamou para passearmos pelo mangue com a maré alta. A paisagem era belíssima, em uma das curvas que fez entrou no momento em que o sol se punha. Ainda passeamos um pouco pelo crepúsculo, a sensação era muito boa. Nesse meio tempo, Luck ficava de lá para cá, entre o meu colo e o do Ricardo, estava superdengoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos por uma parte do mangue que estava sendo desmatada por uns posseiros que estavam, com isso, depredando o ecossistema. Rafael nos contou que no mangue havia exemplares de jacarés e guaxinins e que a usina, encarregada de proteger aquela área, já que é foreira da União, ofereceu aos posseiros terreno escriturado para saírem dali e fixarem moradia em local um pouco mais afastado do mangue, podendo eles continuar a caçar caranguejos, mas eles não aceitaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos para a casa para pegarmos Consuelo e Bruno e nossa bagagem para voltarmos para Recife. Quando chegamos a casa do Rafael já era noite fechada. Antes de passarmos para o carro do Bruno, Rafael nos levou à casa em frente, onde morava seu sogro, no mesmo condomínio, para conhecermos o irmão de Luck, Ollie, mais caramelado e cachorro-propaganda. Conhecemos também o sogro e o cunhado de Rafael.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos a nossa pousada, onde mais tarde Consuelo e Bruno nos pegaram para jantarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que nos deixaram no hotel, disseram que passariam para nos pegar no dia seguinte, às dez horas da manhã. Já levaríamos nossa bagagem, pois às três da tarde teríamos que estar no aeroporto onde embarcaríamos para Teresina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, pagas as contas no Hotel, Bruno levou-nos à casa de sua mãe, onde vimos a fita em que Bruno registrou a viagem de navio, inclusive a cena em que Ricardo aparece dançando com a bailarina russa. Mostramos a filmagem que fizemos da Pedra do Ingá. Conhecemos também a mãe do Bruno, uma senhora bastante simpática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois fomos ao Shopping Recife. Compramos nossos chapéus de pano, almoçamos, compramos filme e vimos, ao sairmos, uma apresentação de festival de dança junina. Belíssimo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos ao aeroporto pegamos nossa mochila grande que ficou lá, redistribuímos a bagagem e partimos para Teresina. Achávamos que o vôo era direto, mas tinha escala em Fortaleza. Ao invés de chegarmos às 17h, chegamos às 18h30 e já eram quase 19h quando pegamos o táxi. Iríamos para a rodoviária para pegar um ônibus para Piripiri. Resolvemos prosseguir no táxi, ou chegaríamos depois da meia-noite, e teríamos de levantar às 6h do dia seguinte. O táxi levou-nos primeiramente à cidade, mas o único hotel de que tínhamos referência no centro tinha um aspecto horroroso. Ficamos sabendo depois que havia um melhorzinho, mas como tínhamos reserva para o dia seguinte no hotel fazenda, resolvemos antecipar a nossa chegada lá. Chegamos no hotel por volta das 22h15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, acordamos às 6h, tomamos café no Hotel Fazenda Sete Cidades. Os passarinhos –cardeais e asas-brancas, sobretudo – vinham às mesas para catarem as migalhas de pão que os hóspedes deixavam e, não raro, pousavam na cabeça ou no dedo do pessoal do Hotel. Travamos conhecimento com um casal de paulistanos que nos ofereceu carona no micro-ônibus que haviam fretado. Nós ficamos em dúvida, porque eles não ficariam à vontade. Então, resolvemos ir no ônibus do IBAMA, que passava na porta do hotel. Mas, chegando lá, só havia dois guias: uma que já estava acertada com este casal mais idoso e outro que estava com outro casal mais jovem, também de paulistanos. Resolvemos, então, aceitar a carona, mas nos arrependemos por termos impossibilitado a condução da excursão do nosso gosto e não ficamos à vontade, pois só poderíamos arriscar qualquer conclusão ou hipótese que tivesse o selo do academicamente aprovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor, que tinha uma extraordinária capacidade para reproduzir, com rapidez, no papel os desenhos nas rochas e as próprias formações e nos indicou o livro &lt;em&gt;Pré-história do Nordeste&lt;/em&gt;, disse que o trabalho do geólogo Reinaldo Coutinho, que ali fazia as escavações no Parque, esposava a teoria dos OVNIs de von Däniken. Ao lermos o texto em questão – &lt;em&gt;O enigma de Sete Cidades&lt;/em&gt; – vimos que fizera apenas um levantamento do que haviam escrito sobre o local e, com espírito científico, mencionara também a tese dos OVNIs, sem, no entanto, se verificar uma única linha que conduzisse à conclusão de que concordava com o "ufólogo" suíço, adotando, antes, uma postura que jamais poderia ser considerada uma heresia acadêmica. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc32X5BB2I/AAAAAAAAACE/jPTqp9w_KCU/s1600-h/Digitalizar0002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329790091281893218" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc32X5BB2I/AAAAAAAAACE/jPTqp9w_KCU/s320/Digitalizar0002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A visita começou pela 6ª Cidade, onde se destaca a Pedra que, de um lado, semelha a uma tartaruga, com um “casco” composto por vários hexágonos, e de outro, lembra um elefante, com tromba e presas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dali, fomos à 2ª Cidade, onde passamos sob o “Arco do Triunfo”, seguimos uma trilha até a Pedra da Biblioteca, na qual existe uma marquise e que se acha próxima a um mirante de onde se podem ver todas as Cidades componentes do Parque. Havia, ali, pinturas rupestres, onde foram identificadas, dentre outros símbolos, a espiral e a cruz suástica. O piso se mostrava muito interessante, parecendo que fora assentado pelo homem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na 5ª Cidade, vimos na Furna do Índio inscrições rupestres e uma caixa de marimbondos que desencorajava a aproximação. No interior da furna, havia uma entrada quadrangular. A parte superior da rocha que lembrava o telhado de uma casa celta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na 4ª Cidade, visitamos a Gruta do Catirina, com sua entrada quadrangular, que abrigou um curandeiro que fazia curas com ervas e ali vivia como eremita. O agrupamento de formações rochosas que lembravam grandes edifícios estavam cercados por muralhas de pedra com aberturas que semelhavam muito a um portal. Na mesma 4ª Cidade visitamos a formação conhecida como Mapa do Brasil. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na 3ª Cidade, destaca-se a Pedra Cara do Diabo, onde bate o sol nascente no solstício de inverno, passando os raios por um pequeno furo feito na rocha, descoberto por Reinaldo Coutinho. Visualizei outro buraco que poderia corresponder a outra marcação de tempo. Havia, ao lado do primeiro furo, vários riscos que corresponderiam, talvez, a um calendário. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na 1ª Cidade, destacavam-se os “canhões”, cilindros que se postavam sobre as formações. Dentre os animais, vimos na 1ª Cidade um mocó – um roedor – e, nas proximidades da represa existente perto do hotel do IBAMA, iguanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos na entrada do Parque para comprarmos o livro do Reinaldo, mas esqueci a mochila no carro do casal de paulistanos, que arrancou logo que descemos, antes mesmo que pudéssemos dizer qualquer coisa. Só fui encontrá-la às 21h, depois de muita preocupação, pois estava com nossos documentos e com a máquina fotográfica. Almoçamos uma comida deliciosa e conversamos com o outro casal de São Paulo, Kátia e Paulo, que, por sinal, estava indo também para Parnaíba. Vimos, ainda, uma raposa lutando para defender o seu almoço contra ávidos urubus. Pegamos o ônibus do IBAMA que voltava às 17h e ficamos no Hotel, aguardando a chegada do casal com a mochila, já que eles tinham saído para jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, acordei cedo, aproveitei para colocar as anotações em dia e arrumei a bagagem para irmos a Parnaíba, pegando o ônibus das 8h40. Chegando em Piracuruca, Kátia e Paulo entraram no ônibus. Tinham perdido o horário e pegaram um táxi até a próxima cidade. Chegando em Parnaíba, ligamos para o Hotel Rio Poty, em Luís Correia, e combinamos um bom preço. Após instalados, fomos à praia almoçar, mas todas as barracas estavam fechadas, pois além de ser baixa temporada era dia de semana. Almoçamos na primeira que encontramos aberta depois de andarmos cerca de uns 600 metros. Depois, voltamos ao hotel, vimos o jogo do Brasil x Marrocos, com a vitória brasileira por 3 a 0. À noite, saímos para ir ao centro de Luís Correia, mas não havia muita coisa funcionando. Comemos um sanduíche em uma lanchonete e depois voltamos ao hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, fizemos o passeio de chalana pelo Delta do Parnaíba, um passeio belíssimo. Passamos por igarapés, aldeias de pescadores, mangues, lugares paradisíacos. Muitas vezes, passávamos por jacarés e por aves. A primeira parada era em uma ilha, na margem maranhense do rio, onde havia uma duna que atravessávamos cerca de 500 metros para chegarmos a uma praia de mar aberto, onde nos banhamos. Depois, voltamos e nadamos no rio, cuja água era salobra. Após o banho, almoçamos. A segunda parada era na Ilha Grande de Santa Isabel em uma pequena praia cuja água era totalmente doce, onde nos arrumaram uma mesa para que comêssemos caranguejos. Ricardo comia feliz da vida, e jogava o resto para os peixinhos. Depois, retornamos e pedimos que nos deixassem no centro, na praça da Igreja. Dali, fomos caminhando por um calçadão até o terminal, onde pegamos um ônibus até Luís Correia. Dentro do ônibus estavam a Kátia e o Paulo, que perguntaram se queríamos rachar com eles um aluguel de carro no dia seguinte. Depois que chegamos no hotel, ficamos conversando na piscina até anoitecer. Nesta noite, jantamos no próprio hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto esperávamos pelo carro que alugamos, liguei para o meu pai pelo aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passeio foi à Pedra do Sal. O caminho é belíssimo. Lá há um farol e à esquerda deste, uma enseada, à direita, mar aberto. Na enseada havia várias barraquinhas de praia, todas vazias, pois era dia de semana, mas ainda assim a praia estava cheia de detritos jogados pelos banhistas, como papéis, plásticos e cacos de vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá, fomos ao restaurante do Zé Grosso, à margem do rio, onde comemos uma pescada frita, que estava deliciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois rumamos para a última praia acessível por estrada asfaltada: Macapá, cerca de 40 km de Parnaíba, no sentido oposto ao que estávamos. A estrada asfaltada termina em um pequeno abismo para o mar, o local é lindíssimo. Explicaram-nos que o mar está subindo naquele local e tomando parte da ponta de terra. Fomos até o único hotel que existe nesta praia: muito gracioso, com um estilo rústico, construído em torno de um pátio interno, cuja frente está voltada para uma das ilhas, que forma um pequeno delta entre o rio e o mar. Do lado esquerdo, vê-se o mar aberto e, do lado direito, a saída do rio para o mar. Esta saída é feita por várias ilhas, mas de onde estávamos só se podia ver uma. Na frente do hotel há uma passarela suspensa que leva até o restaurante da praia e em frente há várias barraquinhas de palha. É o tipo do local para descansar alguns dias e fugir do stress da cidade grande. Entramos naquela água tranqüila e limpa onde o rio se mistura com o mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tomarmos um suco, fomos conhecer outra praia, a do Coqueiro, onde fomos comer no restaurante da D. Maria. Depois que fizemos o pedido (era em torno de quatro horas da tarde), dirigi-me à praia e entrei numa pequena e convidativa enseada formada por recifes. Fiquei na água sozinha por uns cinco minutos, quando apareceram a Kátia e o Paulo. Depois veio o Ricardo, que não resistiu àquela água deliciosa. Depois que saímos, tomamos uma ducha de água doce e fomos almoçar/jantar, pois quando terminamos já eram cerca de 5 h da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sairmos de Coqueiro, fomos conhecer um resort recém-inaugurado, para o qual Kátia e Paulo estavam pensando em passar no dia seguinte, pois apesar de o hotel em que estávamos ficar na praia de Atalaia, distava do mar cerca de uns 700 m. O resort era excelente, os quartos muito bons, a piscina um pouco pequena. A recepcionista era super-simpática e mostrou-nos todo o hotel. Os melhores quartos eram os da suíte, com vista para o mar e banheira de hidromassagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de voltarmos ao nosso hotel, de noite fomos ao centro de Luís Correia tomar sorvete. Quando voltamos, arrumei as malas, pois no dia seguinte seguia viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira. Levantamos cerca de 7h. Ricardo fez a barba, crescida desde domingo. Tomamos café bem tranqüilos. Depois, fiquei em uma mesinha do pátio do nosso quarto que dava direto para a piscina, de frente para ela, para colocar as anotações em dia. O jardineiro estava cuidando do jardim e há um outro funcionário arrumando as cadeiras, pois com certeza no dia seguinte – sábado – o Hotel estaria cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos táxi para o aeroporto. No guichê da Aviação Nordeste reencontramos o motorista do casal que nos dera carona em Sete Cidades. Ele nos narrou a história da Guerra do Jenipapo, ocorrida na região quando Fidié defendeu a soberania portuguesa em território brasileiro até ser derrotado pelas tropas de D. Pedro I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos o avião para São Luiz. Deixamos as mochilas no bagageiro, levando só a mochilinha inka e a filmadora. Pegamos alguns prospectos no aeroporto, contendo mapas da cidade e alguns escritos sobre cada um dos lugares de interesse para visitação. Por sinal, o atendimento a turistas é excelente, ganhamos até uma lembrança da cidade. Vimos o Palácio La Ravardière, dedicado ao colonizador francês Daniel de la Touche, que erigiu, em 1612, o forte que daria nome à cidade, o vizinho Palácio dos Leões, em processo de restauração, erigido onde se situava antes o forte francês. Visitamos a Fonte do Ribeirão, com grades através das quais se vêem os túneis subterrâneos que percorrem todo o sub-solo da cidade. No Centro Histórico, descemos as escadarias do Beco da Catarina Mina – dedicado a uma escrava liberta que conquistara grande fortuna – e vimos ali as ruas estreitas com calçamento que lembravam uma São Luiz de vinte anos atrás que eu conheci quando lá morei aos onze anos. O Ricardo fez questão de entrar no Museu de Artes Visuais, onde se viam, além do famoso quadro alegórico da morte de Gonçalves Dias, azulejos lusitanos que lembravam muito o padrão visto na Colônia do Sacramento, no Uruguai, e bicos de pena de Tarsila do Amaral que, de tão graciosos, nem de longe se diria serem da mesma autora do &lt;em&gt;Abaporu&lt;/em&gt;. Visitamos, ainda, o Convento das Mercês e a Fonte das Pedras, situada no mesmo lugar em que acampara o caboclo Jerônimo de Albuquerque em 1615 na véspera do combate que suas tropas deram a La Ravardière. Antes de voltar para o aeroporto e embarcar para Belém, tirei uma foto em frente ao Colégio Dom Bosco, onde estudei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de voltarmos, e já no aeroporto, ligamos para um hotel em Belém, próximo ao Museu Emílio Goeldi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do café, dirigimo-nos ao museu. Já na chegada a cidade nos pareceu caríssima: o táxi comum até o aeroporto custava vinte reais, o do aeroporto era bem mais caro; o hotel, noventa reais, e não era lá essas coisas. Fomos caminhando até o museu, cerca de uns seis a sete quarteirões. Lá vimos alguns bichos do mini-zoo. O Ricardo se encantou com o filhotinho do peixe-boi, especialmente, e com as cotias que passavam livres pelo parque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos na exposição permanente as cerâmicas marajoara, tapajônica e amapaense, incrivelmente elaboradas e que se assemelhavam muito à cerâmica mochica e da Mesoamérica. Vimos que se repetia também a simbologia da espiral e da escada (ascenção espiritual) e ainda cruzes. A arte da Ilha de Marajó apresentava nas urnas desenhos com espiral em alto relevo e cruzes. Macacos e serpentes eram motivos freqüentes. Havia, ainda, urna para enterramento secundário com figuras em alto-relevo que pareciam caracteres que, talvez, estivessem contando a história do morto. Da Ilha de Marajó viam-se também urnas antropomorfas para enterramento secundário, com abundância de escadas e espirais e relembrando o estilo mesoamericano. Localizadas no Baixo Rio Urubu, perto do Lago de Silves (AM), urnas antropomorfas para enterramento secundário com figuras humanas em alto-relevo cuja estética lembrava também a Mesoamérica. Ao longo dos rios e igarapés do Amapá, foram encontrados vasos com altos-relevos que lembravam figuras humanas, em estilo próximo ao mesoamericano, vasos quadrangulares com alças semelhantes a felinos e duas extremidades que se assemelhavam a aves, com vários sinais laterais que poderiam ser, talvez, letras de algum alfabeto desconhecido hoje em dia, urnas antropomorfas com desenhos meio apagados, de estilo similar ao mochica, urnas zoomorfas que lembravam as culturas da América Central. Na Cultura Santarém, viam-se vasos altamente estilizados, lembrando candelabros, com desenhos e figuras zoomorfas em alto-relevo, parecendo uma mistura do estilo mochica com o centro-americano. Viam-se estátuas antropomorfas do sexo feminino, parecidas com as mochicas, excetuando-se o rosto, vasos zoomorfos, vasos antropomorfos com desenhos. Havia numa parede a foto de inscrições rupestres em baixo-relevo na Pedra do Pereira, no Estado de Roraima. Vários dentre os caracteres lembravam letras. Ao longo do rio Camutins, em Marajó, encontraram uma urna para enterramento enfeitada por escadas e cruzes vazadas, uma enorme urna redonda para enterramento, onde caberia uma múmia humana inteira, e cujas alças tinham formas humanas, um vaso com quatro pomos que formam um cruz redonda em alto-relevo. Os pomos têm em seu interior desenhos iguais. Nota-se entre eles escadas saídas do exterior de um círculo com espiral dentro. Mais dois vasos em que se notam escada e espiral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em torno das 14h fomos a um restaurante próximo ao hotel chamado Lá em casa, cuja comida regional (pirarucu ensopado no leite de coco) era deliciosa e cuja dona era simpaticíssima, mas os preços eram extremamente salgados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois fomos ao Centro Histórico, passamos pelo Teatro da Paz, na Praça da República e no porto fluvial. Vimos (mas não entramos, pois nos disseram que era perigoso) o Mercado Ver-o-Peso. Era belíssimo por fora, mas nas proximidades sentimos um clima tenso e ameaça de perigo. Havia dezenas de homens mal-encarados, que olhavam para nós e cochichavam quando passávamos. Fomos então ao Forte do Castelo, que deu origem à cidade no ano de 1616, e dali pudemos filmar e fotografar o Mercado, pois ficava do lado oposto, com a diferença de ser mais seguro o ponto onde estávamos, devido à presença maciça de guardas. O Forte, ainda, dava para uma praça onde se situava a Catedral da Sé. Depois fomos ver os Palácios Lauro Sodré – onde havia uma exposição de Portinari – e Antônio Lemos. De lá fomos caminhando até o Shopping Iguatemi, onde lanchamos e compramos alguns remédios. De lá pegamos um táxi para o hotel, pois estávamos com os pés doendo de tanto andar. Eram cerca de cinco horas da tarde, e estávamos andando desde as 9 h da manhã. Não saímos mais, fomos dormir cedo, pois no dia seguinte teríamos de pegar um vôo que sairia às 8h para Santarém e arrumamos a bagagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantamos cedo, tomamos banho, acabamos de arrumar a bagagem. Tomamos rápido o café da manhã e fomos ao aeroporto. Antes de sairmos, assistimos a uma pequena discussão entre os taxistas sobre qual dos motoristas nos levaria. A única conclusão a que cheguei é que se eles cobrassem mais barato teriam com certeza mais fregueses. Embarcamos às 7h30, o vôo saía às 8h. Neste meio tempo, colocamos nossas anotações em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a Santarém às 9h (hora de Brasília), mas tivemos de atrasar o relógio em uma hora, por causa do fuso horário. Informaram-nos no aeroporto que havia uma lancha saindo às 9h para Alenquer. Deixamos uma das nossas mochilas no guarda-volumes do aeroporto e pegamos um táxi que nos cobrou vinte e cinco reais até o porto. Ao chegarmos lá, soubemos que, por ser domingo, a lancha somente sairia às 12h. Enquanto aguardávamos a lancha, fomos informados de que nas proximidades de Alenquer existe um quilombo denominado Pacoval, onde os negros mantêm muitas de suas características culturais originárias. Também nos informaram que outros quilombos existiam espalhados pelo Estado do Pará. Já tinha ouvido falar deles quando estudei História do Brasil na Universidade com o Professor Victor Leonardi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfdAr7koDNI/AAAAAAAAADE/OBOk57xv6p4/s1600-h/Digitalizar0012.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329799807486135506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfdAr7koDNI/AAAAAAAAADE/OBOk57xv6p4/s320/Digitalizar0012.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Chegamos às 2h da tarde em Alenquer. Vimos dois hotéis, o Vitória Régia e o Pepita. Este último é o dobro do preço, mas os quartos são mais claros e arejados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de colocarmos nossas coisas na pousada, fomos à casa do Dr. Monteiro, para pedirmos permissão e informações para irmos à Cidade dos Deuses, situada em sua fazenda. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma garotinha apareceu e disse que ele estava descansando. Fomos então ao hotel, tomamos um &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc6QGmspeI/AAAAAAAAACM/7AFwt9AKlpk/s1600-h/Digitalizar0006.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329792732341511650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc6QGmspeI/AAAAAAAAACM/7AFwt9AKlpk/s320/Digitalizar0006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;banho, saímos para comer algo e depois voltamos novamente à casa dele. Ninguém atendeu à porta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fomos então saber notícias dos ônibus que vão a Monte Alegre. Disseram-nos que sempre saíam às onze da noite, mas na segunda e na terça só sairiam por volta das 9h30 da manhã. Chegamos então à conclusão de que, mesmo vendo a cidade no outro dia, teríamos de ficar mais uma noite, para sair na terça de manhã e chegar à tarde, em uma viagem de quatro a cinco horas de duração &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc8rgZSE_I/AAAAAAAAACk/JjkDDaQ17YM/s1600-h/Digitalizar0009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329795402144289778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc8rgZSE_I/AAAAAAAAACk/JjkDDaQ17YM/s320/Digitalizar0009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;em um “pinga-pinga”. Disseram que talvez houvesse um ônibus que sairia às onze da noite, mas não era certeza, e que, se o tomássemos, chegaríamos entre 3h30 e 4h da manhã. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos à casa do Dr. Monteiro. Desta vez, uma moça na faixa etária dos vinte atendeu-nos e disse que o ingresso para a Cidade dos Deuses custava dois reais por pessoa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc72oHFp9I/AAAAAAAAACc/71ZW13mj7qg/s1600-h/Digitalizar0008.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329794493682395090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc72oHFp9I/AAAAAAAAACc/71ZW13mj7qg/s320/Digitalizar0008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando perguntamos como chegar, ela disse que todos os taxistas da cidade sabiam ir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combinamos com um taxista que nos pegasse no hotel, no dia seguinte, às 7h da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informaram-nos na cidade que havia uma lancha que partiria para Santarém às 12h. Decidimos, caso chegássemos antes das 12h, tomá-la e depois, se chegássemos até as duas da tarde, poderíamos pegar a lancha para Monte Alegre no mesmo dia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfdBNX2r66I/AAAAAAAAADM/4aUxse7mbdI/s1600-h/Digitalizar0013.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329800382013762466" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfdBNX2r66I/AAAAAAAAADM/4aUxse7mbdI/s320/Digitalizar0013.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Voltamos ao hotel, descansamos, colocamos em dia as anotações. Jantamos, fomos dormir para acordar cedo no dia seguinte. A cidade estava em alvoroço com a festa que estava sendo feita pela vinda de novos geradores de energia – festa, esta, que se justificava em virtude de ser comum no interior paraense o racionamento de energia elétrica, embora muito se falasse no TRAMOESTE, programa destinado a fazer com que a energia de Tucuruí abrangesse outros municípios no meio da selva – . &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc84ol8hjI/AAAAAAAAACs/VWgdhc7L_tw/s1600-h/Digitalizar0010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329795627683186226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc84ol8hjI/AAAAAAAAACs/VWgdhc7L_tw/s320/Digitalizar0010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Levantamos às dez para as seis, quando vimos uma caranguejeira em um dos cantos do quarto. Vestimo-nos rapidamente e abrimos a porta para facilitar a fuga, se necessário. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acabamos de arrumar as coisas e fomos tomar café. Depois, ficamos esperando o taxista passar para nos pegar. Às 7h05, ele chegou. Fomos ainda abastecer o carro e depois pegamos a estrada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No começo estava boa, mas os últimos 10 km e,&lt;br /&gt;principalmente, os últimos 5km estavam&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfdJ66FRdjI/AAAAAAAAADU/8-CDaMKH81U/s1600-h/Cidade+dos+Deuses+e+outras.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329809960388884018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfdJ66FRdjI/AAAAAAAAADU/8-CDaMKH81U/s320/Cidade+dos+Deuses+e+outras.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc-q2Mdt1I/AAAAAAAAAC0/jpDFY3g4yYY/s1600-h/Digitalizar0011.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;terríveis. Aquilo era estrada para cavalo ou bicicleta, mas o carro chegou.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc-q2Mdt1I/AAAAAAAAAC0/jpDFY3g4yYY/s1600-h/Digitalizar0011.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc-q2Mdt1I/AAAAAAAAAC0/jpDFY3g4yYY/s1600-h/Digitalizar0011.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era uma família que, em meio a cães, galinhas e patos, sob um galpão, estava a descascar a mandioca. Uma moça pediu-nos a autorização e um garoto de seus onze anos nos acompanhou. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando entrei na “cidade”, tive uma sensação esquisita de que rituais de magia negra se faziam ali. Uma formação que lembrava um cálice, que filmei de uma pedra bem alta, ao ser dado o zoom, parecia ter em uma de suas faces uma cara monstruosa que mostrava &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc-q2Mdt1I/AAAAAAAAAC0/jpDFY3g4yYY/s1600-h/Digitalizar0011.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329797589839492946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfc-q2Mdt1I/AAAAAAAAAC0/jpDFY3g4yYY/s320/Digitalizar0011.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;maldade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Inobstante, a “cidade” é realmente incrível e provoca, ao mesmo tempo, a imaginação e a especulação intelectual: os “muros” são da mesma altura e formam diversas “salas”, algumas grandes, mais centrais (5x10 m) e várias laterais (3x2 m), dispostas simetricamente, uma ao lado da outra. Nas extremidades da “sala” grande, este conjunto era cercado por uma murada maior. Havia quatro ou mais destes conjuntos, um do lado do outro. Havia, ainda, à frente das “salas”, pela altura do “salão” central, duas paredes de pedra semelhantes a um corredor que iam dar em uma abertura que parecia um portal arredondado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Depois de andarmos por mais de uma hora pela “Cidade”, voltamos a Alenquer. Chegando lá às 11h30, conseguimos pegar a lancha para Santarém. Informaram-nos, no caminho, que sairia uma lancha para Monte Alegre às 2h30 da tarde. Quando chegamos a Santarém, contudo, soubemos que, por ser feriado municipal – Santarém fora fundada em 22 de junho de 1661 e, portanto, era aniversário da cidade –, a lancha para Monte Alegre saíra duas horas mais cedo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de muito perguntarmos, soubemos que havia um barco que ia para Macapá (AP), que passaria em Monte Alegre, só que sairia às seis horas da tarde, chegando por volta das onze da noite. O barco era uma gaiola e as pessoas já tinham pendurado suas redes. Mandamos nossas mochilas e depois passamos por uma fina tábua que ligava o barco ao cais. Ficamos lá algum tempo. Costurei a alça da minha mochilinha inka, que estava quase saindo. Comecei a colocar as anotações em dia quando o barco começou a balançar muito. Como estava começando a enjoar, saímos do barco e fomos para uma pracinha em frente (a praça da matriz). Quando saímos, a tabuinha já tinha sido colocada em uma posição melhor. Como o barco estava mais próximo do cais, pudemos descer apoiando-nos na própria embarcação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos na pracinha, à sombra das árvores, esperando o tempo passar. Ali ficava a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, erigida em 1761 sobre um antigo cemitério dos índios tupaius. A torre do lado esquerdo desabara em 1851, demolida a outra, por precaução no mesmo ano. Entre 1876 e 1881, foram restauradas as paredes e as torres foram reconstruídas entre 1930 e 1933. Um senhor que viu o Ricardo anotando os dados da igreja indicou-lhe uma placa junto ao crucifixo, que fora mandado erigir em 1846 pelo naturalista alemão Carl Friedrich Philip von Martius, em agradecimento pelo fato de se ter salvado, em 1819, de um naufrágio nas águas do Amazonas próximo a Santarém. Os arcos nas janelas do anexo da Catedral lembravam ogivas de janela árabe. Conhecemos um casal de Manaus, Jefferson e Edileude, que estava com um bebezinho, sobrinho desta última, e que, dentre outras coisas, nos esclareceu sobre o menor preço possível para uma corrida de táxi de Santarém a Alter-do-Chão, já que ali os taxistas cobravam os olhos da cara, principalmente quando percebiam que o freguês não era conhecedor da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barco saiu às 19h e, enquanto singrava as águas barrentas do Amazonas, enfrentou uma chuvarada com vento que determinou a baixa dos toldos e um resfriado para o Ricardo. Chegamos à meia-noite. Pegamos um táxi e pedimos que nos levasse à Casa de Férias, o local mais recomendado por todas as pessoas com quem conversamos, anexo ao Colégio das Freiras. Chegando lá, fomos atendidos pelo rapaz que tomava conta, que nos disse que não havia quartos disponíveis. Achamos mais que era preguiça do “cara” em nos atender àquela hora. Fomos então procurar outro hotel e o taxista nos levou ao Flor de Minas, um hotelzinho bem simples. No quarto, só havia a cama e o ventilador e um banheiro sem portas. Os donos, muito atenciosos, e, pelo que pudemos perceber, éramos os únicos clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordamos cerca de 6h30, arrumamo-nos e, enquanto eu dava um jeito no quarto e organizava nossas coisas, Ricardo foi descendo para tomar o café e conversando com os proprietários. Foi informado sobre uma pessoa, o Sr. Alôncio, que tinha uma toyota e sempre levava as pessoas para conhecer as inscrições. Depois do café, fomos procurá-lo e combinamos que em trinta minutos passaria no hotel para nos pegar. Retornando, colocamos calças compridas e tênis de cano longo, abastecemos nosso cantil, recarregamos a bateria da filmadora e trocamos o filme da máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A toyota chegou e partimos. Experimentamos a verdadeira sensação de estarmos passando no meio da selva amazônica. A toyota vai a lugares a que nem com boa vontade vão os carros comuns. Ricardo adorou passear com a toyota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfdSADmKCGI/AAAAAAAAADc/iClhZlXWugw/s1600-h/Digitalizar0003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329818844935096418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfdSADmKCGI/AAAAAAAAADc/iClhZlXWugw/s320/Digitalizar0003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fomos passando e o Sr. Alôncio nos mostrava os pontos principais. Começamos pelo final da estrada – se é que aquilo se pode chamar de estrada –: dava exatamente na caverna em que Anna Roosevelt descobrira a ossada humana e analisara as inscrições, que datara de 12.000 a. C. Depois fomos a um monte que tinha em sua parte mais elevada um paredão com várias inscrições, algumas lembrando letras, outras, reproduzindo a vida diária. A vista lá de cima era espetacular: abaixo, à direita, o rio Gurubatuba, afluente menor do Amazonas, à esquerda, a planície amazônica. Depois passamos pela Pedra da Tartaruga, uma formação rochosa interessante e pela Pedra do Pilão. Por último, paramos no Monte do Sol e da Lua, por onde subimos. O local onde estão as inscrições é altíssimo, a subida é &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfdSSZQnn6I/AAAAAAAAADk/M6PDg3uI31U/s1600-h/Digitalizar0004.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329819159987986338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfdSSZQnn6I/AAAAAAAAADk/M6PDg3uI31U/s320/Digitalizar0004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;íngreme e o sol estava escaldante. Enquanto subi, percebi que do lado do monte em que se situa a maior parte das inscrições a rocha formava uma figura humana de dimensões astronômicas, muito parecida com uma estela maia, só que vinte vezes maior. A vista lá de cima é belíssima, porque esta serra fica isolada em uma imensa planície. Consegui detectar vários sóis e a minha suposição é que o que as pessoas chamam de lua seja apenas uma outra posição solar em outra época do ano. Seria ali, talvez, uma marca de solstícios e equinócios. A descida foi terrível, pois havia muitas pedras soltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando à cidade, fomos direto ao Banco do Brasil, pagamos nosso guia-motorista e encontramos um restaurante pequeno com comida deliciosa – serviram-nos pirarucu frito e ensopado, acompanhado de salada, arroz e feijão –, quase em frente ao Banco. De lá, fomos caminhando em direção ao hotel, pois estávamos próximos. Chegamos lá no exato momento em que começava o jogo do Brasil com a Noruega. Fomos para o quarto e tomamos banho. Estávamos grudentos e tínhamos que aproveitar a água, já que era comum esta faltar e que o hotel não tinha caixa d’água para tais emergências. Não assistimos à derrota, resolvemos descansar por estarmos exaustos. Ao baixar o sol, saímos para comprar Cebion, pois o Ricardo estava gripando e eu também. Depois fomos ao porto, pois nos disseram que, de tardezinha, sempre apareciam botos pelo cais, mas não vimos nenhum. Voltamos ao hotel para podermos sair no outro dia cedo, pois só há um horário para saída da lancha para Santarém: 5h da manhã. Há também um barco que sai às 9h da noite e chega às 3h da manhã, um horário péssimo para procurar hotel. E, além do mais, queríamos ir direto para Alter-do-Chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordamos às 4h, vestimo-nos rapidamente, não pudemos nos lavar, pois estava novamente faltando água. O Sr. Alôncio, na sua toyota, já estava nos esperando. Partimos às 5h, ainda escuro, e combinamos com um taxista que, por vinte reais, nos levasse a Alter-do-Chão, já que ficava esta a 38 km de Santarém. Combinamos, ainda, que nos pegasse no domingo, às 6h30, para nos levar ao aeroporto, pelo mesmo preço de vinte reais, trato que ele descumpriria, mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em Alter-do-Chão, vi duas pousadas, ambas muito boas. Mas a simpatia da Heloísa, dona da Tupaiulândia, fez com que optasse por esta. Às 10h30 tínhamos tomado nosso café da manhã e conversado um pouco com ela. Era dia de folga da camareira e ela pretendia ir a Santarém fazer algumas compras no supermercado. Por isto, resolveu deixar um dos portões sem tranca para que pudéssemos sair e voltar quando quiséssemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeamos pela beira do rio, onde havia um calçadão. Vimos uma praia do lado da cidade com barraquinhas. Os barcos que levam as pessoas para as barraquinhas da ilha, que está parcialmente coberta pelas águas. O local, realmente, é belíssimo. Em frente ao calçadão, situa-se a praça da igreja e, ao lado da praça, um restaurante enorme. Fomos até o fim do calçadão – ou começo, dependendo de onde se entre –, ao restaurante recomendado pela Heloísa e pedimos nossa comida para as três horas da tarde. Ficamos ainda um pouco no calçadão, descansando em um banco à sombra de uma árvore, olhando algumas crianças pulando de um trampolim improvisado. Havia somente duas pessoas tomando banho na ilha e um barquinho cruzava o rio numa paisagem digna de um quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo começou a fechar e, como estávamos resfriados, resolvemos voltar para o hotel. Fomos para o nosso chalé, tomamos banho, abrimos as janelas para ventilar e descansamos um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 14h30, fomos ao restaurante almoçar. Assim que acabamos de comer, estourou uma tempestade. Ficamos ainda uns quarenta minutos no restaurante olhando a chuva e conversando com a proprietária. Assim que a chuva melhorou, ela nos emprestou uma sombrinha para podermos voltar. Passamos pelo museu de arte indígena, mas estava fechado. Então, fomos para nossa pousada para descansarmos. Chegamos por volta de 16h30, ou, no horário de Brasília, 17h30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordamos com a claridade do sol saindo. Em Porto Alegre, tínhamos o hábito de acordar entre 8 e 10 h da manhã, dependendo do dia da semana e dos compromissos. Mas nesta viagem habituamo-nos a acordar sempre de madrugada e já naturalmente entre 8 e 9h da noite íamos dormir. Tomamos café por volta das 8h30/9h e depois fomos à praia, não sem antes entregar a sombrinha no restaurante em que comêramos no dia anterior. Fomos, em seguida, aos barquinhos que conduziam até a ilha. Enquanto nos dirigíamos ao atracadouro, avistamos botos na água. A travessia foi deliciosa, pois as águas eram tranqüilíssimas. O velhinho que conduzia o barco nos contou que os botos engravidavam as mulheres e que as lavadeiras menstruadas não iam ao rio para não serem atacadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos à única barraquinha que estava funcionando na ilha durante a semana. Alugamos uma cadeira confortável. À frente, um rapaz alugava caiaques e vendia águas-de-coco. Instalamo-nos em uma mesinha que ficava embaixo de uma árvore, da qual se viam os dois lados da praia. Por ela caminhamos e na volta tomamos banho nas águas cristalinas do lago, formado pelos igarapés, que deságua no rio Tapajós. Havia uns peixinhos pequeninos, denominados “charutinhos”, que ficavam sempre em volta da gente. Pedimos um tucunaré assado na brasa, delicioso. Aproveitei para colocar as anotações em dia enquanto Ricardo lia o livro do Pablo Villarrubia Mauso, que ele não perdia uma oportunidade sequer para criticar por ter forçado o tempo inteiro a localização de vestígios de OVNIs, quando era muito mais sedutora, provável e fascinante a possibilidade de se verificar a existência ou não de civilização em território brasileiro antes de Cabral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a Alter-do-Chão, fomos visitar o Centro de Preservação da Arte, Ciência e Cultura Indígena, antes referido como museu. Ali se vêem peças das vários tribos amazônicas, com especial destaque para a cerâmica de Marajó e do Tapajós. Havia ali réplicas de peças da cerâmica tapajônica cujos originais foram datados do ano 8.000 a. C. Vimos ali os utensílios e vestes de tribos que estão questionando em juízo seu desalojamento para dar lugar a grandes usinas e por trás das quais muitos preferem ver interesses escusos de brancos. Vimos o produto do trabalho de tribos como os waimiri, cuja música se caracteriza por uma escala eneatônica (nove tons), a exemplo do que ocorre com a música dos aborígenes da Oceania. Os tikuna, apesar de 400 anos de tentativa de integração forçada, mantiveram ao longo do tempo sua cultura. Os tukanos têm sido diuturnamente catequizados por diversas seitas religiosas que disputam a apropriação de suas almas. A origem dos jurunas é obscura, mas há a suspeita de que descendam dos índios do altiplano andino. Os assurini apresentam em suas pinturas motivos gregos, figuras geométricas altamente elaboradas. Havia vestes de uma das tribos que observei que apresentavam semelhança com as andinas, não obstante a maioria dos estudiosos negue qualquer tipo de contacto entre estas tribos e a avançadíssima civilização que se desenvolveu na parte mais ocidental da América do Sul. O falicismo, freqüente na arte dos índios andinos e mesoamericanos aparece representado em muitas das peças. A música apresentada como fundo da exposição também lembra a andina, inclusive com a flauta de pã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, enquanto caminhávamos na praia da ilha, reencontramos o casal que conhecêramos ao embarcarmos para Monte Alegre e estavam com Ednéa, irmã de Edileude e mãe do bebê referido acima, mais a irmã mais velha deste, chamada Dauíla, mais uma tia desta última, dois anos mais velha, chamada Érica. Por coincidência, estavam hospedados no mesmo hotel. Ficamos com eles até o dia seguinte, sábado, cerca de 1h da tarde, quando voltaram para o hotel, pois o táxi passaria para pegá-los às 14h. Assistiriam ao jogo do Brasil contra o Chile – vitória brasileira por 4 x 1 – às 15h no barco que sairia às 17h para Manaus. Ficamos um pouco mais na praia, pois amanhecera chovendo e só por volta das 12h o tempo firmara e o sol abrira de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite teria que arrumar as bagagens, pois no dia seguinte voltaríamos a Porto Alegre, com uma conexão de 4 a 5 horas em Manaus, que seriam aproveitadas para conhecer a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, levantamos antes das seis horas da manhã. Arrumamos as bagagens, tomamos café. Havia uns beijus (ou, como chamados ali, tapiocas) quentinhos com manteiga preparados por Heloísa aos quais não resisti. O taxista já estava nos esperando. Quando chegamos e íamos pagar os vinte combinados antecipadamente, ele nos cobrou quarenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na conexão de Manaus, cerca de cinco horas em terra, como os táxis cobravam cerca de 30 reais para irem até o centro e já estávamos injuriadíssimos com eles por causa da exploração, pegamos um ônibus que saía a cada 40 minutos. Deixamos nossa bagagem de mão guardada no aeroporto e só levamos a máquina fotográfica. Passeamos pelo centro, fomos ao Teatro Amazonas. Como era domingo, estava fechado para visitação, mas mesmo assim se podia visualizar a arquitetura do Teatro, testemunha dos tempos do esplendor dos barões da borracha. De lá fomos caminhando até a Praça da Matriz. Passamos em meio à zona franca, mas, em virtude de ser Domingo, todas as lojas estavam fechadas. A praça da igreja estava movimentadíssima. Vimos o prédio da alfândega – uma construção antiga que merece ser vista –, o mercado municipal e o porto. Aquela parte da cidade estava agitadíssima, com pessoas passeando por todos os lados. Pegamos então o ônibus de volta para o aeroporto, e embarcamos para Porto Alegre. Ainda tivemos uma conexão de duas horas em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a casa faltando dez minutos para a meia-noite, mas só fomos dormir à 1h30 já da segunda. Às 12h30 tinha de bater o ponto eletrônico no Tribunal, ao retornar ao trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-1885582964976246482?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/1885582964976246482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/uma-aventura-arqueologica-pelo-nordeste.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/1885582964976246482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/1885582964976246482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/uma-aventura-arqueologica-pelo-nordeste.html' title='Uma aventura arqueológica pelo Nordeste e Norte do Brasil (texto de Scheila F. Versiani)'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sc_Sq_-j5QI/AAAAAAAAABs/WLtcedoKzao/s72-c/Sete+Cidades-PI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-1981722173252477922</id><published>2009-03-23T08:22:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T11:01:51.512-07:00</updated><title type='text'>México Festivo e Arqueológico (texto de Scheila F. Versiani)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SclqaGsDF6I/AAAAAAAAAAU/ADfOfydmhXM/s1600-h/P1010004.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316897831792088994" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SclqaGsDF6I/AAAAAAAAAAU/ADfOfydmhXM/s320/P1010004.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estávamos em dezembro de 1995, eu teria um recesso no tribunal de 17 dias (final de dezembro e início de janeiro), não consegui tirar férias em janeiro mas o Ricardo tinha um mês de férias. Tivemos que reduzir nossa viagem de 30 para 17 dias, pretendíamos conhecer as principais ruínas arqueológicas do México, mas devido a redução de dias disponíveis tivemos que cortar algumas ruínas que tinham um acesso mais difícil ou demorado, entre elas El Tajin e Bonampak. Iríamos começar pela cidade do México e descer até Cancún onde pegaríamos um vôo no dia 9 de janeiro à noite de volta para o Brasil. Tinha um grande sonho: conhecer a pirâmide do Sol, a maior pirâmide da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de reservarmos com mais de 3 meses de antecedência e de havermos pago já há um mês, deu uma confusão com as nossas passagens e só fomos recebê-las no dia do embarque pela manhã depois de ficarmos cerca de 2 horas na agência de turismo pedindo que nos devolvessem o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos de Brasília numa sexta-feira à noite dia 22/12 e aterrissamos na Ciudad del México no dia 23/12, sábado, pela manhã. O tempo estava bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um setor de informações turísticas do aeroporto da Cidade do México nos informaram sobre um hotel localizado na Zona Rosa (área turística e segura) a um bom preço U$ 25,00 o quarto do casal com banho privativo. Os hotéis nesta zona estavam em média entre U$50,00 e U$150,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no Sábado, depois de instalados, fomos na parte da tarde conhecer o Museu de Antropologia. Com uma coleção que cobre toda a área arqueológica do México, ficamos em torno de umas quatro horas no museu, mas pelo tamanho do acervo poderíamos passar dias visitando. Por não podermos tirar fotos com flash e após uma tentativa e de quase ter minha máquina fotográfica apreendida por um segurança, perdi um filme inteiro de fotos sem flash.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do museu voltamos para Zona Rosa, ficamos passeando e lanchamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, Domingo, fomos a Teotihuacan. Havia alguns pacotes turísticos saindo do hotel e cobravam cerca de U$25,00 por pessoa. Resolvemos ir por nossa conta. Próximo ao hotel tinha uma estação de metrô, com um peso (cerca de 70 centavos do dólar) cruzamos a cidade e fomos parar no Terminal Norte, de onde saíam todos os ônibus que iam para o Norte do México. Compramos uma passagem que sairia dentro de 15 minutos para uma cidadezinha onde ficavam as ruínas de Teotihuacan, a viagem demorou cerca de 1h e 30 min e o ônibus nos deixou na entrada das ruínas. Quando íamos comprar os ingressos um guarda nos informou que aos domingos e feriados a entrada era franca. Mais tarde descobrimos que isto valia para todo o México como um estímulo para que as famílias fizessem passeios nos dias de folga. Aproveitamos bastante esta possibilidade pois estávamos em plena época de festas de fim de ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando entramos pegamos uma trilha que nos levou a um conjunto de templos onde se destacava a pirâmide da Lua. Era a primeira vez na minha vida que via pirâmides de verdade! Pirâmides que ninguém tinha dúvidas em caracterizar como tais. Estava realizando um sonho: conhecer aquela cidade sagrada em que tanto ouvira falar e sobre a qual já tinha lido muitos relatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subimos na pirâmide da Lua. Era altíssima. Antes de subirmos, as pessoas pareciam formiguinhas escalando seus degraus. Em algumas partes os degraus eram muito altos e estreitos, tivemos que subir literalmente de quatro. Ricardo entrou em estado de choque: não olhava para trás e nem para baixo. Ele tem um problema sério com locais altos, mas enfrentou com bastante coragem o seu medo de altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá de cima avistamos toda a cidade. Era de uma beleza incrível. Lá estava, ladeada por pequenas pirâmides , a Calle de los Muertos, onde era praticado o ritual do jogo de pelota, à esquerda da Avenida estava a Pirâmide do Sol, a maior da América, e vista pelo melhor ângulo que se podia vê-la. Ao fundo, à esquerda estava um conjunto de templos: a &lt;em&gt;Ciudadela&lt;/em&gt; , onde se destacava a pirâmide de Quetzalcoatl (deus da Serpente Emplumada). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de descermos a pirâmide, com alguma dificuldade por parte do Ricardo, pois não conseguia olhar para baixo, tivemos que descer de costas; fomos caminhando pela Avenida da Morte até a pirâmide do Sol, lá subimos novamente, mas, apesar de ser mais alta que a anterior, os degraus eram mais baixos, portanto mais fáceis de subir e o baque da primeira escalada já havia passado, Ricardo já se sentia mais fortalecido, subiu e desceu bem esta pirâmide. Eu estava realizando mais um sonho: subir aquela pirâmide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de descermos fomos á &lt;em&gt;Ciudadela&lt;/em&gt;, conhecemos a pirâmide de Quetzalcoatl, fomos a algumas lojinhas em frente e almoçamos em um restaurante de frente para as ruínas. Assim que saíamos estava passando um ônibus que voltava para a cidade do México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos, pegamos o metrô e fomos até o centro histórico, caminhamos um pouco por lá e tiramos algumas fotos. Quando o sol estava se pondo, pegamos um táxi e voltamos para o hotel. Descansamos um pouco e depois saímos para um lanche ali mesmo na Zona Rosa, voltamos para o hotel e fomos dormir, na rua víamos algumas comemorações, era noite de 24 para 25 de dezembro, noite de Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia de Natal resolvemos fazer um passeio romântico: fomos passear em uns barquinhos enfeitados no bairro de Xochimilco, este bairro pode ser comparado a uma Veneza, onde o meio de transporte é o barco. Pegamos o metrô próximo ao hotel e fomos até o último ponto ao sul da cidade, de lá , pagamos mais um peso, e pegamos o trem ligeiro até Xochimilco. A cidade estava cheia de policiais, uma vez que, como nos explicou um guarda, a época das festas de Natal e Ano Novo era muito propícia a rebeliões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da estação do trem fomos caminhamos até a saída dos barcos, lá, com mais um outro casal que estava no trem conosco, fechamos um barco que nos levou para passear pelos canais entre as chinampas (ilhas flutuantes artificiais) onde se encontram casas residenciais, comércio, áreas de lazer etc., área que antigamente era lago e que agora são áreas habitadas. Havia dezenas, talvez centenas, de barcos: alguns passeavam como nós, outros vendiam doces, salgados, outros flores, outros tinham orquestra com música, outros tinham restaurantes, todos enfeitados, cada um mais colorido que o outro. O passeio era realmente belíssimo e romântico. Foi um lindo dia de Natal que passamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Cortez chegou a Tenochtitlan, capital do império Asteca, onde atualmente se situa a Cidade do México, escreveu que a região era um grande pântano onde os homens tinham construído estas ilhas flutuantes e se moviam por barco pelos canais entre as ilhas artificiais (&lt;em&gt;Chinampas&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 26/12 fomos a Tula, também fomos por nossa conta, as excursões cobravam cerca de U$ 40,00 a U$50,00 por pessoa e gastamos os dois juntos cerca de U$17,00. Pegamos o metrô até o Terminal Norte e de lá pegamos um ônibus até Tula, a viagem demorou cerca de 2 horas e meia, no terminal de ônibus de Tula pegamos um ônibus circular que nos deixou na entrada da zona arqueológica, mas tínhamos que caminhar mais dois quilômetros até a entrada do museu e das ruínas. O único inconveniente é que estava chovendo e ficamos ensopados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte mais importante era uma praça onde havia uma pirâmide em cujo topo estavam os Atlantes, (esculturas que lembram cariátides) e na base frontal estão colunas baixas, cuja vista era idêntica ao templo dos guerreiros em Chichen Itza (esta cidade está na região maia na península de Yucatán), há também um Chac – Mool (uma escultura de um guerreiro deitado, ofertando alguma coisa numa tigela apoiada em sua barriga): em Tula ele está em baixo na frente da pirâmide, tem cor escura e foi decapitado, e em Chichen Itza ele está em cima, tem cor clara e a cabeça dele está bem no lugar. Observamos que os atlantes tinham expressões faciais diferentes, embora a indumentária não variasse, sugerindo, mesmo, que fossem guerreiros uniformizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao voltarmos para a cidade do México fomos ao centro e fizemos um tour pelas livrarias, com livros baratíssimos, mas como estávamos em início de viagem e teríamos que cruzar do centro ao sul do México em estilo mochileiro, optamos por não comprar livros pois fariam volume e peso na bagagem. Antes de voltarmos para a Zona Rosa fomos à estação de metrô do centro histórico para tirarmos uma foto da maquete da antiga Tenochtitlan encontrada por Cortez. Ao lado da catedral do México, vê-se o topo de uma das construções de Tenochtitlan e algumas estátuas. Algumas estações de metrô da Cidade do México são verdadeiras galerias de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 27/12 arrumamos nossa bagagem, desocupamos o hotel e nos dirigimos para o Terminal Leste, onde pegaríamos um ônibus para Oaxaca, capital de Oaxaca, onde iríamos conhecer Monte Albán, Mitla e Yagul. Só conseguimos comprar passagem para parte da tarde e tivemos que ficar no terminal cerca de 2 a 3 horas, chegamos em Oaxaca à noite. Do terminal de ônibus ligamos para alguns hotéis (tínhamos um guia do México que compráramos ainda no Brasil), estavam todos lotados pela época de festas, em um deles tinha vaga, pegamos um táxi e fomos para lá, chegando lá nos informaram que estava lotado, depois de caminharmos carregando bagagem cerca de uns duzentos metros apinhados de gente em plena festa de fim de ano e ainda por cima não nos deixaram usar o telefone para procurar um outro hotel. Eu fiquei em pé no saguão e Ricardo saiu para procurar um orelhão, depois de perder várias fichas pois os telefones próximos estavam todos quebrados sem falar no som de alto falante das barraquinhas de festa. Ricardo achou um orelhão que funcionava e descobriu um hotel que havia uma vaga – &lt;em&gt;Las Rosas&lt;/em&gt; -. A sorte é que era próximo de onde estávamos, o Zocalo, a parte central da cidade onde estavam os principais hotéis, restaurantes e festividades. Carregamos nossas bagagens por mais uns três quarteirões apinhados de gente cerca de 11 da noite: não preciso nem mencionar o estado de humor que estávamos. O quarto era péssimo, mas o pessoal excelente e o hotel bem bonito e bem localizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormimos e, no dia seguinte (28/12), saímos para conhecer a cidade e tomarmos o nosso &lt;em&gt;desayuno&lt;/em&gt; em um dos cafés com suas cadeiras na calçada situados no Zocalo. A cidade era realmente linda e as pessoas maravilhosas, logo apaziguamos o nosso ânimo da noite anterior. A parte pior da viagem era sempre quando estávamos nos deslocando de uma cidade para outra e estávamos com a bagagem procurando hotel, mas depois de instalados tudo se tornava mais fácil. Ricardo ainda aproveitou para fazer algumas compras de livros, dentre eles o &lt;em&gt;Popol Vuh&lt;/em&gt;, controladas as nossas disponibilidades financeiras e o peso da bagagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do café, fomos a um hotel de onde se comprava o ingresso do transporte para Monte Alban, ficava cerca de 5 km de Oaxaca em cima de uma colina. Compramos para as duas da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monte Albán impressionava pela disposição urbanística da cidade, seu estilo era Zapoteca. A parte principal se compunha de uma grande praça, com cerca de 500 metros de profundidade por uns 200 de largura, com todas as pirâmides voltadas para ela, dentre elas estava o Templo dos Dançantes. Também havia estádio de Jogo de Pelota, mas não estava nesta praça. Lá de cima se podia observar a Sierra Madre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, assistimos uma apresentação musical no Zocalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 29 pela manhã, depois de tomarmos café no Zocalo, fomos ao terminal de ônibus de segunda classe para irmos à Mitla. Chegando lá atravessamos toda a cidade subindo uma ladeira e chegamos ao museu da entrada das ruínas, ao lado destas estava uma catedral construída por pedras retiradas das construções zapotecas. Nelas encontramos vários pátios cercados por muralhas e de subterrâneos que continham túmulos. O grande destaque de Mitla são as faixas gregas que compõem as muralhas das ruínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao voltarmos no ônibus para Oaxaca, no meio do caminho ele parou para descer vários turistas. Perguntamos o que tinha por ali que não sabíamos e nos informaram que depois de subirmos uma ladeira de 2 km encontraríamos Yagul. Aproveitamos e descemos, a subida íngreme foi compensada pela beleza do local. As ruínas se encontravam em plena Sierra Madre a vista era realmente belíssima. Haviam várias pirâmides, túmulos subterrâneos e estádio de jogo de pelota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao retornarmos à cidade nos dirigimos ao Terminal de ônibus de primeira classe para comprarmos nossa passagem para Palenque. Só havia para o dia seguinte as 5 horas da tarde. No dia seguinte 30/12 acordamos tarde e ficamos passeando pela cidade até chegar a hora de sairmos. Aproveitei para comer uma pizza à lenha deliciosa um pouco antes de sairmos. Porém tanto eu como o Ricardo colocamos tudo para fora enquanto fazíamos a travessia noturna da Sierra Madre. Depois que conseguimos acalmar nosso estômago e dormir, durante a noite fomos acordados por uns guardas armados de escopeta e pedindo nossos passaportes, na entrada da região de Chiapas. Depois ficamos sabendo que estava havendo uma rebelião naquela área. A nossa sorte é que havia mais uns 10 a 12 turistas no mesmo ônibus e não nos sentimos sozinhos: todos foram acordados e seus passaportes devidamente consultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos em Palenque 31/12 compramos nossa passagem de ônibus para mesma noite, pois nos restava pouco tempo e tínhamos muito o que conhecer do México, procuramos um hotel ao lado da rodoviária para tomarmos um banho e deixarmos nossa bagagem enquanto íamos às ruínas. Na cidade tinha microônibus que fazia o transporte para as ruínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palenque me impressionou muito: as pirâmides aparecendo no meio da selva, era uma cidade bastante diferente de todas as outras que tinha visto. O estilo maia estava começando. As pirâmides eram todas decoradas com baixos e altos relevos, em cima e no interior das pirâmides haviam inscrições. Palenque é famosa por ter sido lá encontrado o primeiro túmulo no interior de uma pirâmide, conhecida como Templo das Inscrições. O palácio tem uma torre que lembra uma construção chinesa, todo o palácio é de uma arquitetura incrível. Depois de vasculharmos toda a cidade por horas a fio, nos deitamos a sombra de uma árvore e ficamos a admirar a beleza das ruínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao voltarmos à cidade jantamos em um restaurante, fomos ao hotel onde deixamos nossas bagagens e depois para rodoviária esperarmos a hora do ônibus sair. Havia dois horários de ônibus noturno, o que saía às 7 chegava em Mérida às 4 da manhã e o que saía às 8 chegava às 5. Escolhemos o segundo pois esperaríamos clarear e sair para procurar hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos o Reveillon no ônibus no dia seguinte ficamos em torno de 1 hora procurando hotel. Achamos um bom, bem localizado e com um ótimo preço. Depois de instalados e de banho tomado voltamos à rodoviária para pegarmos um ônibus que nos levaria a Chichen Itza, a viagem demorou cerca de 2 horas. Chegamos lá em torno das 11 da manhã e saímos em torno das 4 da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chichen foi a cidade que mais impressionou o Ricardo. O que ele mais queria era subir ao Templo dos Guerreiros. Mas estava proibido. Tivemos que nos contentar em ficar admirando de baixo, não pudemos tirar nossa foto com o Chac-Mool. Subimos no &lt;em&gt;Castillo&lt;/em&gt;, de onde avistamos todas as ruínas. Fomos ao Cenote sagrado escavado por Thompson, por onde as virgens eram lançadas. Visitamos o estádio de Jogo de Pelota, o observatório El Caracol e as outras ruínas que íamos alcançando através das trilhas por entre as árvores. Ricardo ficou injuriado com uma brasileira que, a pretexto de tirar uma foto, se deitou sobre um dos entalhes de uma das laterais das escadarias de uma das construções de Chichen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto esperávamos o ônibus que nos levaria a Mérida reencontramos um casal de suíços que havíamos conhecido em Mitla e eles nos informaram de um passeio que fazia a rota Puuc e que saía da rodoviária da cidade de Mérida. Assim que chegamos na rodoviária já compramos o nosso pacote para o dia seguinte. Fomos passear pela cidade e jantamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 2/01 fomos conhecer várias ruínas em estilo Puuc, uma próxima a outra.: Uxmal (com a pirâmide do adivinho, o palácio do governador, o grupo de ruínas Las monjas e uma pirâmide altíssima de onde se avistava toda a cidade); Edzna, Kabah; Sayil (com um enorme palácio); Labná (onde se destaca o famoso arco pintado por Catherwood).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 3/01 ficamos passeando pela cidade, fomos à universidade de Yucatã, ao Museu, fotografamos o Teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 10 da noite, resolvemos pegar um ônibus que saía às 12 e que iria até Playa del Carmen, depois nos arrependermos amargamente de ter pego aquele pinga-pinga e de não ter aproveitado uma noite bem dormida em um hotel que já estava pago. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Chegamos no dia 4/01 em Playa del Carmen por volta das 6 da manhã. Do terminal de ônibus fomos andando pelo calçadão e perguntando nos diversos hotéis se tinha vaga, no fim do calçadão encontramos vaga, os preços estavam bem mais altos do que todos os hotéis que já tínhamos ficado. Playa del Carmen fica a uns 30 min de ônibus de Cancún, achávamos que os preços estavam mais altos por causa disso. O hotel mais caro que havíamos pago era de U$ 25,00 na cidade do México. Lá em Playa del Carmen, o melhor preço que encontramos com banho privativo e ducha quente foi de U$ 40,00. Mais tarde, quando fomos a Cancún, pagamos U$ 25,00 em um hotel super bem localizado no centro, com piscina, café da manhã, quartos bem decorados e melhor que o da Cidade do México inclusive no atendimento. Optamos por ir a Playa del Carmen antes de Cancún pela proximidade com Tulum, Xcaret (5 km) e Cozumel. Esta última, era só atravessar no Ferry, o mesmo pelo qual atravessavam os turistas que vinham de Cancún para conhecer Cozumel. Playa del Carmen era caminho para todos estes passeios que os turistas que estão hospedados em Cancún fazem, com exceção de Chichen Itza, que optamos por conhecer de Mérida (2h), ao invés de Cancún (4h).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que nos instalamos colocamos nossa roupa de banho e fomos á praia a um quarteirão do hotel. Passamos o dia caminhando pela praia e descobrindo locais mais desertos para nos banharmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 5/01, pela manhã, pegamos um ônibus e descemos na entrada do Xcaret, lá havia um ônibus do parque que nos levou até a bilheteria. Chegando lá nos informaram que para brincar com os golfinhos, além de pagarmos cada um U$ 25,00 dólares na entrada, ainda tínhamos que pagar mais U$ 50,00, mesmo assim o Ricardo disse que queria ir. Mas o pessoal disse, e chegamos antes de abrir o parque, que os ingressos para brincar com os golfinhos eram em um total de 30 e já tinham sido todos vendidos para aquelas pessoas que estavam na porta esperando. Eu contei o número de pessoas e só tinha 17. Teríamos a opção de desfrutar o parque, que segundo informações de pessoas que tinham visitado e fotografias que havíamos visto, era belíssimo, um verdadeiro paraíso tropical. Decidimos então voltar outro dia para tentar os ingressos dos golfinhos e conhecer o parque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ainda não eram 9 da manhã (o parque abria às 9), voltamos para Playa del Carmen, pegamos o ferry e fomos conhecer Cozumel. Foram as águas mais cristalinas que já vi. Informaram-nos que, mais cristalinas que aquelas, só na grande barreira de corais da Austrália. Ficamos passeando pela ilha e voltamos ao por do sol, tirei fotos muito lindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte 6/01 passamos o dia em Playa del Carmen, alugamos uma bicicleta e fiquei algumas horas correndo atrás e segurando o banquinho para ensinar o Ricardo a andar. De tardezinha, quando ele já estava andando sozinho, levou um tombo e esfolou o joelho, fomos a uma farmácia e compramos medicamentos. À noite sempre passeávamos pelo calçadão repleto de restaurantes, bares, lanchonetes, lojas etc., havia um grupo de &lt;em&gt;mariachis&lt;/em&gt; com equipamento eletrônico e que tocava em um ponto fixo, eles tocavam em um ritmo que alegrava o calçadão. De dia já era legal passear pelo calçadão, mas à noite tinha aquele som contagiante, e era ainda mais divertido. Às vezes jantávamos em algum dos restaurantes do calçadão, às vezes íamos a um na praia que tinha um formato de um grande quiosque e muito aconchegante. Lá o Ricardo comeu a lagosta caribenha, um abacaxi partido ao meio e recheado de lagostas. Diz ele que foi a melhor lagosta que já comeu em sua vida. E pagou apenas U$10,00 por esta maravilha. Detalhe: era o prato mais caro servido pelo restaurante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 7/01 pegamos um taxi e chegamos no Xcaret as 7 h da manhã, fomos os primeiros a chegar e o parque só abriria as 9 h, fizemos de propósito para garantir o ingresso do Ricardo para que ele pudesse brincar com os golfinhos. Quando a bilheteria abriu (em torno de 8h) e fomos comprar os ingressos nos disseram que o ingresso dos golfinhos era vendido em um guichê interno próximo aos golfinhos (não nos tinham avisado isto naquele dia em que já tínhamos ido) e que somente quando o parque abrisse (as 9 h) é que teríamos que correr com um mapa do parque e os primeiros 30 que chegassem nos golfinhos é que poderiam comprar os ingressos. Dois dias antes havíamos estado lá e nos tinham dado outra informação, penso que eles já deviam ter vendido os ingressos para alguma agência, disseram que não podíamos comprar porque já tinham sido vendidos para algumas pessoas que estavam junto conosco esperando o parque abrir, naquele dia se tivessem nos falado que o Ricardo teria que correr por trilhas disputando com mais não sei quantas pessoas a oportunidade de comprar o ingressos para brincar com os golfinhos, com certeza ele tentaria, mas naquele dia, depois de esperarmos duas horas para o parque abrir ele, com o joelho esfolado e mancando, possivelmente não conseguiria chegar a tempo. Penso que havia outros interesses econômicos por parte das pessoas que vendiam ingressos e que não pude perceber. Ficamos injuriados e achamos um desaforo, depois de tudo isto, termos que pagar U$ 50,00 (cinqüenta dólares) para entrarmos no parque e depois tentar comprar um ingresso que custava US 50,00 para cada um com a possibilidade de não conseguirmos comprar este último e o Ricardo em vez de brincar com os golfinhos ficaria a ver navios depois de já termos gastado o dinheiro da entrada. Fomos embora da porta, nem compramos o ingresso. Poderíamos ter dormido até mais tarde e ficado sem essa. Porque não tomaram esta atitude para conosco na primeira vez que havíamos estado lá? E na primeira vez havíamos chegado também antes do parque abrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos para a rodovia e de lá pegamos um ônibus (que passava no máximo a cada 15 min) em direção a Tulum. Fomos conhecer as famosas ruínas em frente ao mar, depois que já tínhamos passeado por toda a cidade começou a chover, resolvemos então voltar para a rodovia e pegarmos um ônibus para voltar. Ricardo chamou a atenção para um iguana que pôs a cara para fora das pedras onde residia e, depois, entre curioso e assustado com aquele tanto de gente, ficou ali, com o corpo inteiro, exceto a cabeça, dentro da toca. Mas no meio do caminho a chuva se tornou uma tempestade e que fechou o tempo na região até o dia seguinte. Quando passamos em frente a entrada do Xcaret agradecemos, pois não tinham passado nem 3 horas e a chuva não parava mais. Com certeza, iríamos jogar pela janela no mínimo US 50,00. Quando chegamos em Playa del Carmen, soubemos que o ônibus em que estávamos iria até Cancún. Resolvemos então seguir e conhecer a famosa cidade, pois iríamos nos informar sobre os hotéis. Já havíamos conhecido todos os pontos do nosso roteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em Cancún, almoçamos em um MacDonald's do centro próximo ao terminal rodoviário. Ali chegamos a assistir a uma festa de crianças onde se ia quebrar a &lt;em&gt;Piñata&lt;/em&gt;, uma figura de papelão recheada de doces. Vimos alguns preços de hotéis, fizemos reserva para o dia seguinte e depois fomos para a zona hoteleira onde estão as melhores praias, restaurantes e shoppings. O tempo não estava bom, ventava muito. Ficamos passeando e à noite voltamos para Playa del Carmen. Fechamos nossa conta e arrumamos nossa bagagem, pois sairíamos no outro dia bem cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 8/01, bem cedo já chegamos em Cancún, assim que nos instalamos já saímos para praia, mas o tempo ainda não estava bom, queríamos ir a Isla Mujeres, mas como estava ameaçando chuva ficamos ali pela zona hoteleira, na parte da tarde pegamos um ônibus mas ao invés de pararmos no centro resolvemos circular pela cidade, foi aí que passamos a conhecer as favelas e buracos de Cancún, que até aquele momento achávamos que não existia. Quando retornamos ao centro, ficamos passeando pelas lojas de artesanato, os preços ali estavam bem melhores que na zona hoteleira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 9/01, teríamos que pegar o vôo á noite para retornarmos ao Brasil. Ficamos com medo de ir à Isla Mujeres e acontecer algum imprevisto impedindo a nossa volta. O tempo já tinha melhorado bastante, estava só um pouco nublado, mas ainda ventava muito. Ficamos nas praias da zona hoteleira, ao meio dia voltamos para o hotel, desocupamos o quarto as 2 h e deixamos nossa bagagem guardada no hotel. Ficamos passeando pelas lojas no centro até umas 5 h quando pegamos um táxi e fomos para o Aeroporto. No dia 10 pela manhã chegamos ao Brasil e à tarde eu já estava trabalhando, Ricardo ainda tinha mais umas duas semanas que ele usou na elaboração da sua tese que foi depositada 4 meses depois.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;QUADRO: "Arco de Labná" de Scheila Versiani - Óleo sobre tela 40x50 cm dez. 2002 .&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-1981722173252477922?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/1981722173252477922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/mexico-festivo-e-arqueologico-texto-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/1981722173252477922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/1981722173252477922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/mexico-festivo-e-arqueologico-texto-de.html' title='México Festivo e Arqueológico (texto de Scheila F. Versiani)'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SclqaGsDF6I/AAAAAAAAAAU/ADfOfydmhXM/s72-c/P1010004.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-6897262516538752725</id><published>2009-03-22T20:00:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T03:25:08.328-07:00</updated><title type='text'>A mais longa queda d'água do mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/ScmAodLTbZI/AAAAAAAAAA8/Wy6ASmPVhe0/s1600-h/buzios+e+yucuman+097.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316922267602742674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/ScmAodLTbZI/AAAAAAAAAA8/Wy6ASmPVhe0/s320/buzios+e+yucuman+097.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há tempos que eu ouvira falar do Salto Yucuman – a mais longa queda d’água do mundo, situada na fronteira do Brasil com a Argentina, no rio Uruguai – e estava com saudades dos tempos em que Scheila e eu fazíamos as nossas viagens aventureiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que a queda d’água ficava no Parque Estadual do Turvo – o último reduto no Estado do Rio Grande do Sul em que ainda havia onças-pintadas, caititus, antas e tamanduás -, foi feita a pesquisa pela Internet acerca das possibilidades de transporte, de hospedagem e de alimentação nas redondezas (&lt;a href="http://www.bemtevibrasil.com.br/yucuma.htm"&gt;http://www.bemtevibrasil.com.br/yucuma.htm&lt;/a&gt;, acessado em 30 de janeiro de 2007).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os interessados podem ficar em Hotéis e Pousadas no Muncípio de Tenente Portela, mais próximo ao Parque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, sem dúvida, o que oferecia maiores possibilidades de transporte em relação a Porto Alegre era Frederico Westphalen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos também que o Parque Estadual do Turvo fora o primeiro a ser criado no Estado do Rio Grande do Sul, no ano de 1947, época em que a criação de parques estaduais se voltava muito mais à idéia de propiciar lazer do que, propriamente, à preservação da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinha, ainda, a recomendação de que não se tomasse banho no rio, tendo em vista a extraordinária força da correnteza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, já se falava no projeto de construção da usina hidrelétrica de Roncador, que inundaria 25% do Parque e faria desaparecer o Salto, mesmo tendo ele sido declarado pela República Argentina, em 1992, Monumento Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos o ônibus até Frederico Westphalen, saindo às 22h45 de Porto Alegre, para chegarmos lá às 6h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combináramos a viagem com um taxista de nome Flávio, que nos pegaria na rodoviária, levar-nos-ia ao Parque e nos traria de volta a Frederico Westphalen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila aproveitou para comprar as passagens de volta, para as 15h30 do mesmo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o dia ia amanhecendo, passávamos por municípios como Tenente Portela, Taquaruçu do Sul, até chegarmos a Derrubadas, última cidade antes do Parque Estadual do Turvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos íamos aproximando, o Flávio nos chamou a atenção para um primeiro habitante selvagem: uma imensa lebre saltou na margem direita da estrada, próxima aos pés de soja que atapetavam a região inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos ao Parque, soubemos que ele se abriria às 8h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das árvores da entrada, vieram alguns tucanos pousar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pago o ingresso, seguimos de carro até uma clareira onde havia alguns quiosques, próximos a algumas árvores que eu só conhecia dos livros do Monteiro Lobato, como o guatambu, que aparece n’&lt;em&gt;O saci&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dos quiosques, seguimos a pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vários trechos do caminho, via-se mata cerrada, cruzavam a estrada pacas e marrecas; nenhuma onça, anta ou caititu cruzou nosso caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dissera a nossa amiga, Dra. Roberta, que trabalhava, naquela ocasião, em Frederico Westphalen, a melhor época para visitar o Salto era esta mesma que escolhêramos: a queda estava bem visível, com um largo caminho passível de ser trilhado sobre as rochas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, o Flávio nos contou que um grupo de turistas viera em abril, certa ocasião, e se decepcionara, justamente pela falta de visibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, vamos ao Salto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma imensa linha reta em diagonal, que, na época da seca, como dito, fica mais visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pedras por sobre as quais a água do rio se precipitava pareciam ter sido empilhadas e soldadas entre si mediante a velha técnica que já víramos em toda a América Latina, sem argamassa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não era do conhecimento do nosso taxista e guia nenhuma lenda especíica da região acerca do Salto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia que as disputas pelo território entre os descendentes dos colonos europeus e os índios kaingangs tomaram em excesso o tempo que as pessoas teriam para frutificarem as narrativas – o que existiria antes, os índios, como expressão de um passado primitivo e degenerado, a ser abandonado ao esquecimento, o que se pretendia afirmar, a ação do colono de ascendência européia, voltada a tornar aquela região um centro irradiador da produção agrícola, mais especificamente, do agronegócio -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As informações adicionais foram colhidas em documentos produzidos no âmbito acadêmico (&lt;a href="http://geodesia.ufsc.br/Geodesia-online/arquivo/cobrac_2006/036.pdf"&gt;http://geodesia.ufsc.br/Geodesia-online/arquivo/cobrac_2006/036.pdf&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.unisinos.br/ihu/uploads/publicacoes/edicoes/1158327280.69pdf.pdf"&gt;http://www.unisinos.br/ihu/uploads/publicacoes/edicoes/1158327280.69pdf.pdf&lt;/a&gt;, e acessado em 6 de maio de 2007).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que por ali passavam os tropeiros em direção à Feira de Sorocaba, durante os séculos XVII e XVIII, e que o Salto, na época da seca, constituiu um obstáculo – embora temporário – ao desmatamento da araucária, que se verificava no oeste do Estado de Santa Catarina, no sudoeste do Paraná e no noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, muito intenso a partir do povoamento daquela região por imigrantes, iniciado na segunda metade do século XIX, sobretudo a partir da fundação da Colônia Militar de Chapecó, em 1882, naquela região que disputamos com a Argentina até 1895.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obstáculo porque o Salto impedia as barcaças de seguirem pelo rio até o ponto onde as toras da preciosa árvore seriam colhidas, para aproveitamento de sua madeira e de sua resina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até 1894-1895, a região permanecia praticamente intocada pelo homem branco, embora seu solo fosse muito fértil e a fauna fosse riquíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a Revolução Federalista, de 1893, muitos foram se refugiar naqueles restos de mata cerrada que existiam no Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que atraiu muitos dentre os pioneiros fora o inegável potencial econômico, com a possibilidade de exploração da madeira de lei, a grande quantidade de animais para a caça, bem como as águas medicinais, amplamente exploradas, hoje, no município de Irai, tendo todos, entretanto, como fator de unidade, a religião, o que não deixa de estabelecer um paralelo com a história da conquista do Oeste nos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da década de 20 do século XX, o afluxo de imigrantes se deu norteado por uma idéia de colonização baseada na economia familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, retornemos ao Salto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A correnteza era extremamente forte e, em alguns trechos, na margem brasileira, havia inclusive redemoinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ambas as margens, tanto na brasileira como na argentina, o verde era exuberante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As aves selvagens cruzavam os céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornando aos quiosques, Scheila viu uma outra trilha que nos poderia levar a um outro ângulo de visão do Salto, e o Flávio lá nos foi levando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, com efeito, ali, onde a mata era um pouco mais cerrada, iríamos dar no início da elevação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retorno não teve maiores incidentes, nem perigos: a viagem trnascorreu tranqüilamente naquela região que, vez por outra, aparece agitada por conflitos entre agricultores brancos e índios kaingangs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se verificou de notável, por ocasião da volta, além das várias paradas, foi a existência de ligação entre Frederico Westphalen e cidades do norte do Mato Grosso, como São Felix do Araguaia, mediante linhas de ônibus.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-6897262516538752725?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/6897262516538752725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/ha-tempos-que-eu-ouvira-falar-do-salto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/6897262516538752725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/6897262516538752725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/ha-tempos-que-eu-ouvira-falar-do-salto.html' title='A mais longa queda d&apos;água do mundo'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/ScmAodLTbZI/AAAAAAAAAA8/Wy6ASmPVhe0/s72-c/buzios+e+yucuman+097.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-678459851076916551</id><published>2009-03-22T19:12:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T11:05:17.621-07:00</updated><title type='text'>Os Campos de Cima da Serra</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Scg3U5AIqII/AAAAAAAAAAM/FkixMRqu2ig/s1600-h/Digitalizar0001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316560192149170306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Scg3U5AIqII/AAAAAAAAAAM/FkixMRqu2ig/s320/Digitalizar0001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No 22 de maio de 1998, aproveitando o dia ensolarado, resolvemos conhecer o Parque Nacional dos Aparados da Serra, onde se mostrava o lado mais rústico do nordeste gaúcho e onde existiam alguns dos mais importantes recantos para o ecoturismo no Rio Grande do Sul, por concentrar os maiores canyons do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos para São Francisco de Paula, cujo centro turístico lembrava um chalé bávaro e tinha em seu quintal pavões, patos e carneiros, e colhemos informações sobre lugar para almoçarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após comermos um churrasco, fomos em direção a Tainhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Quatro rodas, em Tainhas teríamos de virar ao nordeste, para irmos a Cambará do Sul, mas não havia no entroncamento caminho para nordeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareceu-nos, então, que teríamos de entrar em Tainhas, mas depois vimos que a estrada que para lá conduzia não se mostrava muito segura, nem tampouco tinha alguma sinalização que indicasse o caminho para Cambará do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito rodar em círculos, sem que uma viva alma aparecesse, resolvemos pegar o caminho para Aratinga, que ia para leste e, dali, viramos à esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos, em meio às obras das empreiteiras do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem, para Cambará do Sul, suprindo as deficiências da sinalização com os esclarecimentos prestados pelas pessoas que trabalhavam nas obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando à cidade, fomos ao primeiro posto de gasolina, à procura de pousada que nos era indicada pelo &lt;em&gt;Quatro rodas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informaram-nos de que a Pousada Simone, que não constava no aludido guia, seria a melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos, antes de nos decidirmos – Scheila tem uma certa compulsão pela pesquisa de mercado, o que não deixa de ser salutar –, verificar as possibilidades de hospedagem que a cidadezinha oferecia, e optamos por ficar naquela que nos fora recomendada, extremamente aconchegante e com ótimo tratamento por parte dos proprietários, apesar de não ter banho privado e de cair a luz a cada vez que se ligavam simultaneamente os chuveiros do banheiro masculino e feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O canyon do Itaimbezinho, famosa reserva ecológica caracterizada por um paredão afiado, com 5.800m de extensão, 800m de profundidade e uma largura de 800 a 2000m, estava fechado até o dia 30, quando seria inaugurado um hotel, inclusive com a presença do Governador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As descidas até as profundezas do Itaimbezinho, segundo a revista Terra, estavam proibidas desde 1992, em virtude de se ter verificado que os turistas que o visitavam, por vezes, acrescentavam à paisagem natural o lixo urbano, depositando desde tênis usados até agasalhos e cobertores no fundo do canyon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falaram-nos do canyon Fortaleza, mais bonito que o do Itaimbezinho, e de onde se podia ver, em dia claro, os litorais gaúcho e catarinense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O canyon que visitaríamos tinha 920m de profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos comer alguma coisa em uma lancheria chamada Segredo’s por causa de um retrato mural representando a Pedra do Segredo, uma enorme rocha que se equilibrava sobre uma base muito pequena, parecendo bastar um empurrão para ela se despenhar canyon abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peculiaridade da rocha era, ainda, uma formação, em seu meio, que parecia um filhote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, lendo os trabalhos do geólogo Reynaldo Coutinho, o pesquisador de Sete Cidades (PI) – textos academicamente bem ortodoxos, que trouxeram conclusões importantíssimas no que toca à presença do homem naquela região e aos conhecimentos de astronomia que detinha –, assaltou-me o espírito a possibilidade de a Pedra do Segredo ser um &lt;em&gt;loghan&lt;/em&gt;, isto é, um amontoado de pedras artificialmente colocado, em precário equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja-se que estou falando, aqui, no terreno da possibilidade, porque não havia, ainda, nenhuma prova de que tivesse havido ali, nos Campos de Cima da Serra, a presença do ser humano, a despeito de relativamente próximo de Urubici/SC, que visitaríamos mais tarde, onde há vestígios arqueológicos profundamente interessantes, especialmente no que tange às casas subterrâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fôra antes a parte do canyon da Fortaleza uma reserva florestal destinada a aproveitamento em fábrica de celulose, felizmente desativada, devido aos estragos que, efetivamente, fazia ao lançar os resíduos na atmosfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos, também, que a vida ali ainda tinha a tranqüilidade típica das cidades interioranas, em que as pessoas, ressalvados os dias de intenso frio, ainda podiam colocar suas cadeiras sobre a calçada em frente de casa e em que um furto ainda era coisa de causar espécie, sem a banalização que o crime adquirira já em grandes metrópoles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade, até sua emancipação em 1966, fôra parte do Município de São Francisco de Paula, e mantivera muito mais comunicação com o litoral do que com a capital, desde o seu desbravamento em 1745 pelo bandeirante paulista Pedro da Silva Chaves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fôra pouso de tropeiros que conduziam suprimentos à Feira de Sorocaba, em São Paulo, para abastecer de carne os trabalhadores das Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha havido em um dos canyons, o Malacara, um acidente no qual morrera um alpinista principiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se evitarem acidentes, mas, sobretudo, para se fiscalizar a boa educação de certos turistas que tinham dificuldades em não enxergar nos canyons lixeiras naturais, eram treinadas pessoas habitantes da região, pelo IBAMA, para servirem como guias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos por guia um jovem chamado Márcio, que nos foi apresentado pelo dono da lancheria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, após o café da manhã, pagamos a diária e saímos com o guia em direção ao canyon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos sabendo no caminho a respeito de inúmeras outras atrações, como a Cachoeira dos Venâncios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos de sair da via principal, já que ali se realizaria a procissão dedicada a Nossa Senhora de Caravaggio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando perguntei se havia ali famílias provenientes dessa vila italiana de onde o pintor Michelangelo Merisi retirara o nome pelo qual se tornaria conhecido como um dos maiores artistas do início do período barroco, ninguém soube me esclarecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subimos até o mirante, de onde, efetivamente, se podia ver tanto o litoral catarinense como a cidade gaúcha de Torres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via-se, ainda, a cachoeira do Tigre Preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida em que se ia subindo até o mirante, a fenda parecia ir-se abrindo mais e mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andorinhões e urubus cortavam os céus, obtendo um ângulo de visão que nós, desprovidos de asas, certamente não poderíamos sequer fazer idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guia nos contou que, embora raro, não era impossível que um condor viesse voando dos Andes até os Campos de Cima da Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mirante, emprestou-nos seu binóculo, cujo alcance era extraordinariamente amplo, de sorte que podíamos ver detalhes de acidentes a quilômetros de distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos depois do mirante para nos dirigirmos à Pedra do Segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessamos um largo campo, adentramos a mata e cruzamos as pedras da Cachoeira do Tigre Preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, a passo hesitante, dado meu famoso medo de altura, ia auxiliado pelo guia e por minha esposa a colocar os pés nas pedras mais firmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fôra o frio das águas, lembraria as excursões que fazíamos à Chapada dos Veadeiros, em Goiás, à época em que morávamos em Brasília, quando desfrutávamos, além do indizível prazer de andar em meio à mata, das cachoeiras abundantes naquela região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andamos pela beirada do canyon e tivemos uma vista do melhor ângulo da Cachoeira, parecendo incrível que do topo até o primeiro piso abaixo houvesse uma diferença de dezoito metros de altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos pelas turfeiras, onde se depositavam as substâncias dos animais decompostos e a partir das quais se formaria o petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nenhuma daquelas por onde passamos chegava a se configurar o “olho de boi”, espécie de sorvedouro gosmento, cujo efeito é praticamente o mesmo da areia movediça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a fotografar a Pedra do Segredo do lado de cima do canyon. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, como não estávamos com calçados adequados e o caminho para lá estava sumamente escorregadio, preferimos não descer, contentando-nos com as fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Scheila se lembrou da beleza cinematográfica do cenário, informou-nos Márcio que o canyon serviu não só para rodar o filme &lt;em&gt;Anahy de las Misiones&lt;/em&gt; como também a propaganda de um cigarro, sendo esta última realizada em caráter clandestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os topos retilíneos, paredes paralelas em uma perspectiva perfeita, poder-se-ia desconfiar da mão do homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio canyon do Itaimbezinho recebera este nome porque a sua parede ia terminar em um vértice que dava a impressão do gume de uma lâmina, como se tivesse sido afiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversando depois com um colega de trabalho, fiquei sabendo que a NASA já estivera fazendo algumas pesquisas no local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta para Cambará do Sul, passamos por diversos atoleiros e buracos feitos por rodas de jipes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um deles, o carro deu um pulo e morreu, embora fora do atoleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia ali elevação à borda e no meio do buraco, destas que as pessoas que costumavam trafegar pelas estradas de terra do Centro-Oeste do Brasil costumavam chamar “costelas de vaca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, neste mesmo atoleiro havia caído um trailer, que estava aguardando o socorro dos jipes do IBAMA, já que, segundo nos informou Márcio, era proibido pegar inclusive as pedras do Parque, ainda que fosse para fazer calço, tais os rigores que a fiscalização tinha assumido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, foi possível dar novamente a partida no carro, o que mais uma vez provou a bravura do nosso humilde “Gol” e, por outro lado, mostrava não se justificar, por aquela época, comprar por um preço equivalente ao de um apartamento os jipes que estavam sendo postos no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este incidente lembrou-me outro, ocorrido na Semana Santa de 1994, quando o meu irmão Fernando alugou um automóvel para percorrermos as Cidades Históricas de Minas Gerais, ele, o Dr. Flávio Alexander Delláqua Lucas e eu, que na época era solteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos dirigíamos de Mariana para Diamantina, o mapa Quatro rodas indicara-nos um atalho que seguia pela cidade de Santana do Pirapama, atalho este que se nos mostrou de bem pouco compensadora utilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzamos – tratava-se de estrada de terra, com casas abandonadas e as ruínas de uma igreja à sua beira, passando por esporádicos vilarejos situados em algum ponto entre nada e nenhum lugar – nada menos que onze cursos de água e, em um deles, a parte dianteira de baixo do carro acabou batendo em uma pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morto o motor, em meio a nada, o Dr. Flávio e eu empurramos o veículo, até que pegasse (pesou no orçamento dos meses seguintes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, nada de mais morrer o motor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o carro tivesse ficado totalmente impossibilitado de ser posto em movimento, no meio daquela estrada deserta, por onde quase ninguém passava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma situação parecida passara minha mãe, ao dirigir em julho de 1979, com dois dedos quebrados, de São Lourenço, em Minas Gerais, a Nova Xavantina, no Mato Grosso, quando, na estrada de terra que ligava Barra do Garças a esta última cidade as “costelas de vaca” foram responsáveis pela danificação de um cano, de onde saiu todo o óleo do carro (era um fusca).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que teria sido se não tivessem passado alguns caminhoneiros que repararam o problema de sorte que se pudesse chegar a Nova Xavantina do ponto em que estávamos, já que ali era pleno cerrado mato-grossense e que as feras não tinham medo de se aproximar da estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltemos ao Parque Nacional dos Aparados da Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após pagarmos o guia, resolvemos almoçar em Canela e comprar um conjunto de “tac-tel”, mais barato que em Porto Alegre e de excelente qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço, escolhemos voltar por Nova Petrópolis, esquecidos de que se estava realizando o Festival de Malhas, mercê do qual, daquela vez, a estrada estaria mais lotada por aquele lado do que por Gramado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já havia escurecido quando chegamos a Porto Alegre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-678459851076916551?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/678459851076916551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/os-campos-de-cima-da-serra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/678459851076916551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/678459851076916551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/os-campos-de-cima-da-serra.html' title='Os Campos de Cima da Serra'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Scg3U5AIqII/AAAAAAAAAAM/FkixMRqu2ig/s72-c/Digitalizar0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-2767938252756972409</id><published>2009-03-22T19:03:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T19:51:01.971-07:00</updated><title type='text'>Viagem ao fim do mundo civilizado</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgXv_WHun9I/AAAAAAAAAG0/xVmKx3AuO8Y/s1600-h/Costeando+a+Patag%C3%B4nia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333933205239013330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 130px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgXv_WHun9I/AAAAAAAAAG0/xVmKx3AuO8Y/s200/Costeando+a+Patag%C3%B4nia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem só de viagens de mochileiro vive o homem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte das férias de 1998, decidimos passá-la contornando a Patagônia de navio, fazendo a rota ao inverso do caminho seguido por Magalhães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos o avião de Porto Alegre para Buenos Aires, onde seríamos pegos pelo transporte contratado pelo nosso agente de viagens para nos levar ao &lt;em&gt;Hotel Rochester&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho, fizemos algumas perguntas a respeito dos espetáculos de tango que poderíamos ver em todo o grau de pureza, sem a estilização industrializada, ao que nos esclareceu o motorista que todas as casas de tango de Buenos Aires eram dedicadas à atração de turistas, umas com mais, outras com menos preocupação com a preservação da autenticidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bairro onde se encontravam as tanguerias mais próximas do autêntico, Santelmo, apesar de durante o dia abrigar uma das mais populares feiras de antigüidades – cujo equivalente em Montevideo não era a Feira de Positos, mas sim a que se realizava na Praça onde se situava a Porta da Cidadela –, era muito antigo, com inúmeros cortiços, perigoso por causa dos imigrantes indocumentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, fomos despertados de madrugada para pegarmos o transporte do Hotel para o aeroporto, onde pegaríamos o vôo para Santiago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos deixados em frente ao terminal das Aerolíneas Argentinas, quando teríamos de pegar o vôo da Lanchile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não perdermos o &lt;em&gt;check in&lt;/em&gt;, tivemos de ir correndo com o praterno, a mala de rodas, então pesando 25 kg e a bolsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fila, travamos conhecimento com um casal de idosos argentinos que pretendia pegar em Santiago o avião para Punta Arenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contaram-nos sua viagem ao Egito, informando que mais interessante seria chegar às ruínas de Luxor e Carnac por balão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narraram-nos, também, a viagem à Índia, destacando a beleza do Cashemir, o túmulo de Gandhi, a Índia Mogul e a Índia autêntica de Calicute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendaram-nos muito a viagem que íamos fazer, que já haviam feito em um navio, o &lt;em&gt;Skorpios&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando a Santiago, saímos do aeroporto internacional em direção ao destinado a vôos domésticos para tomarmos o avião da Ladeco para Puerto Montt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguimos antecipar o nosso vôo e tivemos que despachar o praterno no bagageiro, apesar de termos visto, depois, algumas pessoas conduzindo consigo os respectivos praternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou Scheila por alguns instantes ao aeroporto internacional para fazer o câmbio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a Puerto Montt, cidade fundada por alemães, algo como uma Gramado portuária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos um coletivo até o porto, onde tomaríamos o navio grego &lt;em&gt;Odysseus&lt;/em&gt;, no qual costearíamos a Patagônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À época, havia alguma intranqüilidade na capital chilena, mercê da polêmica em torno do vitaliciamento do General Pinochet como senador, que estava sendo contestado pelos grupos que se opuseram ao regime militar instaurado em 1973, a cuja testa o aludido General esteve por dezessete anos, perante vários órgãos do poder constituído, com o que foi até bom que não nos tivéssemos demorado em Santiago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase ninguém no navio falava o português, embora muitos falassem o inglês e alguns o espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos alguns brasileiros no barco, oriundos de São Paulo (Dagmar, auditora de tributos federais), Campinas (Paulo e Eny, professores aposentados, que tiraram, não sei de onde, a conclusão de que eu me parecia com o Maximilian Schell), Salvador (Dr. Dielson, médico, e Norlei, bióloga) e Recife (Bruno, administrador do porto, e Consuelo, biquímica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos os passaportes na recepção, sendo-nos entregues, mais tarde, fotocópias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vice-diretor do cruzeiro, um costarricense chamado Allen Castro – logo aportuguesado para Alencastro – informou-nos que nos seria dado um número para os efeitos de descermos a terra, correspondente a uma ficha que teríamos de pegar ao sair e devolver ao retornar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, entramos no Canal da Patagônia, nas proximidades do Arquipélago Chiloé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos o exercício de salvamento regulamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso camareiro, Iorgos, era um espartano muito simpático e, curiosamente, muito falante, que se comunicava conosco em um agradável inglanhol, misturado com uma mímica muito divertida, e sempre se interessava quanto a estarmos desfrutando do cruzeiro e nos brindava com chocolates belgas antes de irmos dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, através dele ficamos sabendo da persistência da milenar rivalidade entre Esparta e Atenas, sendo os atenienses apodados de preguiçosos pelos espartanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmamos, no Canal, várias formações rochosas, algumas parecendo entalhes, outras com manchas de cobre, vários picos nevados à volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos no mar aberto ao final da tarde e ali houve um mareio geral, graças às ondas violentas do Pacífico, que conhecêramos em Punta Hermosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui jantar sozinho, atendido na mesa que nos fora destinada por um simpático natural do Pireu chamado Spiros, que se sentia sumamente feliz, como se fosse ele o cozinheiro, quando elogiávamos a comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, entramos em outro canal que conduziu ao Estreito de Kirke, onde não poderiam entrar navios com uma largura superior a 150 m (o &lt;em&gt;Odysseus&lt;/em&gt; tinha 147,3 m).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O navio se dirigiu à Geleira Pio XI, em cujo caminho apareciam vários pedaços de gelo flutuantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Travamos conhecimento com uma bióloga paulista chamada Cláudia que estava guiando um grupo de norte-americanos e que nos informou sobre a necessidade dos farináceos no navio em virtude dos efeitos do mareio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se postar o navio em frente à geleira, os que estavam de filmadora em punho ouviram a palavra mágica: golfinhos. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgYeCdE-uvI/AAAAAAAAAHM/cTuMiAstS9M/s1600-h/Golfinhos+no+Pacifico.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333983836181019378" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 103px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgYeCdE-uvI/AAAAAAAAAHM/cTuMiAstS9M/s200/Golfinhos+no+Pacifico.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá fomos nós a filmar-lhes as acrobacias nas transparentes águas geladas do Estreito de Kirke, em frente à imponente Geleira Pio XI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tarde, tomamos com Sérgio Salcedo e María del Sol, casal que dançou tango no filme &lt;em&gt;Evita&lt;/em&gt;, de Alan Parker, um gostinho sobre o que seria uma aula da dança que é o cartão de visitas de Buenos Aires, da qual chegamos a aprender a seqüência básica de sete passos e uma variação dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Travamos conhecimento, também, com o ginásio do navio, com seus aparelhos para exercício dos músculos do abdomen, dos braços e das pernas, e lembramos logo do Dr. Luiz Vicente de Vargas Pinto, grande amigo nosso, que era verdadeiramente maníaco por exercícios físicos e cujo vigor, mesmo tendo ultrapassado a marca dos cinqüenta anos, era de fazer inveja a muitos rapazotes de vinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, tivemos o coquetel de boas vindas do comandante, no qual houve um show de mágicas, a apresentação de quatro bailarinas russas, um bailarino romeno (Stefan), a quem as mulheres chamaram logo Antonio Banderas – e sobre o qual os homens não pouparam um único comentário desabonador -, um cantor (Misha) e uma cantora (Cristina) romenos, um cantor argentino (Agostino) e uma cantora belga (Ana Victoria), e Sérgio Salcedo e María del Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os artistas, com exceção de Sérgio e Sol e do pianista norte-americano Eric Himy, integravam a tripulação do navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o show, a orquestra do navio tocou música para bailar, tendo um americano de Connecticut tirado a Dagmar para dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, de madrugada, saímos, filmadora e máquina fotográfica em punho, atrás das focas, cujo nado vertiginoso tornava difícil de registrar o instante em que apareciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tarde, fundeamos em frente a Puerto Natales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgYkIyPjlaI/AAAAAAAAAHU/tjOAlsaZ0uU/s1600-h/Puerto+Natales.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333990542011504034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 126px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgYkIyPjlaI/AAAAAAAAAHU/tjOAlsaZ0uU/s200/Puerto+Natales.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Devido ao calado do porto, o navio não tinha condições de atracar, com o que tivemos de pegar as lanchas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o almoço, fomos conhecer a cidade, um povoado simpático, fundado por um alemão no final do século XIX, no qual ainda se cultivava o hábito da sesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros europeus, no século XVI, a visitarem o sítio onde se localizava a cidade foram espanhóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a renhida resistência autóctone, até o século XIX, não permitira o estabelecimento de colônias permanentes naquela região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, como dito, só no final do século XIX que o explorador germânico Hermann Eberhar instalou uma estância de ovelhas que deu início à povoação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos andando do porto à Plaza de Armas e de lá até o Colégio Salesiano, onde havia um museu de História Natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos colégios, chamavam a atenção os uniformes das crianças, todas de paletó e gravata, calça comprida para os meninos, saia para as meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dagmar fez questão de tirar uma foto com as crianças para depois mostrar aos netos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos, o Museu estava fechado, por causa da hora da sesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Dielson, contudo, conseguiu que abrissem as portas do Museu pelo simples fato de ter pedido para rezar na capela do Colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era possível tirar fotografias, aproveitei para filmar todos os exemplares da fauna chilena que ali estavam empalhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta, passamos por uma loja onde adquiri um caderno, já que, ao sair do Brasil, esquecêramos este importante apetrecho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, acordamos às 5h30 para podermos fazer a visita ao Parque Nacional de Torres del Paine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 7h, pegamos a lancha e subimos no ônibus que nos fora destinado, mais escangalhado que os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso guia explicou que "paine" seria um vocábulo Tehuelche – nome da tribo a que pertenciam os que Fernão de Magalhães denominou "patagones" – significando “azul”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo caminho, apareciam as aves: o falcão-peregrino, as emas (ali chamadas de &lt;em&gt;ñandus&lt;/em&gt;), os carcarás ou carranchos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pastores de ovelhas trajando bombachas tocavam seus rebanhos, com a ajuda de ágeis e ferozes cães "pastores-ingleses" que mantinham os animais juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila contou-me que um dos cachorros que tivera em criança era exatamente daquela raça e o que tinha ele de inteligente tinha de feroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guanacos paravam fazendo pose para as fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrada do Parque, guanacos e raposas andinas se aproximavam de nós para serem fotografados ou filmados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada acidente geográfico ou ângulo diferente destes mesmos acidentes, o ônibus fazia uma parada, razão por que levamos mais de três horas para chegarmos ao ponto de onde sairíamos a passear a pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia, perpendicular ao caminho, uma estrada que levava à Caverna do Milodón ou megatério, onde se encontrou, no final do século XIX, uma pele de uma destas gigantescas preguiças em tão bom estado que uma lady inglesa resolveu organizar um safári cujo único fruto foi um livro sobre a viagem à Patagônia, narrando as peculiaridades da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma das margens do lago Nordenskjold, um guanaco foi o último espécime de fauna selvagem que vimos no Parque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parando o ônibus, fomos experimentar o almoço, e uma boa parte dele estava tão horrível que nem o simpático cachorrinho com o qual resolvemos dividi-lo aceitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após o almoço, tentei ajudar um senhor inglês, que estava com uma bengala, a se levantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxei-o com força demais, com o que ele escorregou na grama e caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras pessoas vieram ajudá-lo e eu fiquei extremamente envergonhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sairmos a pé, tomamos o cãozinho, que a cada passante exigia um agrado, como guia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a uma bifurcação em que o caminho da esquerda conduzia ao Salto Grande e o da direita ao mirador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos em direção ao Salto Grande (ifgura abaixo), onde encontramos Bruno e Consuelo, que haviam seguido outro caminho e se dirigiram ao mirador, e onde filmei o movimento das águas geladas em direção aos lagos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333991291417992674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgYk0Z__HeI/AAAAAAAAAHc/RgtvHPXPN7w/s200/Torres+del+Paine.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Resolvemos, já que teríamos mais duas horas, seguir em direção ao mirante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário, realmente, era muito mais bonito, muito mais grandioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A neve, nos picos, tomava um tom azulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viam-se vestígios nítidos de cascatas traduzidos por sulcos profundos na terra ou por grandes concentrações de neve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reencontramos Bruno e Consuelo e fomos seguindo até um lago, cujas águas transparentes dariam até vontade de entrar não fôra o frio cortante que ali faz mesmo no verão. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgYncd0ZKaI/AAAAAAAAAHk/jgbiDqVN9IU/s1600-h/Mirador+em+Torres+del+Paine.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333994178661132706" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 291px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgYncd0ZKaI/AAAAAAAAAHk/jgbiDqVN9IU/s320/Mirador+em+Torres+del+Paine.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno, ali, estacou, temeroso de perdermos o horário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres seguiram em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava meio receoso de enfrentar os espinhos dos arbustos do caminho, mas depois que um senhor da África do Sul passou por mim todo lépido e a passo firme, resolvi ir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos, ao fim, ao ponto em que o Lago Nordenskjold separa o final da trilha do sopé dos Cuernos del Paine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma formação rochosa a Consuelo pareceu uma esfinge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos, depois, pelo mesmo caminho por onde viemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto voltávamos, cruzamos com Cláudia, que estava aproveitando para conhecer o Parque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ida, pegamos tempo ensolarado, mas ao sair, fomos colhidos por uma bela chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, após o jantar, Scheila e Consuelo foram dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno e eu ainda conversamos um pouco e, logo em seguida, proseamos com um editor chileno especializado em obras antigas que viajava com o filho, o Sr. César Soto, que nos mostrou uma curiosidade: era dia 18 de março de 1998 e no dia 21 de março completaria 480 anos da investidura de Magalhães como almirante responsável pela primeira viagem de circunavegação, admiravelmente registrada por Pigafetta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, saindo do Estreito de Kirke, resolvi aproveitar para pôr em dia as anotações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila distraía-se com um quebra-cabeças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto anotava, ouvi pelo fonoclama o aviso de que passaríamos por um magnífico glaciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos correndo, mas vimos que, apesar de belo, não era ele tão impressionante como a Geleira Pio XI, em que se via o gelo flutuando sobre o mar, nem quanto os picos nevados de Torres del Paine, com o que não nos pareceu motivo suficiente para gastarmos uma foto ou quadros da película da filmadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compramos duas capas de chuva na boutique do navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sair do banho, um solavanco que me fez perder o equilíbrio mostrou que entrávamos em um trecho de mar aberto, antes de entrarmos no Estreito de Magalhães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos um “dramin” cada um, assistimos ao espetáculo de mágicas na discoteca do navio e, a seguir, dormimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos acordados às 20h para irmos jantar e, logo após, espetáculo de canções e danças de vários países, após o qual houve música para bailar, sendo Dagmar tirada para dançar por outro norte-americano natural da Flórida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por brincadeira, dizíamos que &lt;em&gt;yankees&lt;/em&gt; e confederados iriam à guerra de novo por causa da Dagmar, já que era disputada por um nortista de Connecticut e um sulista da Flórida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, fomos de lancha a Punta Arenas, Dagmar, Bruno e Consuelo, Scheila e eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O porto, em si, permitia a atracação do &lt;em&gt;Odysseus&lt;/em&gt;, mas estava lotado, razão por que não pôde ser descarregado o lixo que se acumulava nos porões, de onde começavam a sair emanações que tornavam difícil permanecer muito tempo na popa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade fora fundada em 1848, escolhida a área pelo Governador José Santos Mardones por contar com lenha, porto, maior superfície e melhor clima para os rigores austrais, a fim de propiciar aos navios que passavam pelo Estreito de Magalhães em busca de baleias e lobos marinhos o abastecimento de água e carvão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até 1877, foi lugar destinado à segregação de militares e delinqüentes comuns, tendo sido palco, em 1851, de um motim encabeçado pelo oficial M. J. Cambiaso, que culminou com a morte das autoridades e a destruição do povoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o Governo Manuel Montt, a região foi declarada zona de colonização, principiando a se desenvolver a criação de gado ovino, a indústria pesqueira e a mineração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila e eu, no dia, não levamos a filmadora, somente a máquina fotográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era dia ensolarado, temperatura ambiente de 8º C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Plaza de Armas, tiramos uma foto aos pés da estátua de Fernão de Magalhães, no Chile conhecido como Hernando de Magallanes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisemos tomar um ônibus para o “Free Shop” no qual estava escrito “No a la Zona Franca” e onde havíamos lido apenas “Zona Franca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista avisou-nos do nosso erro, descemos poucos metros adiante, onde eu pude lobrigar uma inscrição no muro dizendo “Ni olvido ni perdón, Pinochet al paredón”, e tomamos um táxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Free Shop” lembrava muito o DC Navegantes de Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soubemos, então, que o comércio funcionaria ali das 10h às 12h30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compramos ali uma mochila azul, que também se podia converter em carrinho, atrás da qual estivéramos durante muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos ali nosso simpático vice-diretor, Alencastro, e sua não menos simpática senhora, a diretora do cruzeiro Elizabeth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 11h30 tomamos um táxi até o Museu Arqueológico, situado no Colégio Salesiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos recebidos por um padre milanês, residindo ali por mais de sessenta e cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proibidas as fotos e filmagens, apreciamos os dioramas reproduzindo o dia-a-dia de cada uma das tribos ali viventes: os Onas (fueguinos), os Tehuelches (patagões) e Alajalifes (patagões).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueletos de golfinhos e orcas, couros de focas, histórias de conflitos entre índios e pastores de ovelha que colonizaram aquela região, histórias da atuação evangelizadora dos padres salesianos, animais empalhados, artefatos de madeira, metal, pedra e couro, pinturas realizadas com pó colorido sobre tecidos, boleadeiras, narigueiras e brincos de metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Réplica de uma caverna, onde se localizavam reproduções de arte rupestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemos uma pizza que não era das melhores e, depois, subimos para o Cerro de la Cruz, de onde se podia ter uma belíssima vista não só da cidade e do mar como da Terra do Fogo, por uma tênue sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos que as casas não tinham grades, apesar do padre nos haver dito existirem ali muitos assaltantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareceu-nos que havia um bom nível de vida, apesar das coisas ali serem muito caras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos, a seguir, a lancha e, enquanto Scheila se divertia com um quebra-cabeças e com um simpático garotinho de seis anos, filho de Sérgio e Sol, chamado Nahuel – única criança no cruzeiro e, portanto, o sobrinho de bordo –, fui filmar, afrontando os ventos, revoada de albatrozes a pescar nas proximidades do navio e algumas panorâmicas de Punta Arenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, tão freqüentemente víamos albatrozes que logo me vinham à mente os versos de Castro Alves:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Albatroz! Albatroz! Águia do oceano,&lt;br /&gt;Tu, que dormes das nuvens entre as gazas,&lt;br /&gt;Sacode as penas, Leviatã do espaço!&lt;br /&gt;Albatroz! Albatroz! Dá-me estas asas..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registrei depois, malgrado ele mesmo, as travessuras de Nahuel na película cinematográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soubemos por Paulo e Eny que a família Schurmann, famosa pela circunavegação em veleiro, estava em Punta Arenas no mesmo dia em que chegáramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contornaríamos a Terra do Fogo, que deve este nome às fogueiras que Magalhães viu acesas sobre as montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos dormir cedo para não perdermos o espetáculo da Geleira de Romanche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, tirei várias tomadas do amanhecer na Geleira em questão, bem como dos glaciares que a compunham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das cenas mais impressionantes que consegui registrar foi uma cascata provocada pelo degelo em um dos glaciares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila, Consuelo e Bruno jogavam pingue-pongue enquanto eu filmava de um lado a costa chilena e do outro a costa argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos no Canal de Beagle, que devia este nome ao navio que, em meados do século XIX, conduziu Charles Darwin em sua viagem naturalística, cujo diário era livro de cabeceira de muitos dentre os turistas de língua inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele Canal já havia sido objeto de inúmeras disputas no campo diplomático e mesmo militar entre a Argentina e o Chile, mesmo no final do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temperatura de 8º C tornava inacreditável a proposição segundo a qual estávamos em pleno verão. &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333934091699089362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgXwy8cR79I/AAAAAAAAAG8/n1RZKKEXC3U/s320/ushuaia.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O navio atracou em Ushuaia, capital da província argentina da Terra do Fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade, inaugurada em 1884, teve a soberania argentina reconhecida nesta mesma data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia ali, antes, uma missão anglicana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante anos serviu para a segregação de delinqüentes e adversários do regime político, notadamente o peronista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua colonização teve maior intensidade durante o governo do General Roca, que se dispusera a conquistar para o homem branco cada pedaço de terra da Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade não tem uma praça central, a vida comercial se concentra ao longo da Avenida San Martin, que é separada do mar pelas casas e pela Avenida Maipu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dagmar, Scheila e eu tomamos um táxi para visitarmos o Parque Nacional da Terra do Fogo e a Baía de Lapataia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista, natural de Mendoza, mostrava-se bastante bem informado sobre a história da ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro que nos conduzia, curiosamente, era um monza fabricado no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho era margeado por bosques, via-se a linha férrea outrora destinada ao transporte de prisioneiros e depois ao passeio de turistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmei as margens do Lago Roca (figura ao lado), ótimo lugar para camping, onde, contudo, s&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgX02WXUYcI/AAAAAAAAAHE/EOAJ4FyvwYc/s1600-h/Lago+Roca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333938548243718594" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgX02WXUYcI/AAAAAAAAAHE/EOAJ4FyvwYc/s200/Lago+Roca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;e acabou a bateria da máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os “aguiluchos”, que, a princípio, pensei que fossem falcões, pegavam em rasantes detritos que os campistas deixavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Baía de Lapataia, final da Ruta nº 3, que corta a Argentina de Buenos Aires até o extremo sul, fotografamos os inúmeros coelhos ali viventes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando às proximidades do porto, fomos, Dagmar, Scheila e eu, verificar o que poderíamos adquirir em termos de lembranças dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos, em seguida, a um café onde Scheila e Dagmar tomaram um chocolate e eu tomei um chá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois, voltamos ao navio, do qual foram tirados mais de seis containers de lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os petréis, albatrozes e gaivotas disputavam o lixo que era depositado nos containers do cais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmei, na discoteca do navio, os músicos Lucian e Constantin, cujo conhecimento da música brasileira se limitava aos sucessos de Carmem Miranda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o jantar, a noite de tango que tanto esperávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma reprodução do Caminito, com suas casas coloridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Victoria e Agostino cantaram alguns tangos e uma valsa, Constantin tocou no acordeon &lt;em&gt;Adios, muchachos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, as estrelas do show eram Sérgio Salcedo e María del Sol.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgY-qTyHSuI/AAAAAAAAAHs/j0HcPztAhqE/s1600-h/Tango.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334019705252825826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 132px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgY-qTyHSuI/AAAAAAAAAHs/j0HcPztAhqE/s200/Tango.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dançaram o tango da Boca, dos tempos em que era considerado uma dança vulgar, e o tango requintado da Recoleta, o tango estilizado de Astor Piazzola – aí, acabou o filme – e o mais famoso dos tangos, curiosamente composto por um uruguaio – &lt;em&gt;La cumparsita&lt;/em&gt; -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inesperadamente, Sérgio tirou Scheila para dançar e Sol me convidou, recusando um não como resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila, mais flexível, saiu-se, evidentemente, melhor do que eu, que consegui fazer com que Arnold Schwarzenegger parecesse um Nijinsky, para o total desespero da minha &lt;em&gt;partner&lt;/em&gt;, acostumada com a leveza do marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfrentamos as ondas do Atlântico, extremamente violentas, até Puerto Madryn, onde pegaríamos uma excursão para Punta Tombo, onde se reuniam os pingüins de Magalhães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho para Puerto Madryn, com todo o jogo do navio, Eric Himy conseguiu executar peças extremamente difíceis ao piano, como a Dança ritual do fogo, de Manuel de Falla e prelúdios de Rachmaninov e Domenico Scarlatti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Salcedo e María del Sol passaram por nós e comentaram o fato de serem muito caros os eletrodomésticos em Ushuaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contamos-lhes que filmáramos o show que deram por ocasião da noite de tango e mostramos-lhes as cenas então registradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora do jantar, Scheila, passando mal, desceu comigo para o refeitório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spiros, preocupado, administrou-lhe um “dramin” e aconselhou-a a subir para a cabina e ir dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, acordamos tarde, razão por que perdêramos o café da manhã na popa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigimo-nos, então, ao refeitório e, a princípio, houve resistência, porque, no espaço de meia hora, haveria uma aula sobre como preparar um prato típico grego à base de beringela denominado moussaka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spiros, impossibilitado de resolver por si o problema, mas preocupado conosco, chamou o maitre e explicou o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencemos a primeira resistência à custa do argumento de haver um motivo suficiente para termos perdido o café da manhã, qual seja, o fato de que Scheila, efetivamente, passara mal na noite anterior, e somente se sentira recuperada ao acordar, tendo necessidade de se alimentar para recobrar forças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, queriam servir-nos café com croissants, enquanto Scheila necessitava de bananas, mel e sucrilhos, uma vez que seu organismo já não estava muito receptivo à comida feita pelo cozinheiro de bordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ante a resposta de que não seria possível servir bananas e sucrilhos, perguntou ela, então, onde estariam as bananas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre vencido e divertido, o maitre acedeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o café da manhã, fui à sala de leitura e Scheila foi à aula, da qual não reteve muita coisa, tal a quantidade de ingredientes e de fases preparativas que eram requeridas pelo prato (o “boca aberta” aqui esqueceu-se de tomar a óbvia providência de lhe passar uma folha de papel para anotar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei a Eric Himy se a transcrição feita por Liszt para o &lt;em&gt;Liebestod&lt;/em&gt; de Wagner estava em seu repertório, ao que me respondeu afirmativamente, informando-me, ainda, da existência de outra transcrição, com efeitos mais orquestrais, de Moritz Moszkowsky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que me informou o Sr. César, o pianista era discípulo de Cláudio Arrau, o grande virtuose chileno que estudara com Krause, o último discípulo de Liszt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi também nesta fase da viagem que ocorreu a noite grega, quando todos deveriam vestir azul e branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iorgos estava dentre os tripulantes que dançaram as danças típicas do país, fazendo, surpreendentemente, uma cara séria, ele, que era tão sorridente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coreografia da maior parte delas é extremamente difícil, requer bastante agilidade, o que encantou o meu saudoso amigo Dr. Luiz Vicente de Vargas Pinto ao assistir ao filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui filmar quase tudo, exceto o momento mais interessante – deveria dizer, mesmo, mais bonito –, que foi justamente quando foram puxados todos os circunstantes para participarem da dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fomos pedir que nos acordassem cedo, para não perdermos os pinípedes em Puerto Madryn, vimos o bom Spiros na recepção, anotando os pedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordara, como todos, bem antes das quatro da manhã, e iria dormir somente à meia noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atracado o navio em Puerto Madryn, descemos para vermos as focas e leões marinhos que subiam as escadas do por&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgZAm7VJeTI/AAAAAAAAAH8/fG1QDbKw214/s1600-h/Puerto+Madryn.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334021846172530994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 305px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgZAm7VJeTI/AAAAAAAAAH8/fG1QDbKw214/s320/Puerto+Madryn.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;to.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos, em seguida, o ônibus que nos fôra destinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, em virtude de estarem no ônibus todos os brasileiros, excetuando a Cláudia, e mais mexicanos, pedi ao guia que intercalasse as explicações em inglês com traduções em espanhol, antipaticamente, respondeu “I’ll try to make an effort”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus foi seguindo pelas poeirentas estepes da Patagônia argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos passageiros ianques teve a idéia brilhante de abrir a janela para entrar um pouco de ar, ao invés de abrir a carlinga superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado foi a entrada de um poeirame total, a que o nosso guia, sempre pronto a agradar os anglófonos, resolveu, ao invés de abrir a carlinga, abrir a janela do outro lado do ônibus, com o que passou a haver duas fontes diferentes de pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechei a janela para evitar a entrada de mais poeira e uma senhora norte-americana pediu ao nosso antipático guia que abrisse o orifício mais óbvio para fazer com que se renovasse o ar, sem que entrasse mais pó: a carlinga superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guia ia dando as suas explicações em mau inglês, sem verter para sua língua nativa, até que Paulo lhe chamou a atenção para o fato óbvio de que havia muitas pessoas dentro do ônibus que não tinham o inglês como língua nativa, entendiam perfeitamente o espanhol e, tal como os anglófonos, haviam pago pela excursão, e não pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi pôr em dia toda a parte da explicação em inglês que não havia sido traduzida, pareceu a alguns ianques que ele estava falando espanhol em excesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando a Punta Tombo, verificamos que havia pingüins em profusão, e que as aves eram extremamente sociáveis, chegando bem perto dos seres&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgY_0Iz5u1I/AAAAAAAAAH0/oHcuN5bCKjY/s1600-h/Pinguins+em+Punta+Tombo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334020973617855314" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgY_0Iz5u1I/AAAAAAAAAH0/oHcuN5bCKjY/s320/Pinguins+em+Punta+Tombo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; humanos, só não se deixando pegar, sob pena de responderem com uma valente bicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram pingüins de Magalhães, que não chegavam a ultrapassar 40 cm de altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hábito de andarem em fila, as entradas e saídas de dentro das águas geladas e transparentes do Atlântico Sul, ora correndo atrás de crustáceos e moluscos, ora atrás, pura e simplesmente, de brincadeira, o descanso à sombra dos arbustos da estepe patagônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da algazarra que faziam, isolado, o seu inimigo mais temível, porque alado: a gaivota, que esperava o relaxamento na vigilância para poder-lhes comer os ovos e os filhotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soprava ali um vento cortante, cuja violência era tal que, no filme, por vezes, abafava o som da própria voz do “cineasta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao retornar ao ônibus, o guia, querendo ser engraçado, perguntou-me se não estava levando na bolsa algum pingüim, ao que respondi, bem sério, que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Only inside your camera?” perguntou, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No. Inside my film”, respondi, no melhor modo britânico de se tratar a um lacaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre Punta Tombo e Puerto Madryn, passamos por Gaiman, um povoado galês onde residiram os bandidos Butch Cassidy e Sundance Kid antes de se trasladarem à Bolívia, para nela terminarem seus dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia ali uma típica casa de chá galesa, onde já estivera Lady Di.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do bom gosto do chá – e o guia, depois da “cortada” que eu lhe dera ao voltar ao ônibus, resolvera tornar-se um pouco mais simpático, com o que conseguiu do zero que tinha recebido de começo subir para cinco, na escala de zero a dez – havia um coro de estudantes que cantava músicas típicas gaélicas e também do norte da Argentina, onde os &lt;em&gt;coyas&lt;/em&gt; mantém alguns costumes da civilização andina bem vivos, como o da compra e venda de gêneros se fazer cantando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos com Alencastro a respeito das focas e leões-marinhos, informou-nos que, em determinadas épocas, as orcas chegavam a Puerto Madryn e saltavam de forma a deixar até mesmo meio corpo sobre a terra firme para colherem os filhotes dos pinípedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre Puerto Madryn e Mar del Plata, as ondas jogaram de tal forma que eu mesmo fiquei mareado, eu, que havia ficado invicto até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No café da manhã, quando Dagmar se sentou para fazer a refeição, o navio jogou com tal violência que ela caiu com cadeira e tudo no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de eu começar a marear, Sérgio contou-nos que, cansados da comida do navio, sempre com muito tempero – a medida do grego é muito semelhante à medida do árabe –, ao chegarem a Puerto Madryn, foram em busca de uma pizza decente, já que em Punta Arenas haviam comido uma pizza horrível (creio que a mesma que comêramos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante é que estando Scheila e eu na cabina, completamente fora de combate, ainda ouvimos Nahuel correndo pelo navio, divertindo-se à larga...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No salão de eventos, o piano de cauda chegou a tombar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Mar del Plata, Dagmar, Bruno, Consuelo, Scheila e eu, após atravessarmos um pátio contíguo ao porto onde havia vários pombos mortos, dirigimo-nos ao aquário, onde provavelmente poderíamos ver um show aquático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechado que estava o aquário, resolvemos seguir até o calçadão que começava na Praça General San Martin e terminava na beira-mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali na Praça, tal como na Plaza de Mayo em Buenos Aires, havia lenços pintados que representavam, em frente à Catedral, as mães dos desaparecidos políticos, e ainda os dizeres “Ni olvido, ni perdón, cadena a los genocidas! La única lucha que se pierde es la que se abandona”, muito mais construtivos que os vistos no muro em Punta Arenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pizzaria &lt;em&gt;Pizza e Pizza&lt;/em&gt;, comemos uma pizza semelhante à de Cuzco, do &lt;em&gt;Chez Maggi&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos a praia onde veraneava a simpática contestadora Mafalda, subimos nos molhes ali existentes, chicoteados pelas ondas bravas do Atlântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando viajamos ao Uruguai, mais tarde, tivemos a oportunidade de ver o engenho que converteu, em Piriápolis, um litoral abaulado em enseada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltemos à viagem que está sendo relatada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornamos a bordo, após filmarmos uma panorâmica da cidade onde a Argentina se sagrou campeã mundial na Copa de 1978.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos recebidos por Emilian, o mágico, romeno de nascimento, que apontou para as semelhanças entre o seu idioma e o nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, no tocante a idiomas, já estávamos aprendendo algumas palavras em grego – &lt;em&gt;eph’aristo&lt;/em&gt;, significando "obrigado", &lt;em&gt;parakalô&lt;/em&gt;, significando tanto "por favor" como "de nada", &lt;em&gt;kal’eméra&lt;/em&gt;, significando "bom dia", &lt;em&gt;kale spéra&lt;/em&gt;, significando "boa noite", para os efeitos de cumprimento, &lt;em&gt;kale nykta&lt;/em&gt;, significando "boa noite", para os efeitos de despedida, &lt;em&gt;piato&lt;/em&gt;, significando "pires" – e estávamos ensinando aos membros da tripulação que nos atendiam algumas palavras em português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao encontrarmos no navio Sérgio Salcedo, contamos-lhe que comemos uma pizza em Mar del Plata, ao que nos respondeu “Los invidio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O navio jogou com tal violência antes de entrarmos no estuário do Prata que nos pareceu melhor remanescermos na cabina em nosso leito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos a filmadora do meu lado da cama – providência, aliás, pensada pela Scheila, com o espírito prático que lhe é peculiar –, com o que nada havia que sobre ela pudesse cair, danificando-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas que estavam sobre a cômoda caminhavam de um lado para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um verdadeiro pandemônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno, que estava filmando a saída do navio de Mar del Plata e colhera algumas focas seguindo-o, captou, com a sua câmera, a violência com que jogava o Atlântico, adernando as embarcações, quase fazendo-as soçobrar, as pessoas tendo que se segurar firme para não caírem, Nahuel, protegido pelos preocupados pais, com um sorriso bem aberto na face, divertindo-se a valer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao serenarem as águas, ao final da tarde, fomos ouvir o pianista Eric Himy, verificando se depois da queda violenta que sofrera o piano ainda poderia ele, como pôde, efetivamente, reproduzir as peças de Rachmaninov, Scriabin e Rimsky Korsakov (este último em transcrição de Rachmaninov), Gluck e, por último, aproveitando o centenário, uma transcrição para piano da Suíte &lt;em&gt;Porgy and Bess&lt;/em&gt;, de Gershwin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jantar, foi-nos oferecida uma espécie de torta de sorvete flambada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, o espetáculo de despedida, no qual fiz questão de filmar a última apresentação de Sérgio Salcedo e María del Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve, então, um imprevisto: no encerramento do espetáculo, as bailarinas com o Banderas apareceram e uma delas resolveu me tirar para dançar (ainda bem que Scheila estava vendo, ou eu teria de dar muitas explicações).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá fui eu de novo, mostrando quão destro em dança um hipopótamo pode ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegada a Buenos Aires, foi-nos oferecida carona em um coletivo que pararia na Plaza San Martin, Dr. Dielson, Norlei, Dagmar, Consuelo, Bruno, Scheila e eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos à Plaza de Mayo, onde se interpôs entre a minha câmera e a Casa Rosada uma passeata de desempregados, protestando em ritmo de samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos no caminho César, o filho do Sr. César Soto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali, tomamos dois táxis para a Recoleta, a fim de comermos uma boa pizza em Los inmortales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho, de dentro do táxi, consegui pegar um bom ângulo do famoso Obelisco e do Teatro Colón.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Dielson, Norlei, César e eu, além da pizza, resolvemos tomar um submarino, que é uma barra de chocolate dissolvida no fundo de um copo com leite quente, beberagem muito apreciada também no Uruguai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos às Galerias Pacífico, onde aproveitei para completar o meu &lt;em&gt;Anel dos Nibelungos&lt;/em&gt; adquirindo &lt;em&gt;A Walkyria&lt;/em&gt;, mais um CD com obras raras de Richard Wagner, mais o &lt;em&gt;Rienzi&lt;/em&gt;, mais um álbum com dois CD’s de Tchaikovky, a 6ª &lt;em&gt;Sinfonia&lt;/em&gt; e as suítes dos ballets &lt;em&gt;Quebra-nozes&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Lago dos cisnes&lt;/em&gt;, tudo isto por cento e quatro dólares (no Brasil, só &lt;em&gt;A Walkyria&lt;/em&gt; seria, por baixo, cem reais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, vim a saber que o Senhor César Soto era um estudioso da obra de Nietzsche, e que considerava a leitura do genial louco de Röcken indispensável para a compreensão do trabalho de Richard Wagner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitamos também a Galeria Alvear, na Recoleta e, depois, voltamos ao navio, onde fechamos a conta e deixamos uma gorjeta bastante merecida tanto pelo Iorgos como pelo Spiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda filmei o navio todo iluminado por fora e as últimas travessuras do Nahuel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, a troca de endereços e as despedidas, tendo a Norlei vertido uma lágrima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos do navio e pegamos um táxi para o Hotel Rochester.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando ali nossa bagagem, resolvemos pegar o Metrô para a estação ferroviária onde tomaríamos o trem para San Isidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos em estação diversa daquela que visitáramos da outra vez em que estivéramos em Buenos Aires e fomos caminhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Travei conhecimento com as livrarias de San Isidro e, logo, próximo ao terminal ferroviário que ligava aquele bairro “chic” ao porto fluvial conhecido como &lt;em&gt;El tigre&lt;/em&gt;, que devia este nome a uma onça que ali vivera em priscas eras, descobrimos uma mansão com uma placa onde se lia "La Teté", o que nos motivou a filmá-la, em lembrança da Esther, nossa querida amiga a quem chamamos carinhosamente “Teté”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos, então, as escadarias que nos separavam da rua onde se situava o terminal, no qual havia um interessantíssimo shopping center, ali entramos, compramos as passagens para retornarmos ao centro, fomos comer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmei não apenas os locais que se mostravam de maior interesse para um tour gatronômico como também o autêntico parque de diversões que ali havia, com uma explosão de crianças por todos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima, uma catedral em meio a árvores copadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos ao centro e fomos passear pela Florida e pela Lavalle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrimos que havia um estabelecimento da &lt;em&gt;Los inmortales&lt;/em&gt; na Lavalle, e ali adentramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o garçom viu que tínhamos um grande interesse na figura de Carlos Gardel, personagem extremamente ligado à história da pizzaria, deu-nos atendimento de primeira qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, falhou-nos o transporte que havíamos já pago no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos esperando no hotel mais de meia hora e, ao chegar o momento a partir do qual só se poderia chegar ao aeroporto na hora limite – ainda mais se considerarmos que entre a cidade de Buenos Aires e o aeroporto existiam três pedágios –, tomamos um táxi. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-2767938252756972409?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/2767938252756972409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/viagem-ao-fim-do-mundo-civilizado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/2767938252756972409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/2767938252756972409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/viagem-ao-fim-do-mundo-civilizado.html' title='Viagem ao fim do mundo civilizado'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgXv_WHun9I/AAAAAAAAAG0/xVmKx3AuO8Y/s72-c/Costeando+a+Patag%C3%B4nia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-7781072835503750884</id><published>2009-03-22T18:57:00.001-07:00</published><updated>2009-06-27T13:55:22.737-07:00</updated><title type='text'>Ruínas e cataratas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/ShFcAKRYIcI/AAAAAAAAAIc/w0DFW3mLyco/s1600-h/san+ignacio+mini.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337148191237743042" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/ShFcAKRYIcI/AAAAAAAAAIc/w0DFW3mLyco/s320/san+ignacio+mini.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando se fala em visitar a Argentina, logo se pensa em Buenos Aires, com suas livrarias, seu magnífico Teatro Colón, suas imponentes Galerias Pacífico, a Pizzaria &lt;em&gt;Los inmortales&lt;/em&gt;, a Recoleta e tantas outras atrações que oferece a cidade que Gardel adotou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outrossim, quando se fala em visitar o Paraguai, o que se tem em mente é, em regra, o grande mercado que é a Ciudad del Este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, nossa viagem para ambos os países em dezembro de 1997 teve como objetivo conhecer, mesmo, as ruínas das Missões fora do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um colega meu de serviço, Dr. José Guilherme, já havia estado em San Ignacio Mini, na Argentina, e dissera estar melhor conservada que as Missões riograndenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila e eu, após verificarmos os possíveis caminhos para ali chegarmos, decidimos ir por Foz do Iguaçu, no Paraná, pois eu ainda não tinha visto pessoalmente as cataratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após descermos do avião, tomamos um táxi até o hotel onde pernoitamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali, tomamos as informações sobre o melhor meio de irmos a San Ignacio Mini e, em seguida, pegamos um ônibus para o posto fronteiriço com a Argentina, onde foram carimbados os passaportes em uma operação estranhamente muito demorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do posto, seguimos a pé até Puerto Iguazu, ladeando os caminhões que esperavam a liberação das respectivas cargas pelos fiscais aduaneiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrando na cidade, obtivemos informações sobre o transporte a San Ignacio, e verificamos que o melhor horário para sairmos de Puerto Iguazu seria, o mais tardar, nove horas da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos, então, sinal para um ônibus que se dirigia a Posadas, já que San Ignacio ficava no caminho para essa cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada era ladeada por serrarias e pela floresta sub-tropical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paisagem era tão semelhante à do Paraná que, não fosse a existência do marco fronteiriço e a língua falada pelos habitantes, seria possível dizer-se que se tratava do mesmo país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a rigor, ali deveria ser o cenário do filme &lt;em&gt;The mission&lt;/em&gt;, de Roland Joffe, com Robert De Niro e Jeremy Irons, que, no entanto, foi rodado na Colômbia, em plena Floresta Amazônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegada a San Ignacio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhamos em direção às ruínas jesuíticas, que se localizavam a três ruas de distância da praça em que descêramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos à primeira parede visível do parque onde elas estavam localizadas, vimos que teríamos de dar quase uma volta inteira ao redor do quarteirão para termos acesso a seu interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bares e restaurantes ladeavam o parque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoçamos no primeiro em que encontramos uma vaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrada do parque havia um museu, onde se realizavam, também, representações teatrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A redução, fundada em 1610, na região do Guairá, trasladou-se em 1632 fugindo das incursões dos bandeirantes até que, em 1696, instalou-se no sítio que então estávamos visitando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos por um corredor de residências dos indígenas, sem telhados, que conduzia à catedral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado da catedral, o cemitério onde se enterravam os índios, cabendo aos padres o sepultamento nas criptas sob o altar maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No pátio, bandos de quero-queros se reuniam e teiús corriam fugindo da aproximação humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite era realizado nas ruínas, tal como ocorria em São Miguel das Missões, no Brasil, o espetáculo de som e luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome de San Ignacio Mini fora dado àquela missão em virtude da existência de outra missão em homenagem ao fundador da Companhia de Jesus – Santo Inácio de Loyola – situada no Paraguai, a poucos quilômetros de Assunção, chamada San Ignacio Guazu, datada de 1609.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo dali, tomaríamos o ônibus para Santa Ana, no qual o tratamento foi abaixo da crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos viajando em pé e foi-nos cobrado duas vezes mais que no ônibus anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntamos a respeito da localização das ruínas e nos deixaram na entrada da cidade, dando uma informação vaga, quando deveríamos ter descido pelo menos 4 km depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após chegarmos a uma praça onde havia um monumento ao lavrador, com uma homenagem ao Presidente General Julio Roca, que, na Campanha do Deserto (1878), empurrara os índios para o norte para darem espaço ao colonizador branco - homenagem, esta, que também se verificaria na nota de 100 pesos -, perguntamos se estávamos muito longe das ruínas às primeiras pessoas que vimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contaram-nos que deveríamos ter descido 4 km adiante, do lado oposto da estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos a pé até a entrada da cidade e, em seguida, fomos andando até a entrada para as ruínas de Santa Ana, já que nenhum ônibus queria recolher-nos para fazer tão curto percurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho era uma estrada de terra, com vários altos e baixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos às ruínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali dentro, segue-se um caminho de pontes de madeira, com vários teiús atravessando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A missão de Santa Ana estava mais destruída que São Miguel, podendo se comparar a São João Batista, em termos de conservação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ela datada ainda dos tempos em que o bandeirante paulista Antônio Raposo Tavares ia prear índios, nas reduções do Paraná, tendo-se trasladado inúmeras vezes, desde a sua fundação, em 1633 até 1660, quando se instalou no local que então estávamos visitando, local que foi bastante propício a seu progresso até a sua destruição no ano de 1817, em virtude da guerra de fronteiras entre as tropas de Artigas e do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As árvores trepadas sobre os muros do que antes fôra um templo, os cactos vencendo as fendas dos tijolos que compunham os terraços de contenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em compensação, fomos ali muito bem atendidos pelo pessoal, que, inclusive, encheu nossas garrafas com suco de limão, uma vez acabadas nossas reservas de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando a Posadas, resolvemos parar no &lt;em&gt;Hotel Libertador&lt;/em&gt;, onde conseguimos alugar um automóvel com chofer – pena termos esquecido o nome, tal foi a gentileza e a boa vontade para conosco! – para irmos às missões do lado paraguaio e voltarmos ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo registrar, ainda, que, um pouco antes de contratarmos o chofer, fui convidado para tomar uma cuia de chimarrão, que de bom grado aceitei, lembrando os tempos em que trabalhava no interior do Estado do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, era a primeira vez que na Argentina eu recebia este traço característico da hospitalidade gaúcha (viajando, mais tarde, um pouco mais ao norte, visitando os salares na fronteira com o Chile, as ruínas de Tastil - que abrigaram um povo guerreiro e orgulhoso, que preferiu um suicídio coletivo, submergindo em meio ao Oceano Pacífico, à incorporação ao Tahuantinsuyu -, o Pucará de Tilcara, a igreja de Uquía construída em 1691, abrigando as pinturas dos anjos em trajos de arcabuzeiros do século XVII, a brancura barroca de Cachi, os gigantescos cactos que margeavam as estradas das províncias de Salta, Jujuy e Tucumán, impressionar-me-ia muitíssimo com a demonstração de uma extraordinária boa educação por parte dos argentinos daquela região).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verificamos, efetivamente, que dado o difícil acesso a muitas das ruínas e em virtude dos acontecimentos no ônibus para Santa Ana, para conseguirmos no menor espaço de tempo possível ver o máximo e com o mínimo de percalços, melhor seria, mesmo, que alugássemos um automóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza foi bastante pródiga com o Paraguai, cujos campos mostravam uma notável transição da floresta subtropical para o cerrado, e isto no espaço mínimo que lhe coube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinidad, datada de 1706, nos impressionou pelo estado de conservação, embora uma das paredes laterais tivesse caído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O púlpito com os entalhes ainda bem visíveis, reproduzindo, tal como os capitéis das missões brasileiras e argentinas, as folhas da erva-mate e figuras antropomorfas com traços guaranis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada uma de suas faces, aparecia um dos quatro animais do Apocalipse – o leão, o touro, a águia e o anjo, este último com traços bem guaranis – .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagens dos santos ainda nos seus nichos, anjos portando harpas, violas e alaúdes em baixos-relevos sobre as janelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entalhes sobre a porta da sacristia, seguindo a mescla do estilo barroco, extraordinariamente rebuscado, com o dado autóctone da vegetação nativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão panorâmica que se tinha do alto do que teria sido, antes, o côro da catedral permitia várias fotos interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali se podia verificar um dos traços da arquitetura tipicamente espanhola que eram as marquises nas residências dos índios, com as colunas ligadas por arcos, embora o dado autóctone, das pedras juntas sem argamassa aparente, também se fizesse presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho para Jesús – redução fundada em 1685 – era uma estrada de terra, muito barrenta e esburacada, cheia de atoleiros, que ia dar em um vilarejo cercado de árvores, no qual, curiosamente, haviam residido tanto ingleses como portugueses, embora as construções, sob o ponto de vista arquitetônico, nada tivessem de especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A catedral, entretanto, valia as dificuldades para a ela se chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restaurada, com as paredes todas inteiras, faltando apenas o telhado, o acesso difícil preservou-a com mais facilidade à sanha dos saqueadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante o significado que para cada um destes países tem a preservação deste ponto de intersecção entre as respectivas histórias: para o Brasil e Argentina, trata-se de preservar o patrimônio histórico, para o Paraguai, mais que isto, é um patrimônio familiar, pois a maioria da população era descendente dos atores do drama da Guerra Guaranítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que uma edificação de um templo religioso, o que ali se via era o fruto do trabalho dos antepassados, era a contribuição destes às gerações futuras, e por isto é que tinha de ser preservada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, este dado me parece suficiente para dar razão à análise de Capistrano de Abreu, quando considera que a resistência dos missioneiros às tropas do Tratado de Madrid não se deu por instigação dos jesuítas, que, aliás, tinham dentre os princípios a serem seguidos a incondicional obediência a seus superiores, mas exatamente porque não se tinham os padres assenhoreado por completo das almas dos gentios, frustrando, assim, as expectativas dos Reis de Espanha e Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me importante registrar que, do lado paraguaio, a decadência das Missões se iniciou em 1768, quando foram expulsos os jesuítas da Espanha e de seus domínios, tendo culminado à época da ditadura do Dr. Gaspar Rodriguez de Francia, o antecessor dos López, cujo último representante protagonizou a Guerra com a Tríplice Aliança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, li no relato do Coronel Fawcett que, no Chaco, os índios capturaram uma aldeia de origem jesuítica com igreja e tudo, impedindo o acesso de todos os homens civilizados a ela, conservando, ainda, a tradição de homens brancos com armaduras e utilizando a cruz como símbolo desde tempos imemoriais, não a cristã, mas a budista, de acordo com o que lhe informara o Ministro japonês em Assunção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecemos o Parque argentino das cataratas do Iguaçu, após simplesmente passarmos por Ciudad del Este, pois não nos apetecia em nada descer naquela cidade, já que nosso objetivo não fôra o de fazer compras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzando a vegetação pelas trilhas de cimento, das quais não se poderia sair em virtude de haver muitas cobras venenosas no Parque, volta e meia dávamos com um daqueles grandes saltos, em que os arco-íris adotavam forma semi-circular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao regressarmos ao Brasil, o motorista nos deixou em um hotel na Avenida das Cataratas, no qual havia inclusive um mini-zoológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um quati, em seu cercado, escavava furiosamente, frustrado porque do outro lado estavam inúmeros galináceos – faisões e pavões, sobretudo –, que, não fossem as grades, já se teriam convertido em um manjar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filhote de veado catingueiro seguia-nos pelos caminhos de pedra do jardim do hotel, que eram cruzados de vez em quando por um teiú em disparada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, com um automóvel do hotel, fomos ao heliporto onde faríamos o passeio de sobrevôo das cataratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito do meu famoso medo de altura, sentei-me à frente, ao lado do piloto e fui fotografando por vários ângulos o rio e as florestas de suas margens, as águas se despenhando montanha abaixo, os vapores se elevando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As manobras do helicóptero, com toda a confiança que se depositava no piloto, para quem estava sentado na frente e morria de medo de altura, não deixavam de ser algo eletrizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitamos o lado brasileiro das cataratas, cujas trilhas são muito mais seguras que as do lado argentino e onde se tem o melhor ângulo de visão: aos argentinos foi dado o lado mais belo das cataratas e a nós a possibilidade da contemplação desse lado mais belo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensar que estas cataratas, que constituíram o motivo mais forte para a atração do turismo à região no século XX, aos tempos da colonização eram um verdadeiro obstáculo que se colocava à exploração do interior da América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos, depois, um míni-safári pela floresta subtropical – “Macuco Safári de Barco” – , em um comboio puxado por um jipe do Exército, que nos conduziria até o início da trilha para o embarcadouro onde tomaríamos a lancha para um passeio até as proximidades do ponto onde as cataratas terminavam a sua queda e reviveríamos as mesmas emoções que Don Alvar Nuñez Cabeza de Vaca experimentou ao descobrir o acidente geográfico que hoje atrai turistas do mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma norte-americana, no caminho que fazíamos para o atracadouro, perguntou-me se os lagartos que cruzavam o nosso caminho entravam na dieta normal do brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi-lhe que na minha dieta não entravam, e que eles só eram consumidos por quem tinha que sobreviver na selva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos ao atracadouro, os americanos já se sentiam contentes com o caminhar pela floresta, não se aventurando a embarcar nos botes de borracha a motor que nos levariam a conhecer as cataratas por baixo – isto é, a própria finalidade do passeio foi por eles desprezada –, o que me fez chamá-los, em bom português, já que faziam questão de mostrar que não entendiam, de “frouxos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para eu pagar o meu gesto infantil, uma senhora americana idosa, pertencente – felizmente – a outro grupo foi na nossa lancha e, muito simpática e gentil, fotografou a Scheila e eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um casal de pessoas idosas falou-nos muito bem de Cassino, balneário nas proximidades de Rio Grande, o que nos fez trazê-lo às nossas cogitações, já que o litoral gaúcho, modo geral, era caracterizado por sua forma retilínea e suas ondas violentas, o que fazia com que as necessidades de praia fossem supridas pelo vizinho Estado de Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, fomos visitar o Parque das Aves no qual se viam, cruzando o caminho dos seres humanos, tucanos, araçaris, beija-flores, joões-de-barro, separados por vários viveiros arborizados em que havia pontes de madeira para se prosseguir sem o risco de pisotear ninhos de pássaros no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aves nacionais e estrangeiras, aves de rapina e aves canoras, aves de terra e aves que voam, araras, papagaios, cacatuas, faisões, pavões-do-pará, grous, flamingos, patos, marrecos, emas, casuares, enfim, aves para todos os gostos, exceto aves marinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali saímos em direção ao aeroporto, onde tomaríamos o avião para retornar a Porto Alegre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-7781072835503750884?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/7781072835503750884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/ruinas-e-cataratas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/7781072835503750884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/7781072835503750884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/ruinas-e-cataratas.html' title='Ruínas e cataratas'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/ShFcAKRYIcI/AAAAAAAAAIc/w0DFW3mLyco/s72-c/san+ignacio+mini.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-8864119018328622654</id><published>2009-03-22T18:52:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T13:20:55.550-07:00</updated><title type='text'>As Missões no Rio Grande do Sul</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sclw7JMARPI/AAAAAAAAAAc/E4hPMEyXERU/s1600-h/Catedral-S+Miguel+das+MissÃµes.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316904996468442354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sclw7JMARPI/AAAAAAAAAAc/E4hPMEyXERU/s320/Catedral-S+Miguel+das+Miss%C3%B5es.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Quadro: "Ruínas de São Miguel" de Scheila Versiani óleo sobre tela18x24 cm.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Feriado de Corpus Christi de 1997 visitaríamos o cenário do poema épico do mineiro Basílio da Gama, &lt;em&gt;O Uraguai: &lt;/em&gt;as Missões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos de carro, Scheila dirigindo, às 6 h da manhã de Porto Alegre, seguindo por Canoas, em direção à BR 285, que nos conduziria à estrada para Santo Ângelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seguíamos na direção oposta à do nascente, passamos um bom tempo às escuras na estrada, que estava particularmente perigosa em virtude dos inúmeros trechos em obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se-nos revelando a seguir a paisagem serrana: plena de verde, vegetação luxuriante, araucárias e pinheiros natalinos, perpassado vez por outra por uma névoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzamos várias pontes sobre rios, arroios e brejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao trevo de Carazinho, tomamos a direção de Santo Ângelo, na qual, contudo, não entraríamos, para podermos visitar, fazendo menos idas e vindas, todas as ruínas que nos interessavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paisagem serrana vinha, gradualmente, sendo substituída pelo pampa: imensas planícies descampadas, vegetação rasteira, com pequenos bosques aqui e ali, que evocavam a epopéia de quantos, índios e brancos, lutaram por sobreviver naquelas terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cruz missioneira, de três braços, postava-se à entrada de cada cidade que constituíra, antes, uma redução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidimos pernoitar no único hotel de São Miguel das Missões, já que nos haviam cantado em prosa e verso o famoso espetáculo de som e luz que se realizaria à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a São Miguel, cujo cenário, não sei por qual motivo, me pareceu familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dado que me deixou bastante entristecido foram as crianças com traços guaranis pedindo esmola nas ruínas da missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após almoçarmos no restaurante que fica ali perto, Scheila deu-lhes alguma comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao adentrarmos as ruínas, dirigimo-nos ao museu, onde se viam algumas das peças elaboradas pelos guaranis, tanto sob o ponto de vista utilitário, como pias, por exemplo, quanto sob o ponto de vista místico, como era o caso das figuras de santos e de anjos com traços guaraníticos e cabelos louros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como nas construções incaicas e em Tiahuanacu, as pedras das construções missioneiras unidas sem argamassa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A admiração que Saint-Hilaire demonstrou sobre o verdadeiro milagre operado pelos piedosos padres sobre aqueles brutos selvagens não passa de manifestação de puro preconceito de colonizador, que não deixa de guardar uma certa relação com o sentimento experimentado por Cortez em face das edificações dos bárbaros astecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hemetério José Velloso da Silveira, adversário dos que viram nas Missões uma forma de explorar a força de trabalho dos guaranis, tinha, a respeito do engenho destes, o mesmo conceito que o Governador Gomes Freire: incapazes de raciocinar, devido a apoucada inteligência, poderiam, quando muito, ser bem adestrados, como animais de circo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, ser apresentado como atração circense foi o destino dos charruas, índios do Uruguai dizimados em 1850, inimigos dos espanhóis e dos jesuítas, e que ajudaram as forças do Tratado de Madrid a vencerem as dificuldades do terreno durante as Guerras Guaraníticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na simpática capital do país vizinho – onde adquiri uma tradução em espanhol do diário de viagens do Coronel Fawcett -, cuja população indígena foi totalmente destruída e, em sua população global, somente 3% apresentavam ascendência dos autóctones, foi erigido um monumento aos charruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Colônia do Sacramento, cidade portuguesa construída nos inícios do ciclo do ouro no Brasil (1680), por onde se iniciou o estabelecimento do homem branco no território que, à época em que estas linhas eram escritas, pertencia ao Uruguai, fôra, por ocasião do Tratado de Madrid, em cuja redação teve papel preponderante o brasileiro Alexandre de Gusmão – irmão do Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, a quem se atribui a primazia sobre os irmãos Montgolfier na invenção do balão –, entregue aos espanhóis em troca do território missioneiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em maio de 1998, visitaríamos aquela pequena cidade no Uruguai onde é destacada a presença lusitana, em que nos chamaram a atenção as telhas moldadas sobre as coxas dos escravos, o grande número de canhões espalhados pelas praças, os azulejos, tudo revelando um forte parentesco com as cidades históricas de Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamou-nos a atenção, também, na Colônia do Sacramento, a boa educação dos motoristas, que paravam sempre à aproximação do pedestre, algo que o Dr. Luiz Vicente de Vargas Pinto atribuía à ausência de indústrias automobilísticas no país, e, por esta mesma razão, à ausência do afã de velocidade que se imprimia na mentalidade da população que vivia à volta de tais indústrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltemos às Missões riograndenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando foi feita a restauração primeira na catedral de São Miguel - cujo risco originário data de cerca de 1740, sendo atribuído a Gian Battista Primoli -, utilizou-se tijolo e argamassa, produzindo um resultado estético discutível, destoando do original, embora as intenções de quem o fez sejam merecedoras de todo louvor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As colunas tinham capitéis que lembravam levemente o estilo coríntio, embora elas mesmas se prendessem mais à simplicidade do estilo dórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamavam a atenção certos entalhes na pedra e na madeira que lembravam folhas de erva-mate, o que mostrava ser verdadeira a asserção de Menotti del Picchia quanto a ter sido o índio quem conquistou o jesuíta e não o contrário, já que os padres se opunham tenazmente à utilização do chimarrão quando iniciaram a catequese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja-se que o Coronel Fawcett, quando esteve nos domínios do que antes fora o Império Teocrático Jesuíta, observou que, a despeito do aparente zelo dos nativos pela Igreja, conservavam eles suas antigas cerimônias, realizando-as em segredo, já que o emblema formoso do sol para eles mais significava que a hipocrisia dos sacerdotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também chamavam a atenção entalhes e riscos mais recentes, de vândalos que queriam que a posteridade soubesse como se chamavam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumpre lembrar, ainda, que as missões se rebelaram inclusive contra a autoridade da cúpula da Companhia de Jesus, que era pela obediência incondicional à autoridade dos reis dos dois únicos Estados onde não pudera frutificar a Reforma Protestante, algo mui semelhante ao que ocorreu nas Minas Gerais à época da Guerra dos Emboabas, início do século XVIII, como se pode ler nos &lt;em&gt;Estudos sobre o ciclo do ouro&lt;/em&gt;, do meu caríssimo Professor e amigo Washington Peluso Albino de Souza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos esquecer que a catequese jesuítica surgiu precisamente como uma manifestação da Contra-Reforma, da reação da Igreja ao cisma desencadeado por Lutero na Saxônia e Calvino na Suíça, com muito maior sucesso que as heresias que haviam espocado na Idade Média precisamente por não traduzirem movimentos que pregassem o apeamento dos senhores em prol dos camponeses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha ela, portanto, um caráter eminentemente conservador, e isto não escapou a Castro Alves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi sem motivos que déspotas esclarecidos, simpatizantes do pensamento iluminista, como o Marquês de Pombal, combateram o poder dos jesuítas, chegando mesmo à sua expulsão, temendo que viessem, de repente, a submeter o poder temporal ao poder espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, Hemetério José Velloso da Silveira, partidário incondicional dos jesuítas, refere que o combate a estes fazia parte do plano do astuto político português para enfraquecer a nobreza e o clero, que se colocavam como verdadeiros obstáculos a que se convertesse no Richelieu ibérico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugindo ao partidarismo que quantos que se debruçaram sobre este capítulo da história americana demonstram, ora enaltecendo a "dedicação dos padres", como Saint-Hilaire e Hemetério Silveira, ora louvando a "ação libertadora promovida pelas tropas luso-espanholas", como Avé Lallemant e Basílio da Gama, passando pela caracterização da República dos Guaranis como a primeira experiência genuinamente comunista, forçoso reconhecer o tirocínio do ministro português, que percebia estar a soberania de seu país em sua colônia do Atlântico com os dias contados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guerra dos Emboabas estalara no ano de 1708, a revolta de Felipe dos Santos contra as Casas de Fundição ocorrera em 1720, Amador Bueno em São Paulo fôra aclamado rei, o descaminho do ouro e pedras preciosas era prática rotineira, os conflitos entre colonos portugueses e missionários jesuítas no Pará pelo concurso do trabalho indígena, prejudicando o abastecimento do porto lisboeta dos produtos conhecidos como drogas do sertão (especiarias e ervas medicinais), o escoamento do ouro das Minas Gerais para a Inglaterra em virtude do Tratado com esta assinado por Portugal em 1703, o progressivo enriquecimento de outros Estados Nacionais que conhecera em virtude do exercício da carreira diplomática, tais os fatos que fundamentavam os seus temores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltemos a São Miguel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali é que o famoso Sepé Tiarayú ou Tiaraju, o guerreiro lunar, santificado pelos missioneiros, um dos heróis do poema que Basílio da Gama paradoxalmente compusera para louvar ao destruidor de São Miguel, o General Gomes Freire de Andrade, liderou a resistência contra as tropas de Portugal e Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitamos também ali, enquanto não caía a noite, a fonte jesuítica, feita das mesmas pedras que serviram para edificar a catedral, com figuras de anjos com traços guaranis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos assistir ao espetáculo de som e luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorei um pouco para aprender a lidar com a filmadora no escuro, já que tinha ela dispositivos aptos a permitirem a reprodução mesmo com baixa luminosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, alguns fotogramas saíram pura e simplesmente escuros, outros, com uma imagem impressionista, apenas sugerindo a catedral filmada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite estava magnificamente estrelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzes acendiam em lugares estrategicamente planejados, de tal sorte que parecia ganharem vida a catedral e o bosque situado à sua esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diálogos em versos do bosque com a catedral, dos personagens do drama que se desenrolara naquela primeira metade do século XVIII, músicas daquela época, reprodução dos combates, tudo realçando a tragédia que ali ocorrera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que pese a beleza do espetáculo, sob o ponto de vista do texto, talvez melhor se houvesse se tivesse sido escrito em prosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o apagar das luzes, com a Scheila pela mão, olhei em direção à catedral e imaginei a cena descrita na lenda colhida por Simões Lopes Neto a respeito das mulheres guaranis refugiadas ali dentro com suas crianças, cercadas pelas feras e perseguidas pelas tropas luso-espanholas, criando campo para a ação da Boi-Guaçu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia seguinte, rumamos a São João Batista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma placa indicando o caminho para São João das Missões induziu-nos em erro, já que esta localidade não figurava no mapa Quatro rodas que tínhamos em mãos, assim como São João Batista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilhamos meia hora em uma estrada de terra, cheia de bifurcações, até que um passante nos esclareceu que São João das Missões e São João Batista eram localidades diferentes, com o que preferimos pegar a estrada para Santo Ângelo e, dali, tomar o acesso às ruínas missioneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de se esclarecer que somente São Miguel tinha acesso pavimentado da BR às ruínas, o mesmo não ocorrendo quanto às demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São João Batista, ao contrário do que ocorria em São Miguel, a entrada era gratuita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conservação do sítio arqueológico, entretanto, deixava mais a desejar, já que as pedras da igreja foram utilizadas como material para a edificação de moradias de habitantes das imediações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço era retomado pela natureza, as árvores cresciam sobre os restos das edificações que antes ali existiram e que abrigaram a primeira usina de fundição do minério de ferro no Rio Grande do Sul, instalada ali em 1697 por um erudito músico, o Padre Antônio Sepp, que deixou um dos mais importantes testemunhos escritos sobre a vida nas Missões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O antigo cemitério da missão continuava a ser utilizado pela comunidade do vilarejo que era próximo às ruínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destacava-se nas ruínas um mural representando o Padre Antônio Sepp e os índios pondo a trabalhar a forja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerâmica, ali, era trabalhada de acordo com duas técnicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma, trazida pelos jesuítas, empregando o torno de oleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra, desenvolvida pelos autóctones desde tempos imemoriais, consistente na roletagem, isto é, na confecção de utensílios a partir de um rolo feito com a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guarda das ruínas de São João referiu, com relação à sua restauração, que se estava fazendo um esforço para se recuperarem as pedras originais, que a cupidez e incúria de antigos administradores permitira fossem dali levadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Lourenço Mártir, no Município de São Lourenço das Missões, mais destruída que São João Batista, outrora tivera uma Catedral famosa por sua opulência, à qual fez referência o viajante Saint-Hilaire que esteve no Rio Grande do Sul entre 1821 e 1822.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fôra a redução uma das mais prósperas, sendo um importante centro produtor de gado e erva-mate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vaca pastava onde fôra antes a Catedral, destruída muito menos pelas Guerras Guaraníticas do que pela incúria administrativa e pelos colonos que resolveram utilizar-lhe as pedras para construírem suas moradias - fato denunciado tanto por Robert Avé-Lallemant, que visitou as ruínas em 1850, como pelo viajante pernambucano Hemetério José Velloso da Silveira, que visitou as ruínas em 1855, como também pelo Cônego João Gay, que registrou o prosseguimento da obra de destruição em 1863.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvemos ir a São Nicolau, onde se situava a comunidade dos melhores escultores, segundo os testemunhos da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos a estrada para São Luiz Gonzaga e entramos na cidade em direção a 16 de Novembro, uma pequena cidade agrícola, povoada por colonos alemães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho mais curto de 16 de novembro para São Nicolau estava interditado, por causa das obras de asfaltamento do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem do Estado do Rio Grande do Sul, que, ademais, poderia também proceder à pavimentação do caminho para as outras ruínas, já que elas foram tombadas pela UNESCO como patrimônio cultural da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruínas da Igreja de São Nicolau, construída em 1626, situam-se na Praça Central&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila chamou-me a atenção para o fato de que o soalho da igreja não era de chão batido, mas de pedras, cujos restos ainda se viam pelo chão da Praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui filmar um joão-de-barro que pulava sobre as pedras do antigo soalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora da Praça, a entrada para um túnel subterrâneo construído àquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças em uma casa vizinha exercitavam-se no laço, com uma caveira bovina pendurada num cavalete de construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Museu de São Nicolau, filmamos utensílios de metal como maçanetas, fechaduras, pregos fundidos nas Missões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminada esta visita, projetamos uma viagem às missões da Argentina (San Ignacio Mini) e do Paraguai (Trinidad), para completarmos o ciclo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a visita a São Nicolau, passamos por Santo Ângelo, onde conhecemos o Museu Histórico e Regional, onde se vêem tanto peças dos tempos das Missões como reminiscências da Guerra dos Farrapos e da Revolução Federalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chegamos a ver a Estação Ferroviária, construída em 1918 a partir de um projeto de Luís Carlos Prestes, mas vimos ali um monumento à Coluna Prestes-Miguel Costa - um dos marcos do tenentismo, pois à época não havia ainda Prestes abraçado a doutrina marxista - feito por Oscar Niemeyer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidimos pernoitar em Cruz Alta, a terra natal de Érico Veríssimo, cuja casa fôra adquirida pela municipalidade e tombada sete anos antes da morte do autor da saga dos Terra-Cambará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À vista dos preços no calçadão dos hotéis, seguimos a orientação de um dos habitantes e paramos na Pensão Serrana: simples, limpa, barata e com água quente e bom refeitório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, visita à casa de Érico Veríssimo, onde além dos objetos que lhe pertenceram e das fotos em que o romancista aparecia ao lado de pessoas do mundo político e artístico, chamaram a atenção particularmente os seus desenhos, a sua obra de cartunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali, seguimos a Santa Maria, cidade universitária, com um trânsito extremamente irracional, que em maio é cenário de um dos mais importantes eventos da música nativista: a Tertúlia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ali é que subiram as tropas encarregadas de fazer cumprir o Tratado de Madrid, numa jornada que, abstração feita do seu desígnio, não deixou de merecer o epíteto de heróica, já que o frio fora responsável pela morte de animais de carga, montarias e soldados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisemos visitar a catedral, construída nos anos 20, com inspiração francamente barroca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava fechada à visitação pública, o que foi uma pena, pois eu queria ver os afrescos de Aldo Locatelli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Santa Maria, seguimos em direção à estrada que liga Uruguaiana a Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostumado como estava a fazer o percurso de ônibus à noite, aos tempos em que iniciara minha carreira, era, efetivamente, a primeira vez que eu reparava na beleza do cenário pampeiro que ladeava a BR 290.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor um poeta, Basílio da Gama, para descrever no Canto IV d' &lt;em&gt;O Uraguai&lt;/em&gt; tal cenário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Assim quem olha do escarpado cume&lt;br /&gt;Não vê mais que o céu, que o mais lhe encobre&lt;br /&gt;A tarda e fria névoa, escura e densa.&lt;br /&gt;Mas quando o Sol de lá do eterno e fixo&lt;br /&gt;Purpúreo encosto de dourado assento,&lt;br /&gt;Coa dourada mão desfaz e corre&lt;br /&gt;O véu cinzento de ondeadas nuvens,&lt;br /&gt;Que alegre cena para os olhos! Podem&lt;br /&gt;Daquela altura, por espaço imenso,&lt;br /&gt;Ver as longas campinas retalhadas&lt;br /&gt;De trêmulos ribeiros, claras fontes&lt;br /&gt;E lagos cristalinos, onde molha&lt;br /&gt;As leves asas o lascivo vento.&lt;br /&gt;Engraçados outeiros, fundos vales&lt;br /&gt;E arvoredos copados e confusos".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-8864119018328622654?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/8864119018328622654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/as-missoes-no-rio-grande-do-sul.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/8864119018328622654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/8864119018328622654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/as-missoes-no-rio-grande-do-sul.html' title='As Missões no Rio Grande do Sul'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sclw7JMARPI/AAAAAAAAAAc/E4hPMEyXERU/s72-c/Catedral-S+Miguel+das+Miss%C3%B5es.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-8020411026713246615</id><published>2009-03-22T18:47:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T13:49:48.701-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 20: Caminho de volta,  Playa de Sámara na Costa Rica e Caracas, Venezuela.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Chegando ao Aeroporto Juan Santamaría, na Costa Rica, passamos rapidamente pela imigração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvemos tomar um táxi até o terminal rodoviário de onde sairiam os ônibus para Sámara, tendo combinado o preço de 8 dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo táxi, ia um norte-americano, natural da Carolina do Sul - a este nem dava para chamar de ianque, já que seu Estado abraçara a causa dos confederados -, que residia em um condomínio fechado e havia combinado com o motorista 10 dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao perceber que pagaríamos menos que ele, mesmo sem saber uma só palavra de espanhol, conseguiu reduzir a tarifa para o preço que combináramos e ainda pagou a nossa corrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, o táxi deixou-nos no terminal da Viação Alfaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos um ônibus extra, que sairia às 12h45, tendo conseguido as últimas passagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos por terra até o Golfo de Nicoya, onde atravessamos o Pacífico a ferry boat, cujo pagamento não estava incluído na passagem de ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revoadas de gaivotas e cormorões cruzavam o trajeto do ferry atrás dos detritos, fazendo um barulho infernal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos novamente a estrada, chegando à noite em Sámara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguimos hospedagem no &lt;em&gt;Hotel Marbella&lt;/em&gt;, de propriedade de um jovem tcheco, muito simpático - ao contrário da maior parte dos europeus que ali viviam -, que deixara seu país algum tempo depois da posse de Vaclav Havel, de quem fora partidário na época do regime stalinista, e com quem conversávamos em inglanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos jantar no Restaurante &lt;em&gt;Sol y Playa&lt;/em&gt;, tendo eu pedido um arroz com polvo e Scheila um sanduíche de tomate e queijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praia, realmente, era a mais tranqüila das praias do Pacífico que até então conhecêramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um grande recife de coral que amortecia a violência das ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta e meia, víamos pelicanos mergulharem à procura do alimento para seus filhotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, isto não significava serem as águas tranqüilas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, entrávamos na foz de alguns rios limpos que ali desaguavam e que, no encontro com o mar, por alguma razão, sofriam um aumento na temperatura de suas águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não raro, víamos narcejas com o seu andar dançante à procura de moluscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informaram-nos de que a alguns quilômetros dali havia uma praia ainda mais tranqüila e limpa denominada Carrillo, a curta distância de Sámara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuramos um local que nos alugasse bicicletas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tinha o preço mais em conta era um hotel de propriedade de italianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, não se contentaram em exigir os nossos passaportes apenas para o efeito de identificação, como seria razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queriam ficar com eles como garantia, o que é extremamente imprudente em país estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvemos então seguir a pé pelas areias de Sámara para, depois, contornarmos o rochedo extremamente largo que a separava de Carrillo, na qual entramos pelo mato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praia, mais deserta que Sámara, de fato tinha águas mais tranqüilas, onde pelicanos, gaivotas e andorinhas-do-mar - foi a primeira vez que vi esta, que eu considero a mais bela dentre as parentes da gaivota, fora de uma gravura de livro ou de um documentário cinematográfico - faziam &lt;em&gt;loopings&lt;/em&gt; espetaculares para mergulharem atrás do peixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos informados de que nela fora feito o filme em que Gérard Depardieu interpretara Cristóvão Colombo - &lt;em&gt;&lt;strong&gt;1492&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de Ridley Scott -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho entre Sámara e Carrillo lembrava um poema de Baudelaire: um céu azul, sem nuvens, um verde vivo das folhagens, alguns sítios e uma grande concentração de urubus sobre a carniça de um burro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na praia de Sámara havia hotéis que ofereciam uma grande variedade de esportes aquáticos e aluguel de cavalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restaurantes e campings também não faltavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos pertenciam a europeus - franceses, italianos, espanhóis, alemães -, que, em não pequeno número, julgavam estar fazendo um grande favor à população local por levarem a sua condição de seres superiores para iluminarem o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os costarricenses, de um modo geral, eram mais cordatos, mais simpáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que em uma lancheria onde pretendíamos almoçar pedimos uma água de côco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora ali não houvesse, imediatamente saíram e compraram dois côcos verdes para os turistas brasileiros que ali iam almoçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos ao cabo de alguns dias o ônibus para San José e, de lá, fomos ao Aeroporto para pegarmos o vôo para Caracas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atendente estudava português e, ao ver que éramos brasileiros, teve a oportunidade de testar seus conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamos sido amplamente prevenidos em relação a Caracas, quanto a ser uma cidade extremamente perigosa, onde havia muitos assaltos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa primeira experiência com os venezuelanos fora por ocasião de nossa lua-de-mel na Isla Margarita, em 1995, o ponto mais meridional a que Cristóvão Colombo chegara, onde a Espanha mantivera fortes contra os piratas e corsários do Caribe e, até hoje, grande exportadora de pérolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que tivéramos era de um povo alegre, trabalhador e que gostava dos brasileiros, dada a festa que faziam cada vez que se revelava a nossa nacionalidade, festa que não faziam nem para os americanos, nem para os alemães, nem para os franceses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos, trocamos nossos &lt;em&gt;traveller's checks&lt;/em&gt; e nos dirigimos ao posto de turismo oficial, no Aeroporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguimos hospedagem em hotel no centro de Caracas, com habitação ampla, banho privado, água quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, fomos conhecer a cidade, em busca de lugares que, efetivamente, lembrassem Simón Bolívar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila fotografou-me ao pé de uma sua estátua eqüestre e, depois, fomos à casa onde nasceu, transformada em museu onde as fotos somente eram permitidas sem flash.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que um herói nacional que tentara concretizar os ideais do iluminismo, mais que um personagem histórico, Bolívar era, tal como Sepé Tiaraju, como Tiradentes, como Zumbi dos Palmares, como Bento Gonçalves, um herói mítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua biografia romanesca, plena de lances épicos, frases históricas, casos de amor extraconjugais, gestos de extrema generosidade, fez do Libertador uma presença marcante mesmo no final do século XX, pois o seu sonho foi a integração da América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No imaginário popular, Bolivar ultrapassou os limites da condição humana, para alcançar o objetivo de terminar o martírio imposto pelos espanhóis aos latino-americanos. Note-se que, nesta época, sequer havia ainda a utilização do adjetivo "bolivariano" para designar a República da Venezuela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estivemos ainda na Corte Superior de Justiça e na Igreja de São Francisco de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notamos que a cidade estava bem servida, tal como a Cidade do México, de linhas de metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este, ali, não era concebido como uma espécie de trem de subúrbio, ao contrário do que ocorria em Belo Horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, verificava-se que os seus usuários deviam pertencer, de um modo geral, à classe média alta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem quaisquer incidentes de maior relevância, retornamos ao Brasil, entrando nas nossas cogitações os sítios arqueológicos no nosso país.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-8020411026713246615?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/8020411026713246615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/8020411026713246615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/8020411026713246615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-20.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 20: Caminho de volta,  Playa de Sámara na Costa Rica e Caracas, Venezuela.'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-8957216821871622618</id><published>2009-03-22T18:45:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T13:56:53.228-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 19: Guatemala</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já a bordo do avião, falou-nos a brasileira a respeito de Antigua Guatemala, um distrito semelhante a Parati, no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ofereceu-nos carona no automóvel que viria buscá-la, o que aceitamos de bom grado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avião pousou no hangar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista deixou-nos na &lt;em&gt;Agencia de Viajes Tivoli&lt;/em&gt;, onde reservamos as passagens para irmos a Caracas, sendo que teríamos de passar obrigatoriamente pela Costa Rica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alojamo-nos no &lt;em&gt;Hotel Mayestic&lt;/em&gt;, que se situava na Zona 9.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha ele TV a Cabo e banho privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a água dita "caliente" não "calientaba".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As camas eram arrumadas sem que se limpasse o banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pagamento era exigido sempre adiantado e, quando o hóspede pagasse a mais, se ele não exigisse o troco, não lhe seria este devolvido espontaneamente pelo &lt;em&gt;clerk&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendíamos no dia seguinte visitar o Museo Popol Vuh, próximo ao hotel, onde havia uma réplica do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Códice Dresden&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, uma longa tira de "papel" maia, com desenhos coloridos e inscrições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acordarmos, saímos em busca de um lugar para tomarmos &lt;em&gt;desayuno&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos no caminho por uma livraria do Fundo de Cultura Econômica do México e entramos à procura da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nueva Corónica del Buen Gobierno&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, sem sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, tivemos a indicação de um lugar para comermos, o &lt;em&gt;Pollo Campero&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sanduíche e dois refrescos para cada um e um cafezinho para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, descobrimos que o Museu que procurávamos não se situava mais no endereço que constava no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Lonely Planet&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transferira-se para o campus da Universidade Francisco Marroquín, onde se localizava também o Museu Ixchel do Trajo Indígena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este último estava aberto à visitação pública, ao contrário daquele que desejávamos conhecer, que somente se abriria em março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar, a réplica do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Códice&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; estava encaixotada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, já residindo em Porto Alegre, adquiriríamos uma edição do aludido &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Códice&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; comentada por J. Eric Thompson na representação do “Fondo de Cultura Económica” na cosmopolita Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornamos ao hotel, depois de passarmos na Agência, para vermos se as passagens reservadas já tinham sido emitidas, o que não ocorrera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí também que descobrimos que, com todo o calor que fazia, era uma temeridade uma mulher andar de bermudas na Cidade da Guatemala, mesmo que estivesse acompanhada, já que esta circunstância era considerada irrelevante para os guatemaltecos se sentirem encorajados ao gracejo, mesmo que a conseqüência fosse um rugido do marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paga a segunda diária, subimos e assistimos um pouco à televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta das 16h, saímos em busca de um shopping center, pois precisávamos comer alguma coisa e reabastecer nosso estoque de meias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que começamos a cogitar, para que a viagem à Cidade da Guatemala rendesse alguma coisa, de passarmos em alguma livraria para comprarmos uma reprodução em papel do calendário maia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho, notamos que os guardas de instituições financeiras, mesmo dentro de shoppings, andavam muito mais armados que no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito caminhar, obtivemos na &lt;em&gt;Librería del pensativo&lt;/em&gt; um estudo de autoria de Marco e Marcus de Paz intitulado &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Calendario maya - el camino infinito del tiempo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornamos uma vez mais à Agência, onde adquirimos as passagens, que nos custaram 960 dólares, sendo que 160 eram decorrentes de impostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornamos então ao hotel, solicitando à recepção que nos acordasse às 4h, já que o vôo para San José partia às 7h45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordados às 4h, chamamos pelo telefone o táxi amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Avenida onde se localizava o hotel estava completamente deserta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos longamente, ligamos de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;45 minutos depois, apareceu o táxi amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez no Aeroporto La Aurora, mesmo sendo nós os primeiros a chegar, empurraram-nos o último assento da ala de não-fumantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamos certa pressa de chegar à Costa Rica, onde pretendíamos desfrutar - uma vez que não haveria vôo para Caracas naquela mesma data -, durante dez dias, de um repouso na Praia de Sámara, que nos fora indicada pelo turista espanhol que conhecêramos no Vulcão Poás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vôo faria, ainda, uma escala em El Salvador, para onde se dirigiam alguns eclesiásticos e onde outros embarcariam (estes últimos, certamente, mais aliviados, a se dar crédito ao &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Newsweek&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e ao &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Time&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que noticiavam amiúde o assassinato de membros do clero católico em El Salvador).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saída teve algo de insólito: os teco-tecos, ao que parecia, tinham precedência sobre os aviões comerciais, ao contrário do regime adotado no Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O itinerário da Cidade da Guatemala a San Salvador foi percorrido como se estivéssemos no lombo de um cavalo chucro, embora a aterrissagem tivesse sido até bem feita.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-8957216821871622618?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/8957216821871622618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-19.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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Tikal</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxUKtGP0XI/AAAAAAAAAFM/76a7uJa_N9k/s1600-h/tikal1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331228601781047666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxUKtGP0XI/AAAAAAAAAFM/76a7uJa_N9k/s320/tikal1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No dia seguinte, saímos à procura de um hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhemos o Hotel Santana, 25 dólares para o casal, quarto em frente ao Lago Petén Itzá, mais longe da festa, com sacada, banho privado, água quente, extremamente confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos depois o micro-ônibus que passava em todos os hotéis para conduzir os turistas a Tikal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tikal era uma grande cidade que foi coberta em grande extensão pela selva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, juntamente com o Parque Arqueológico, o sítio abrigava uma reserva ecológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após seguirmos em direção à entrada da cidade, um coiote cruzou a estrada vestibular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Grande Praça, inúmeras estelas e lápides entre os Templos I e II.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxU-5cYuRI/AAAAAAAAAFU/7fGGTm7b_B8/s1600-h/Digitalizar0024.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331230734057561586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxWG0clXfI/AAAAAAAAAFc/jbzkp50bgVE/s320/Digitalizar0024.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fomos ao Templo IV por uma estrada povoada por quetzais e pica-paus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À base do Templo IV, um buliçoso quati, ali denominado pizote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciamos a subida: escadas de madeira, pedras, raízes de árvore, escadas de madeira, até que chegamos à escadaria do Templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali se viam os edifícios lutando por se sobressaírem às árvores, confronto natureza-cultura, diria um racionalista. &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331231639982476066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxW7jR6iyI/AAAAAAAAAFk/HfSjwsHDsWc/s320/tikal+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Dali se ouviam os rugidos de um grande felino, que poderia ser uma onça pintada, um puma ou então, não um felino, mas um macaco que os imitava, todos três habitantes da reserva ecológica de Tikal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruínas se estendiam por uma área de 8 km.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia ainda lugares que estavam sendo objeto de escavação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros, ainda, eram interditados aos seres humanos, certamente por estarem reservados aos ursos, ocelotes, pintadas e pumas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sinalização era verdadeiramente falha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas construções não eram identificadas por placas, muitas encruzilhadas sem qualquer indicativo que esclarecesse quanto ao caminho que estava sendo percorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos à Grande Praça e nos deitamos no gramado, que convidava ao descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali havia um quati, mais velho que o do Templo IV e menos arisco, que fez travessuras encantadoras, enquanto vasculhava o gramado à procura de alimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiou-se com ambas as patinhas dianteiras numa garrafa de água sem a derrubar, pulou sobre a raiz de uma ceiba onde se encontrava um senhor descansando, recusou alimento que lhe ofereciam, preferindo cavar o gramado, posava para fotos e deixava-se afagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao regressarmos, compramos passagens de avião para o dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos cansados demais para visitarmos Uaxactun e Ceibal, ruínas menores, cujo acesso seria muito penoso pela demora e pelo grande número de acidentes geográficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltamos ao hotel, havia na rua um grupo folclórico dançando ao som de um xilofone tocado por três marimbeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, nosso projeto de aproveitarmos todo o prazer de contemplar o ir e vir dos barcos sobre as águas cristalinas do Lago Petén Itza foi perturbado por trabalhadores que resolveram, bem sob a nossa sacada, com o vento soprando contra nós, queimar o lixo da obra em que estavam trabalhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvemos, então, sair após o café a conhecer Flores, uma cidade pequena, com cinco ruas cortadas por três, todas pavimentadas com bloquetes, como em São Lourenço, no sul de Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligada a Santa Elena por uma pequena faixa de terra não pavimentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambas as cidades foram construídas sobre as ruínas de antigas cidades maias, bem de acordo com a tradição espanhola na América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ocasião do almoço, resolvi descobrir que sabor teria a carne de veado, tão apreciada pelos príncipes europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareceu-me semelhante ao da carne de porco, embora menos gordurosa que esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Aeroporto de Flores, travamos conhecimento com uma brasileira cujo cunhado trabalhava para a Hoechst da Guatemala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informou-nos que a capital do país era um local extremamente perigoso, que seria preferível buscarmos um hotel que se situasse em Zona de número igual ou superior a 9 e, quando precisássemos tomar algum táxi, o amarelo era melhor tanto em termos de segurança como em termos de preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos tomar o avião da TIKAL JETS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos de nos deter no meio do caminho, pois prestes a decolar estava o da AVIATECA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardamos no meio da pista a decolagem, um vento fortíssimo soprava, empurrando-nos para trás de tal sorte que parecia que íamos levantar vôo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-6023108030923341533?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/6023108030923341533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-18.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/6023108030923341533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/6023108030923341533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-18.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 18: Guatemala - ruínas de Tikal'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxUKtGP0XI/AAAAAAAAAFM/76a7uJa_N9k/s72-c/tikal1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-2533630459248109842</id><published>2009-03-22T18:41:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T07:07:41.046-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 17: Guatemala</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxR7qEAg8I/AAAAAAAAAE8/LkEYRjChWQc/s1600-h/Digitalizar0022.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331226144245056450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxR7qEAg8I/AAAAAAAAAE8/LkEYRjChWQc/s320/Digitalizar0022.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É importante assinalar que, ao entrarmos na Guatemala, a guerra civil tinha acabado de chegar a seu término.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário, como sempre, era belíssimo: a estrada de terra vermelha, ladeada por exuberante floresta, o automóvel cruzando vários cursos d'água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista, de início, combinou conosco 50 dólares por ambos, mas, ao chegarmos a Quiriguá, entendeu de nos extrair 50 de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não convém provocar incidentes em países estrangeiros, pagamos, embora deixando claro que não era exatamente este o combinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visita à cidade que derrotara Copan no século VIII d. C., decapitando o Rei 18 Coelho, valia, entretanto, a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estelas, em geral, tinham representações antropomorfas frontais em ambas as faces e, nas laterais, inscrições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Scheila tirou uma foto das espanholas comigo sob uma enorme ceiba, a árvore sagrada dos maias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despedimo-nos das espanholas e fomos ao cruzamento de Quiriguá para pegarmos o ônibus que nos conduziria ao cruzamento Morales, onde tomaríamos o ônibus para Río Dulce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ônibus que pegamos eram denominados de segunda classe, o que significava acotovelamento com pessoas e bagagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A uma primeira vista, pareciam amigáveis os guatemaltecos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Río Dulce, paramos no &lt;em&gt;Hotel Río Dulce&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos, depois do banho, comer uma pizza na &lt;em&gt;Pizzaria Los Amigos&lt;/em&gt;, cujo atendimento era demorado e cuja comida não ultrapassava os limites do razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, dissolvemos Cebion na água e pegamos uma pick-up que nos conduziria ao Castelo San Felipe de Lara, fortaleza espanhola construída em 1651 para fazer frente aos corsários e piratas do Caribe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331226793201292866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxShbnO1kI/AAAAAAAAAFE/CBw1HTPYATk/s320/Digitalizar0023.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Era um castelo semelhante aos medievais, com ponte levadiça, localizado em um parque ajardinado, às margens do Lago Izabal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suas divisões eram algo labirínticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia canhões ao longo de todas as ameias e torres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cormorões e albatrozes voavam rasantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lanchas singravam o lago, entrando pelo Rio Dulce até o porto de Livingston, onde residiam os garifunas: os negros da Guatemala, que constituíam maioria no país vizinho, Belize.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao retornarmos, descobrimos um estabelecimento bancário onde trocamos traveller's checks e, a seguir, pagamos o hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos ao terminal da &lt;em&gt;Fuente del Norte&lt;/em&gt; e o rapaz que nos atendeu disse ser impossível reservar lugares sentados no ônibus das 12h30, havendo, entretanto, possibilidade de se o fazer no das 14h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrimos, depois, ter feito péssimo negócio: não foram assinalados assentos nas passagens, o que nos obrigou a catá-los na base do "salve-se quem puder".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia no ônibus 12 hondurenhos que tinham entrado ilegalmente no país e pretendiam entrar ilegalmente nos Estados Unidos atravessando o México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantivemos os olhos bem abertos em relação a eles, completamente diferentes do povo taciturno e trabalhador que víramos no país que deixáramos na véspera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Travamos conhecimento com um senhor que trabalhava na Pepsi, que nos contou o perigo de viajar nas estradas guatemaltecas à noite (e já havia caído a noite).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia não só o perigo das guerrilhas como estava ainda fresco na memória de muitos um assalto na altura de Poptun, por onde passáramos ainda em plena luz do dia, em que levaram todos os haveres dos homens e estupraram algumas mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal narrativa foi determinante da decisão de ir por avião à Cidade da Guatemala, após vermos Tikal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus em Santa Elena parou em frente ao &lt;em&gt;Hotel Alonzo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subiram indivíduos dizendo que havia habitação matrimonial, com banho privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos antes mesmo de o ônibus chegar ao ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No referido hotel não havia vagas, mas, ainda assim, compramos passagem para Tikal no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rapaz nos informou que no &lt;em&gt;Hotel Continental&lt;/em&gt;, duas quadras antes, haveria vagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segui com ele, enquanto Scheila permanecia junto às malas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hotel distava muito mais de duas quadras do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verifiquei os quartos: um com banho privado frio, o outro com banho privado quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desagradou-me o ambiente do hotel, razão por que retornei ao &lt;em&gt;Hotel Alonzo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá, resolvemos atravessar o istmo a pé, em direção a Flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nosso encalço saíram de bicicleta os atravessadores de Santa Elena, querendo empurrar-nos os respectivos hotéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era por volta de 23 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distribuíamos vários ineficazes "no gracias" até que Scheila os repeliu energicamente com um claríssimo "no deseamos hablar con ustedes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deram volta, praguejando e insultando-nos, mas não mais nos incomodaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos a Flores, havia festa referente a datas comemorativas do Departamento de El Petén, do qual é capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pernoitamos no &lt;em&gt;Hotel La Canoa &lt;/em&gt;com todo o barulho da festa.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-2533630459248109842?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/2533630459248109842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-17.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/2533630459248109842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/2533630459248109842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-17.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 17: Guatemala'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxR7qEAg8I/AAAAAAAAAE8/LkEYRjChWQc/s72-c/Digitalizar0022.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-967651097431687222</id><published>2009-03-22T18:37:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T06:54:57.830-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 16: ruínas de Copán e traslado aéreo e terrestre Nicarágua, Honduras e Guatemala</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxO8kvYIrI/AAAAAAAAAEs/El9mLZ-FS1Y/s1600-h/Digitalizar0020.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331222861461332658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxO8kvYIrI/AAAAAAAAAEs/El9mLZ-FS1Y/s320/Digitalizar0020.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não ficamos muito tempo no aeroporto da capital de El Salvador, país que também possuía ruínas maias (Tuxmal, La Campana de San Andrés e Joya de Cerén), tinha na sua história o fato de ter sido domínio olmeca (Santa Ana, Ahuachapan, El Limón e Cara Sucia) e de ter abrigado a civilização Pipil e fôra agraciado com densas florestas, impressionantes vulcões e belas praias, mas que não entrou em nosso roteiro por causa do sem-número de exigências burocráticas para que se o pudesse visitar, já que se tratava de um país cheio de conflitos internos, nos quais havia a intervenção direta dos Estados Unidos, que, temerosos da possibilidade de uma vitória das forças de esquerda, não deixaram de financiar a repressão política zelosamente levada a cabo pela extrema-direita, cujo partido, curiosamente, tal como o do governo instalado no Brasil pelo Movimento Militar de 1964, era chamado ARENA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando a San Pedro Sula, tentamos obter informações a respeito de casas de câmbio, inexistentes no Aeroporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adquirimos um folheto com informações turísticas detalhadas e trocamos 100 dólares com um cambista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos um táxi até o terminal de ônibus Etumi, que fazia a viagem a Copán Ruinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, hospedamo-nos no &lt;em&gt;Hotel Paty&lt;/em&gt;, que cobrava 13 dólares pelo casal, com direito a banho privado, água quente e mosquiteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estava muito quente, como ocorre, aliás, em toda a Mosquítia, saímos de bermudas quando fomos procurar um lugar para comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mosquitos fizeram a festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos o &lt;em&gt;Llama del Bosque&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila pediu spaghetti à bolonhesa, eu pedi arroz com mariscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei boa a comida, com a ressalva única do exagero na pimenta, que os hondurenhos, como, aliás, todos os hispano-americanos, juram que é alimento e não tempero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, ao tomarmos café no &lt;em&gt;El sesteo&lt;/em&gt;, travamos conhecimento com duas simpáticas senhoras sexagenárias naturais de Zaragoça, Espanha, que vinham da Cidade da Guatemala por uma empresa turística e também iam visitar as ruínas de Copan, onde os europeus aprenderam a gostar de chocolate, segundo anedotas que ouvi quando criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada custava 10 dólares para estrangeiros que não fossem centro-americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No topo da cerca, viam-se belas e barulhentas araras canindé, que no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Popol Vuh&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; são tratadas como deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos na Praça Principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estátuas dos governantes eram imensas, imponentes, com as mãos em posição semelhante à assumida pelas mãos do iogue na posição de lótus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos sobre uma das maiores pirâmides a escada hieroglífica que o Rei 18 Coelho, uma espécie de Júlio César dentre os maias, mandou construir para celebrar os seus feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria, efetivamente, o maior livro do mundo - até fiz uma brincadeira com a Scheila, perguntando como é que ela o catalogaria - se as picaretas dos arqueólogos não o tivessem danificado de tal sorte que os glifos, por ocasião da restauração, foram colocados onde encaixava o pedaço de pedra, sem qualquer possibilidade de se saber qual era o seu lugar originário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos ainda por Rosalila, a pirâmide sob a qual descobriram mais quatro enterradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos foi possível entrar, pois ainda estavam se realizando as escavações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo nos informaram, havia em Copan nada menos que 7 km de túneis subterrâneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos também o edifício que, segundo a tradição maia preservada no Popol Vuh, seria a porta de entrada de Xibalba, o reino dos mortos, cujos senhores foram vencidos pelos gêmeos Junajpu e Xbalanque.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331223803522925378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxPzaMXQ0I/AAAAAAAAAE0/v1u-_4h1WI8/s320/Digitalizar0021.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Visitamos ainda o Museu Arqueológico de Copan Ruinas, onde fotografamos uma representação gráfica do Calendário Maia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As simpáticas aragonesas ofereceram-nos uma carona para passarmos a fronteira com a Guatemala para irmos a Quiriguá, o que aceitamos prontamente, já que do lado hondurenho teríamos de pegar uma pick-up, viajando atrás, em uma estrada de terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fronteira terrestre de Honduras com a Guatemala repetia-se um fenômeno que somente víramos na fronteira terrestre da Bolívia com o Peru: pagamento tanto na saída de Honduras como na entrada na Guatemala.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-967651097431687222?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/967651097431687222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nao-ficamos-muito-tempo-no-aeroporto-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/967651097431687222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/967651097431687222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nao-ficamos-muito-tempo-no-aeroporto-da.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 16: ruínas de Copán e traslado aéreo e terrestre Nicarágua, Honduras e Guatemala'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxO8kvYIrI/AAAAAAAAAEs/El9mLZ-FS1Y/s72-c/Digitalizar0020.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-5779290740184320112</id><published>2009-03-22T18:35:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T06:22:44.733-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 15: Nicarágua</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfp3DixQVZI/AAAAAAAAADs/zyAxRb0ASPA/s1600-h/Digitalizar0019.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330704011703113106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfp3DixQVZI/AAAAAAAAADs/zyAxRb0ASPA/s320/Digitalizar0019.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordados à hora pedida, fomos a pé ao terminal da Sirca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajamos em um ônibus que, com algum favor, seria dos tempos da II Grande Guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paramos uma hora no posto fronteiriço da Costa Rica e duas horas no posto fronteiriço da Nicarágua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Estátuas das Ilhas de Zapatera e Ometepe - Convento e Igreja de San Francisco - Granada/Nicarágua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O nível de vida no vizinho do sul, que não tem, desde 1949, um exército regular, embora seja um dos países mais seguros da América Central, seguindo o exemplo suíço, faz com que muitos nicaragüenses tentem emigrar, muitas vezes por meios sub-reptícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lado nicaragüense, fez o motorista as vezes de despachante, recolhendo todos os passaportes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamos todos que passar pela revista de bagagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhares de pessoas ofereciam-se para carregá-las e tal era a insistência e de tal forma atravancavam o caminho que tinham de ser afastadas a safanões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notamos que a natureza fora pródiga com a terra de Ruben Darío que tanto sofrera sob a ditadura dos Somoza até o dia em que os Estados Unidos deixaram de apoiá-lo em virtude do assassinato do jornalista Bill Stewart por um soldado das tropas governistas em 1977.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garças e gralhas revoavam de um lado a outro, pontilhando o céu acima do Lago de Nicarágua, onde se situava a Ilha de Zapatera, que pretendíamos visitar por causa das ruínas de uma civilização que ali vivera no século VIII d. C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da indescritível beleza, havia um dado curioso a desencorajar mergulhos: na sua fauna contavam-se tubarões de água doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos em Granada e seguimos a pé até o &lt;em&gt;Hotel Alhambra&lt;/em&gt;, que, segundo o guia, era o mais barateiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos a pé porque vimos que os táxis, em Granada, tinham complexo de lotação, com o que o fato de estarem ocupados não era suficiente para garantir a exclusividade do passageiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrimos que o hotel em questão cobrava 34 dólares a diária para o casal e não aceitava &lt;em&gt;traveller's checks&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos, então, em busca do &lt;em&gt;Hotel Granada&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho, havia ainda algumas pousadas, sendo que a melhorzinha delas - &lt;em&gt;Hospedaje Cabrera&lt;/em&gt;, que cobrava 8 dólares pela habitação matrimonial com banho privado - estava lotada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos, então, ao &lt;em&gt;Hotel Granada&lt;/em&gt;, onde, por 27 dólares, conseguimos um quarto amplo e claro, com banho privado, água quente e ar condicionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na lancheria &lt;em&gt;El Anela&lt;/em&gt;, em frente ao hotel, comemos um sanduíche de tomate, queijo e verduras e tomamos, cada um, dois sucos de tangerina, que lá é denominada mandarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia um tremendo calor na cidade e a profusão de incômodos dípteros mostrava quão justa fôra sua inclusão na denominada Mosquítia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, foi a posse do Presidente Adolfo Alemán, sucessor do Governo de Direita de D. Violeta Chamorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em razão disto, estavam fechados todos os bancos, sem a possibilidade de trocarmos traveller's checks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos acordados pelos sinos da igreja que se situava em frente ao hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos ao Centro Turístico de Granada em busca de Porto Asese, de onde sairiam os barcos para Zapatera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos costeando o Lago, onde poéticas garças brancas e azuis, airões e negros cormorões se regalavam em um nada poético escoadouro de detritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aves-frias guinchavam dentro e fora do Centro Turístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vacas e bezerros pastavam apascentados por cães bravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manadas de cavalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos abordados por um ciclista que disse que nos levaria a Zapatera por 113 dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recusamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos ao Convento e Igreja de San Francisco, onde viveu e pregou Frei Bartolomé de las Casas, o piedoso eclesiástico que combateu a cruel rapacidade dos espanhóis por ocasião da conquista da América, não por respeito às crenças dos índios (isto seria exigir demais para a época), mas por entender serem estes dóceis a toda boa doutrina, algo semelhante à comparação da mente deles a um papel em branco feita pelo jesuíta português Manoel da Nóbrega. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331216081158614434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxIx6JPLaI/AAAAAAAAAEE/MrsrMyi63-Y/s320/Digitalizar0018.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Indiscutíveis os seus méritos na denúncia e aberto combate à destruição física dos índios - no que, aliás, deu mostras de grande coragem, sobretudo por viver no próprio teatro onde o drama se desenrolava -, sua condição de eclesiástico não lhe permitiu, contudo, ir ao mesmo ponto a que chegou o pensador francês, que viveu no mesmo século, Michel de Montaigne, no sentido de defender a preservação da cultura dos ameríndios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, a observação feita por Las Casas quanto à ausência de moral dos colonizadores para exprobarem aos índios os sacrifícios humanos não era despida de procedência: os europeus também os faziam com gosto à sua "mui amada deusa Cobiça", como se lê na &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Breve relación de la destrucción de las Indias&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Convento não resumia sua importância em ter sido residência do eclesiástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, achavam-se 15 estátuas de pedra vulcânica colhidas na Ilha de Zapatera, muitas com petroglifos, antropomorfas e zoomorfas, algumas fazendo remissão ao motivo da escada com a espiral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em San Agustín, muitas destas figuras estavam associadas a motivos ofidioformes, assentando sobre seus ombros, suas costas ou sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notamos também que o brinquedo do &lt;em&gt;Volador&lt;/em&gt;, tão popular entre os mexicanos se fazia presente entre os povos que habitaram a Nicarágua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informaram-nos que havia outro atracadouro próximo ao hotel chamado El Muelle de onde talvez pudéssemos pegar um barco para Zapatera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá chegando, fomos informados que dali não saíam barcos para Zapatera, somente para San Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos depois um táxi para ir a Porto Asese, que não conseguíramos acessar pela manhã devido à distância, e confirmamos o fato de que realmente a viagem somente teria um preço razoável se houvesse, no mínimo, 10 passageiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do lago, enquanto se travava este frustrante diálogo, via-se imponente o vulcão da Ilha Ometepe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos tentar reservar passagens para San Pedro Sula, em Honduras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queríamos ir por terra por uma razão de segurança: sabíamos que havia minas explosivas espalhadas por todo o país que pretendíamos visitar, desde que os Estados Unidos resolveram, apesar de várias manifestações contrárias da população local, treinar ali os Contras para combater o governo sandinista da Nicarágua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disto, fôra tremendamente extenuante a passagem pela fronteira terrestre entre a Costa Rica e a Nicarágua, do lado nicaragüense, e queríamos guardar nossas forças para as fases ulteriores da viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma agência de turismo, a única aberta em Granada, ficamos sabendo que somente uma empresa ligava pelo ar Manágua a San Pedro Sula: a TACA, cujo vôo saía às 7h45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechadas as agências de viagem em Manágua, teríamos de contar com a sorte de conseguir, no dia seguinte, vôo na última hora, o que seria difícil devido ao grande número de pessoas que viera para a posse do Presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gerente do hotel conseguiu um táxi que nos pegaria às 4h da manhã e nos conduziria ao Aeroporto de Manágua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordados e levados ao aeroporto à hora prometida, descobrimos também a COSTEÑA fazia vôos de Manágua a San Pedro Sula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postos em sala de espera da TACA, fomos informados pelo pessoal, que mereceu grau dez pelo atendimento, de que as agências no interior do Aeroporto funcionaram normalmente no dia da posse do Presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das pessoas que ali trabalhavam ficou muito feliz em poder treinar conosco um pouco de português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguimos sair da Nicarágua em vôo da AVIATECA, que pousaria em San Salvador, onde pegaríamos o avião da TACA para San Pedro Sula.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-5779290740184320112?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/5779290740184320112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-15.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/5779290740184320112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/5779290740184320112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-15.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 15: Nicarágua'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfp3DixQVZI/AAAAAAAAADs/zyAxRb0ASPA/s72-c/Digitalizar0019.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-9151551723467390483</id><published>2009-03-22T18:34:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T08:05:44.696-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 14: Costa Rica</title><content type='html'>Durante o desayuno, descobrimos que o hotel era regido por uma família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava ligada a TV a Cabo no Discovery, que mostrou documentários sobre Tróia e sobre o Castelo de Glamis, na Escócia, cujo senhor foi Macbeth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notamos que o café produzido na Costa Rica era melhor que o da Colômbia, mais parecido com o nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitamos o Museu do Ouro, onde vimos os artefatos que conduziram Colombo a dar à terra o nome pelo qual até hoje é conhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os chibchas e os chorotegas - estes últimos, habitantes da Costa Rica e da Nicarágua, os dois países que quase se converteram em uma das unidades da federação norte-americana, na louca aventura do filibusteiro William Walker - revelaram uma rica visão de mundo, capaz de amealhar vários elementos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os enfeites de ouro dos chibchas representavam figuras antropomorfas e zoomorfas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insetos e crustáceos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miniaturas de ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cerâmicas apresentavam fortes semelhanças com a mochica, especialmente pelos vasos com fisionomias, indicando as respectivas finalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto do felino continuava presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesetas de pedra com tripé, entalhadas com representações as mais variadas, arabescos, os mais delicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Museu de Jade, onde eram possíveis fotos, desde que sem flash.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As peças, que denunciavam uma forte influência olmeca, eram cuidadosamente entalhadas, sem qualquer rachadura ou risco acidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerâmica chorotega lembrava muito a marajoara pelo intumescimento dos braços e pernas e os seios pequenos e proeminentes nas figuras antropomorfizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemos no Burger King.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos ao ICT para pegarmos informações sobre a visita aos vulcões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidimos visitar no dia seguinte o Poás, pois o Irazú somente era accessível aos sábados e domingos, sendo que as agências privadas de turismo cobravam 55 dólares por pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentamos, ainda, junto ao ICT, conseguir folhetos sobre a parte arqueológica da Costa Rica, mas a repartição no momento deles não dispunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometeram providenciá-los no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compramos duas pequenas mochilas por oito dólares cada, duas vezes e meia mais baratas que no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitamos o prédio da Corte Interamericana de Direitos Humanos, onde exercia a judicatura o Professor Antônio Augusto Cançado Trindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratava-se de um sobrado branco, situado em um bairro classe média alta de San José, estilo Jardim América em São Paulo, Lago Norte em Brasília ou Bela Vista em Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava fechada na ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, pegamos no terminal TUASA o ônibus para o Vulcão Poás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença com o preço oferecido pelas Agências de Turismo era brutal: elas cobravam dez vezes mais do que a passagem de ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos por Alajuela e seguimos por uma estrada margeada por pés de café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando à entrada do Poás, notamos que os estrangeiros pagavam 6,5 vezes mais que os nacionais para adentrarem o Parque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andamos por uma senda que conduziria à cratera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessávamos as nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As névoas a encobriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, sentíamos-lhe a proximidade pelo forte cheiro de enxofre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não se desvaneciam as nuvens, seguimos para a Laguna Botos, situada a 15 minutos de caminhada da cratera e que recebeu este nome por causa de uma tribo, cujos membros eram muito cobiçados pelos espanhóis como força de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora, durante algum tempo, a laguna de águas verdes, geladas e áridas, que tinha por habitantes uma espécie de alga e um tipo de lagostim, situada em uma cratera extinta, circundada por uma vegetação rica e exuberante, víamos uma grande variedade de pássaros e brincávamos com os esquilos, que esqueciam a timidez característica para posarem para as filmadoras e máquinas fotográficas e catarem os salgadinhos que lhes eram oferecidos pelos turistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornamos à cratera ativa, ainda envolta pelas nuvens, que, de quando em quando, se afastavam por alguns segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um turista espanhol utilizou uma expressão muito apropriada: teríamos de colher a cena à traição, dirigindo as câmeras, no momento preciso, ao lago que se formara ali, do qual emanavam vapores a uma temperatura de 950° C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chovia, fazia sol, e nada das nuvens revelarem a cratera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigimo-nos, então, à entrada do Parque, fomos à sala de exposições, onde se viram várias informações sobre o papel geológico dos vulcões e sua ação tanto na construção como na destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistimos, ainda, a um vídeo sobre o Vulcão Poás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 13h40, retornamos, esperando o desvanecimento das nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 14h05, finalmente, revelou-se a cratera, dando-nos tempo para as fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ônibus, o turista espanhol nos esclareceu a respeito das praias costarricenses, recomendando-nos, à vista de termos manifestado a preferência por mares calmos, Sámara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 16h, chegamos a San José.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila adquiriu dois sacos plásticos para envolvermos nossa bagagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigimo-nos ao ICT para pegarmos o catálogo que nos havia sido prometido na véspera e descobrimos que, além de estar fechado para o atendimento ao público, tais informações somente poderiam ser obtidas junto à representação do órgão no Museu do Ouro, àquela hora, também fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeamos pelo centro de San José e tivemos curiosidade a respeito de um castelo que se via ao final da Calle 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos a pé até o final e descobrimos que se tratava do Museu do UNICEF.&lt;br /&gt;Retornamos ao hotel, pedindo para sermos acordados às 4h30 do dia seguinte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-9151551723467390483?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/9151551723467390483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-14.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/9151551723467390483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/9151551723467390483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-14.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 14: Costa Rica'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-44364251758424185</id><published>2009-03-22T18:32:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T08:00:34.780-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 13: Aéreo Colômbia, Panamá e Costa Rica</title><content type='html'>Pagamos a taxa de embarque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a revista da bagagem - o único lugar em que esta operação se verificou, na Colômbia, foi o aeroporto -, tomamos o avião da AVIANCA para a Cidade do Panamá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O café, confirmando a impressão que eu tivera em Popayán, tinha gosto de Nescafé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila e eu sentamos na janela oposta àquela em que se poderia ver o Canal construído para ligar o Atlântico ao Pacífico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderíamos sair do Aeroporto Tacumen do Panamá para ver as eclusas de perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário da vizinha Colômbia - da qual se desmembrara com o apoio dos Estados Unidos em 1904 -, havia mister que os brasileiros apresentassem visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aterrissagem do piloto da AVIANCA foi tão suave, quase imperceptível, que não deixou de arrancar aplausos dos passageiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos às 8h57.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não fôssemos sair do aeroporto internacional, teríamos de preencher os boletos para a imigração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardamos até as 10h30 a abertura do guichê da LACSA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para serem liberadas as passagens para San José, foi-nos exigida a prova da volta ao Brasil em data posterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez adquiridas as passagens, dirigimo-nos à sala de espera, onde havia um playground e vários souvenirs esclarecedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri, por exemplo, que havia à época, no Panamá, várias tribos de índios ainda não totalmente aculturadas, para as quais, certamente, pouca diferença faria serem colombianas ou panamenhas, até porque as matas verdejantes e exuberantes desprezavam os limites políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aeronave da LACSA, proveniente de San Juan, Porto Rico, chegou às 12h45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notei que o transporte de bagagem no Panamá era feito em carro fechado, diferente do meio adotado em nosso país, que é a carreta aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tirada do avião uma foto do Canal do Panamá, embora as eclusas, ainda esta vez, tivessem ficado fora do nosso alcance visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vôo pousou, qual um albatroz, em solo costarricense às 14h30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após passarmos pela imigração e pela alfândega, dirigimo-nos à representação do Instituto Costarricense de Turismo - ICT - no Aeroporto Juan Santamaria, situado em Alajuela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feita a ligação para o Hotel Príncipe, pegamos o ônibus TUASA, cujo ponto final se localizava a cinco quadras do hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradou-nos o ambiente: simples, limpo, banho privado, água quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos à procura de uma agência de ônibus que nos levasse à Nicarágua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentamos junto à Tica Bus, recomendada pelo guia Lonely Planet, que seria nosso auxiliar na América Central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só obtivemos resposta afirmativa quanto à existência de ônibus no dia 9 de janeiro para Granada na Sirca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos um lanche no Delicity, situado em frente ao ICT.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-44364251758424185?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/44364251758424185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/44364251758424185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/44364251758424185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-13.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 13: Aéreo Colômbia, Panamá e Costa Rica'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-5294518800612984049</id><published>2009-03-22T18:30:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T07:55:52.968-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 12: aeroporto Bogotá</title><content type='html'>Chegamos a Bogotá às 7h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tráfego ali era alucinante, já àquela hora congestionado, sendo tão grande a fila para tomar o táxi que havia a necessidade de funcionários encaminharem aqueles que chegavam nos ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos um táxi até o Aeroporto Eldorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo de deixar a Colômbia era intenso, não por causa do povo, extremamente simpático e receptivo, mas por causa do custo de vida, similar ao do Brasil, com o que corríamos o risco de se consumirem nossas finanças antes mesmo de chegarmos a Honduras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As agências de turismo do aeroporto mereciam grau zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choviam reclamações sobre erros feitos em relação a reservas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher com uma criança de colo e marido paralítico que ia a Lima, embora necessitasse solução rápida para embarcar, foi tratada com a mesma consideração que burocratas brasileiros, de um modo geral, dispensam aos que por eles são atendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos na lista de espera da AVIANCA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos na expectativa de um vôo que saísse mais cedo para San José de Costa Rica, mas o único que sairia naquele dia estava marcado para as 17h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última hora, os passageiros que faltavam para lotarem o vôo pagaram as suas passagens, com o que compramos para o dia seguinte, às 7h, com conexão na Cidade do Panamá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer sorte, problemas na aeronave que perdêramos fizeram com que ela decolasse somente quatro horas depois da prevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Travamos conhecimento com um senhor que residia na Costa Rica e nos esclareceu alguns pontos sobre hospedagem em San José.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri em uma banca no aeroporto uma revistinha com as tiras inéditas da Mafalda, a simpática contestadora argentina que enfrentava o mundo sem nexo dos adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por razões de economia e segurança, dormimos no aeroporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teríamos de sair de táxi, à noite, à procura de um hotel, com as nossas bagagens, para mal dormirmos, na tensão de não perdermos o vôo e ainda tomar outro táxi, com todos os perigos que uma grande metrópole como Bogotá oferecia em tais horários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-5294518800612984049?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/5294518800612984049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/5294518800612984049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/5294518800612984049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-12.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 12: aeroporto Bogotá'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-3424405584634395439</id><published>2009-03-22T18:27:00.001-07:00</published><updated>2009-05-02T06:45:13.439-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 11: San Agustin</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfb0BY00daI/AAAAAAAAAB0/hlCGxnXH0mI/s1600-h/fogao+3500+a+C+e+estatuas+-+San+Agustin.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329715513720599970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfb0BY00daI/AAAAAAAAAB0/hlCGxnXH0mI/s320/fogao+3500+a+C+e+estatuas+-+San+Agustin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tomamos o coletivo para o Parque Arqueológico de San Agustin, sítio onde viveu, segundo se crê, a mais antiga civilização sul-americana, descoberta em 1756 por Frei Juan de Santa Gertrudis, consoante a informação do arqueólogo LUIS DUQUE GOMEZ, que por mais se cinqüenta anos se dedicou a elucidar os dados a ela referentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitamos o Museu, onde constatamos a presença da escada e da espiral nos maracás dos índios tukano, habitantes da região fronteiriça Brasil-Colômbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os utensílios da civilização San Agustin, apareciam narigueiras de ouro, colares de contas de pedra, concha, osso e ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cerâmica, novamente a escada e a espiral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia ali também as informações sobre outras civilizações que habitaram a Colômbia, como foi o caso dos Tairona e dos Chibchas ou Muiskas, estes últimos, finos ourives cuja área abrangia desde a Colômbia até a Costa Rica e a Venezuela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, sobre todas estas civilizações, salvo a Cultura San Agustin, e ainda sobre a história da Colômbia após a descoberta da América o livro de Edvaldo Pereira Lima - Colômbia, espelho, América - é repleto de informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentável a omissão, sobretudo porque o autor que estou chamando à ordem esteve na Região do Magdalena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Parque propriamente dito começa pela visita ao Bosque das Estátuas, onde se viam personagens representando deuses da guerra, da música, dos alucinógenos, do sol, da lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos se pareciam com seres humanos com dentes de felino, sugerindo tratar-se de uma civilização belicosa, inclusive com hábitos antropofágicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o intenso culto ao felino também se verificava entre os astecas, que nele personificavam o deus Tezcatlipoca, patrono dos feiticeiros, dos guerreiros e dos malvados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na indumentária, rica e variada, aparecia, como curiosidade, o estojo peniano, o ba, até hoje utilizado pelos índios da Amazônia e sem o qual, segundo Darcy Ribeiro, muitos não se sentem vestidos nem mesmo se estiverem cobertos dos pés à cabeça por um smocking.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma escultura especialmente dedicada à ave de rapina e à serpente, como víramos em Chavin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais estátuas se viam ao se sair do Bosque das Estátuas, em cercados onde se divisavam os dólmens, mais trabalhados que os de Stonehenge, recebendo os "menires" o tratamento de cariátides, isto é, figuras de guerreiros que suportavam a grande pedra posta na horizontal. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331222004477653314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxOKsOi8UI/AAAAAAAAAEk/tYgxu0lTzmI/s320/Digitalizar0017.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Macacos também se viam representados e, segundo alguns, estariam relacionados com os excessos da lascívia, com a potência sexual, já que desempenham este papel em lendas de diversas tribos da região do Rio Magdalena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via-se também a representação da rã com caninos e garras, que, segundo os arqueólogos seria uma divindade da morte e das águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali também se encontrava o mais antigo fogão da América do Sul, datado do ano 3.000 a. C., anterior à civilização que recebeu o nome do sítio, que ali viveu do século VI a. C. ao século V d. C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fonte de Lavapatas chamava a atenção pelos entalhes nas pedras, formando desenhos serpentiformes que, ao mesmo tempo em que desviavam o curso da água para o rumo desejado, representavam as concepções religiosas dos integrantes da cultura San Agustin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemos empanadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos guias do Parque, que não contratamos, falava o português e era estudante de arqueologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos o ônibus de volta, tomamos um banho, fechamos a bagagem, entregamos a habitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contratamos um carro por 25 dólares para nos levar a Alto de los Idolos (ida e volta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista, chamado Oscar, muito atencioso, conduziu-nos por uma trilha onde se via o Rio Magdalena, às margens do qual florescera a Cultura San Agustin, a cortar a floresta amazônica, trilha que normalmente se fazia a cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Alto de los Idolos, além dos dólmens, impressionavam os sarcófagos de pedra, cuja concepção estética não deixava de lembrar a dos antigos egípcios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As moradias deste povo, segundo os resultados de expedição arqueológica de 1957/1958, tinham planta circular, como a dos índios norte-americanos e amazônicos, e eram feitas de materiais perecíveis, ao contrário dos túmulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação em dar aos mortos uma residência mais duradoura que aos vivos estaria calcada, segundo os especialistas, na concepção do caráter efêmero da vida e da irreversibilidade da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornamos às 16h, quando compramos passagens para Bogotá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Residencias Familiar, cujo restaurante era bom, comi uma sopa de verduras, enquanto Scheila, não renegando suas origens, deliciou-se com um spaghetti à bolonhesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garçon do hotel estava em seu dia de aniversário, razão por que seu patrão lhe dera folga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embebedara-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a nossa refeição, deu-lhe na cabeça a idéia de nos mostrar os presentes que ganhara de seus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 17h30, saímos para um passeio na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos um busto de Bolivar, sob o qual fiz questão de tirar uma fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ônibus para Bogotá, a música era tocada a todo volume, apesar de serem já mais de 22h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos compraram passagem para irem sentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, muitos levaram consigo as respectivas crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos sentados na frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, uma confusão que se travou entre os postulantes da poltrona logo atrás da nossa, decorrente de um erro da própria empresa, foi decisiva para que nos mudássemos para o fundo do ônibus, terminando com a pendenga, pois os que compraram o assento em último lugar ocuparam o que originariamente seria nosso.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-3424405584634395439?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/3424405584634395439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/tomamos-o-coletivo-para-o-parque.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/3424405584634395439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/3424405584634395439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/tomamos-o-coletivo-para-o-parque.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 11: San Agustin'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfb0BY00daI/AAAAAAAAAB0/hlCGxnXH0mI/s72-c/fogao+3500+a+C+e+estatuas+-+San+Agustin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-9084029577600833658</id><published>2009-03-22T18:25:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T07:44:05.781-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 10: Popayán e San Agustin</title><content type='html'>Quando fomos tomar o desayuno, descobri que o café do principal concorrente do Brasil tinha gosto de Nescafé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos a passear pelas casas brancas de arquitetura hispânica que fizeram a fama de Popayán em busca de uma agência de turismo, onde pegamos informações sobre vôos para a Costa Rica, Guatemala e Venezuela e do local onde poderíamos trocar tratraveller's checks: um armazém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocados os traveller's checks, dirigimo-nos de táxi à estação rodoviária, onde compramos passagens para San Agustin pela Cootranshuila, para sairmos às 13 h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiramos fotos das casas coloniais de Popayán e almoçamos no La Fontana, onde descobrimos que a Colômbia também conhece o brasileiríssimo pão-de-queijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o nosso portunhol pregou-nos uma peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pan queso dos colombianos é uma espécie de croissant recheado com queijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus para San Agustin era simplesmente apto a fazer uma lata de sardinha parecer o salão de um Palácio vienense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse estarem ocupados todos os assentos e estarem as pessoas em pé literalmente amassadas, os empregados chamavam mais pessoas para entrarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvia-se música a todo volume, os solavancos fariam inveja a qualquer diligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em compensação, o cenário exterior era simplesmente extasiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montanhas, cascatas, precipícios que terminavam em rios caudalosos, margeados por florestas verdejantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Años Viejos, com uma máscara de papel e um relho na mão, dançavam na pista e pediam dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a San Agustin às 19h30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos abordados por vários sedizentes guias, contra os quais já nos prevenira o Footprint.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peregrinamos por toda a cidade e descobrimos que todos os hotéis, à exceção de um, só tinham banho coletivo frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sobrara - Residencias Familiar - tinha um quarto com banho frio, que, embora parecesse muito com um banheiro de cela, não era em nada inferior aos banheiros coletivos dos outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-9084029577600833658?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/9084029577600833658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/9084029577600833658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/9084029577600833658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-10.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 10: Popayán e San Agustin'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-3085846136923971205</id><published>2009-03-22T18:23:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T07:40:02.058-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 9: fronteira Equador Colômbia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Fomos recebidos no terminal de Quito Colonial pelo funcionário da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Imbabura&lt;/i&gt;, que fora tão gentil no dia 31 de dezembro.&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Pegamos o ônibus às 7h.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Música a todo volume.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Passaram no vídeo o filme &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Corra, que a polícia vem aí 2½&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;A paisagem equatoriana é, efetivamente, muito bonita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Cavalos bem tratados, vacas de pelo lustroso, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;cholas&lt;/i&gt; bem vestidas a cuidarem deles.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Matas verdejantes, tipicamente amazônicas, amplos lagos, que já pudéramos notar no caminho que fizéramos no último dia de 1996, de Quito a Otavalo, e que já havíamos, inclusive, fotografado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Passamos novamente por Otavalo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Entramos em Ibarra, com suas casas coloniais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Aliás, um dos mais antigos dos meus antepassados paternos era um cavaleiro sevilhano chamado Don Manuel Camargo Ibarra, que lutou contra os árabes na Guerra da Reconquista, de acordo com um estudo de linhagens que foi divulgado recentemente no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;É comum nos países da América espanhola a reprodução do nome de cidades da Espanha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Caso de Córdoba, na Argentina, Mérida, no México, Granada, na Nicarágua, Cartagena, na Colômbia, Ibarra, no Equador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;O Brasil não ficou atrás: Santarém, no Estado do Pará, faz referência à cidade do mesmo nome em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Notamos que as mulheres índias da Província de Imbabura, onde se localizam tanto Otavalo como Ibarra, fazem questão de distinguir-se pela elegância, fato ilustrado pela vendedora de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;choclo&lt;/i&gt; (milho) que subiu no nosso ônibus para vender seu produto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Ao chegarmos a Tulcán, tomamos um táxi cujo preço estava incluído no &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;voucher&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; até o posto fronteiriço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Atravessamos a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Ponte Rumicharca&lt;/i&gt;, carimbados os passaportes, até o posto fronteiriço colombiano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Dali, tomamos um táxi, por nossa conta - o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;voucher&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; não cobriu esta parte -, até Ipiales, onde pegaríamos o ônibus para Popayán.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Como em Ipiales não se trocavam &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;traveller's checks&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, trocamos os nossos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;sucres&lt;/i&gt; por &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;pesos&lt;/i&gt; em uma casa de câmbio para podermos fazer as despesas em Popayán.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;O ônibus parou em vários lugares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Tive a má iniciativa de inquirir uma mãe de família que se sentava em uma poltrona próxima se estaríamos muito longe de Popayán.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Em seguida, perguntou ela de onde éramos e, ao respondermos em voz baixa, repetiu ela em alto e bom som, alertando eventuais tipos suspeitos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Chegamos a Popayán às 22h30, com a possibilidade de hospedagem em dois hotéis: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;La Ermida&lt;/i&gt;, indicado pelo pai da família cuja mãe nos pôs naquela situação de perigo potencial e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Don Blas&lt;/i&gt;, cuja indicação fora feita no quadro de avisos do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Hostal Centro del Mundo&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Optamos pelo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Don Blas&lt;/i&gt;, que era o único que tinha habitação matrimonial com banho privado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-3085846136923971205?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/3085846136923971205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-9.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/3085846136923971205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/3085846136923971205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-9.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 9: fronteira Equador Colômbia'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-4205150557588912094</id><published>2009-03-22T18:19:00.000-07:00</published><updated>2009-04-30T21:18:15.197-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 8: Quito colonial</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfp39y0q1aI/AAAAAAAAAD0/7RQQ0Dz1N3w/s1600-h/Digitalizar0016.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330705012444812706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfp39y0q1aI/AAAAAAAAAD0/7RQQ0Dz1N3w/s320/Digitalizar0016.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Antes de deixarmos o Hostal, travou-se uma animada conversa sobre o Brasil e a língua portuguesa, com as suas sutilezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos uma visita a Quito Colonial, famosa por suas Igrejas e Museus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos pelas Igrejas del Sacrario, San Francisco e San Agustin, esta última palco da assinatura do tratado de paz com os espanhóis ao final da Guerra da Independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compramos postais atrás do Palácio do Governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiramos fotos da Catedral, do Monumento à Independência, do Palácio do Governo, do Museu Casa de Sucre, do Monumento a Sucre, que, num primeiro momento, confundi com Bolívar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, não entendi por que nem no Equador nem no Peru, países que devem sua independência ao grande venezuelano, não encontramos uma única estátua em sua homenagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Equador, as homenagens se concentravam no seu colaborador, Sucre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamaram-me a atenção na Praça onde se encontrava o monumento ao general criollo as cabinas para troleibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta a Quito Moderno, seguimos a Av. Río Amazonas, até encontrarmos uma praça de alimentação de fast food coberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comi um sanduíche de pão-sírio enrolado à volta de carne de cordeiro e salada de legumes, denominado giro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila comeu um sanduíche normal de presunto de peru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos ao Hotel 9 de octubre, ligamos a TV, vimos um desenho do Pateta, o filme Willow, um documentário sobre o México e uma espécie de Fantástico local, onde se falava das realizações dos alcaides de Guayaquil e Quito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As anotações foram atualizadas até o dia 31 de dezembro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-4205150557588912094?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/4205150557588912094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-8.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/4205150557588912094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/4205150557588912094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-8.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 8: Quito colonial'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sfp39y0q1aI/AAAAAAAAAD0/7RQQ0Dz1N3w/s72-c/Digitalizar0016.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-1408824783944312504</id><published>2009-03-22T18:16:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T07:33:06.279-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 7: Quito e Otavalo</title><content type='html'>No dia seguinte, após o desayuno, seguimos a 6 de diciembre até a Roca, onde, finalmente, encontramos a Corte responsável pelos sucessos do Pacto Andino, nos mesmos moldes que o Tribunal de Justiça da Comunidade Européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos ao Museu Arqueológico, que estaria aberto até as 11h e onde as fotos eram proibidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos ali as cerâmicas, as múmias, os trabalhos em ouro feitos pelas culturas que desde a pré-história habitaram o pequeno e rico país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cultura La Tolita, por exemplo, somente usava como vestimenta os adornos de ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas cerâmicas, muitos sinais que, de alguma forma, poderiam bem passar por ideogramas, contra a idéia geralmente difundida quanto à inexistência de escrita na América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos um incidente na rodoviária: o voucher que compráramos não nos dispensava do ônus de providenciar as passagens, apenas atestava que as tínhamos pago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveríamos, então, de fazer baldeações e baldeações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos, então, obrigados a adquirir na empresa Imbabura as passagens para Tulcán e lá teríamos de procurar o escritório da Panamericana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais foram as informações que conseguimos à custa da cordialidade do atendente da outra empresa e de alguns gritos, pelo telefone, com o pessoal da Panamericana, que nos vendera o voucher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos, a seguir, o ônibus para Otavalo, onde conheceríamos o famoso mercado índio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrimos, no prédio do Hostal de los Andes, uma construção caindo aos pedaços, o Museu de Arqueologia do Sr. César Vasquez Fuller, um afável ancião, veterano de escavações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proibidas as fotos, encontravam-se ali verdadeiras preciosidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vasos indicavam, por meio das cenas neles grafadas, as respectivas finalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vaso para coca, por exemplo, tinha a reprodução de um cidadão com uma das bochechas infladas, a indicar a mascação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pratos e vasos antropomorfizados, representavam-se explicitamente tanto a swastika como a sowastika, as famosas cruzes gamadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como seria isto possível, se tais símbolos eram provenientes do Velho Mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que houve algum contacto com este através do Pacífico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um colar de jade chinês servia como um forte indício de que a resposta seria afirmativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os antigos habitantes do Equador gostavam de fazer maquetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via-se a representação de uma mulher parindo sob uma pirâmide, por se crer, dentre as populações pré-colombianas, que a pirâmide canalizava energias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isto não seria uma crença oriunda do Oriente Médio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Índios meditando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maquetes de observatórios e saunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saunas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que não eram só os romanos e os turcos que acreditavam nas virtudes terapêuticas do suadouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o proprietário do Museu, nada na arte de qualquer das antigas culturas que viveram no Equador, como nos dramas líricos wagnerianos, era gratuito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escada, que víramos em tantos monumentos, tanto no México como no Peru, simbolizaria um movimento de ascenção, e a espiral que a seu lado estivesse representaria o espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escada ao lado da espiral seria, pois, o símbolo da evolução espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À saída do Museu, vimos um Calendário andino encontrado na região de Manta, em forma circular, num esquema semelhante ao apresentado no trabalho de Scheila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos ao mercado de ponchos atrás de uma reprodução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos muitos ponchos, tapetes e malhas belíssimos, mas nenhum reproduzia o Calendário na disposição que víramos no Museu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retorno, de táxi, ao hostal a partir do terminal em Quito Colonial foi algo acidentado, em virtude de as pessoas fantasiadas de Años Viejos saírem às ruas dançando e pedindo dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As máscaras, muitas vezes, caricaturavam pessoas famosas, principalmente políticos locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao hostal, pedimos um crepe de verduras para mim e um crepe de queijo e tomate para Scheila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um irlandês que ali estava hospedado narrou-nos uma interessantíssima viagem em canoa feita de Iquitos, no Peru, a Manaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À época, a viagem mais segura através do Rio Amazonas de Manaus a Belém custava 1.200 dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soubemos que no dia seguinte haveria uma comemoração do novo ano, o que nos poderia criar um embaraço para nossa viagem para Popayán, programada para o dia 2 às 7h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão, decidimos, lamentando embora, mudar para o Hotel 9 de octubre no dia 1º pela manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-1408824783944312504?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/1408824783944312504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-7.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/1408824783944312504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/1408824783944312504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-7.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 7: Quito e Otavalo'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-8156610104315943423</id><published>2009-03-22T18:14:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T06:41:11.400-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 6: Quito</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxNPnJJ06I/AAAAAAAAAEc/7ILxufyDdfw/s1600-h/Digitalizar0015.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331220989500576674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 210px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxNPnJJ06I/AAAAAAAAAEc/7ILxufyDdfw/s320/Digitalizar0015.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;No dia seguinte, tomamos um excelente desjejum e fomos ao Banco Guayaquil para trocar traveller's checks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitei para descobrir o endereço do Tribunal de Justiça do Acordo de Cartagena, mas não me lembrei de anotar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só guardei que ficava na 6 de diciembre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrimos inexistirem vôos de Quito a Popayán, com o que compramos vouchers de ônibus e pagamos o equivalente a 60 dólares, o que provocaria um incidente no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos um ônibus para o Monumento a la Mitad del Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado leste do Monumento, tiramos as fotos, o pé esquerdo no hemisfério norte, onde seria inverno, o pé direito no hemisfério sul, onde seria verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pagamos, a seguir, as entradas para o Museu Antropológico, ocupante de todo o pedestal do Monumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, são proibidas as fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diversas culturas equatorianas estavam ali representadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Cofan, da Amazônia, fisicamente, como dito, muito parecidos com os nossos índios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Tsahilas ou Colorados, cujo nome provém do fato de untarem o cabelo com uma pasta vermelha que lhes serve de proteção contra a chuva e insetos, profundos conhecedores das propriedades das ervas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Cholos, mais bem vestidos que no Peru e Bolívia, ostentando orgulhosamente seus adereços de ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Quíchuas da Amazônia, cuja comunidade se caracterizava por dar um papel preponderante ao shaman e às mulheres, responsáveis pela fabricação - inclusive ritual - dos utensílios de argila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Cañaris, dedicados ao cultivo de cereais e à tecelagem, coabitando com uma das residências preferidas de Atahuallpa, Ingapirca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Shuar ou Jivaros, famosos caçadores de cabeças, detentores da tecnologia de as reduzir, convertendo-as nas tsantsas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grupos da Província de Bolívar, com sua economia caracterizada pelo autoconsumo, tendo grande importância a fabricação de armas de fogo, jogos pirotécnicos e queijo, e ainda a extração de sal de forma rudimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os negros descendentes dos escravos dos jesuítas, que chegaram a formar comunidades semelhantes aos quilombos (Brasil) ou palenques (México).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre eles destacavam-se os de Esmeraldas, cujos antepassados fugiram de um navio que encalhou no século XVI e os do vale do Chota, mais aculturados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um parêntesis necessário: muitos dos comentadores da Constituição brasileira de 1988, ao considerarem estranho que seu artigo 216 determinasse a preservação dos sítios dos antigos quilombos, já que estes teriam sido totalmente destruídos, ficariam surpresos se viajassem pelo interior do Pará e andassem pelas proximidades do Rio Trombetas e em Pacoval, afora outras localidades espalhadas pela selva amazônica, onde se preservaram traços da cultura quilombola e, mesmo, quilombos autênticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos ao Museu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia informações sobre os caracteres geológicos e ecológicos do Equador, particularmente as Galápagos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do Complexo Turístico Mitad del Mundo havia ainda uma maqueta de Quito Colonial, que iríamos conhecer no dia 1° de janeiro de 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maqueta revelou-se muito mais que um simples cenário: representava, sim, um dia em Quito Colonial, com seus sons, seu acender e apagar de luzes, anoitecer e amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos um ônibus de volta a Quito Moderno, pois pretendíamos visitar o Museu Arqueológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, estava fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos, depois, a Av. 6 de diciembre, em busca do Tribunal de Justiça do Acordo de Cartagena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora nenhuma das pessoas com que falamos tivesse sido capaz de ubicar-nos a referida Corte, não se pode dizer que tivéssemos perdido o final da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, comêramos, cada um, duas pizzas na pizzaria El hornero - em português, "o joão de barro" - e, em função desta procura, andamos desde a Casa de la Cultura, que abrigava o Museu Arqueológico, até a Av. Colón.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obtivemos, ainda, informações sobre tours a Galápagos, caríssimos e para os quais precisaríamos dispor de, pelo menos, dez dias no Equador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos ao hostal, consultamos um catálogo telefônico: o Tribunal se situava na Roca com a 6 de diciembre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por lá passaríamos no dia seguinte, quando fôssemos visitar o Museu de Arqueologia.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-8156610104315943423?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/8156610104315943423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-6.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/8156610104315943423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/8156610104315943423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-6.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 6: Quito'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxNPnJJ06I/AAAAAAAAAEc/7ILxufyDdfw/s72-c/Digitalizar0015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-2114787069588314952</id><published>2009-03-22T18:12:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T07:26:24.354-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 5: fronteira Peru Equador</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sc6ChLSRvfI/AAAAAAAAABk/Ls9EZTri6NM/s1600-h/Tibunal+de+JustiÃ§a+do+PActo+Andino.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318331716447878642" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 207px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sc6ChLSRvfI/AAAAAAAAABk/Ls9EZTri6NM/s320/Tibunal+de+Justi%C3%A7a+do+PActo+Andino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sc6CVdtbCnI/AAAAAAAAABc/Z0W-CyhzUVI/s1600-h/Monumento+Ã +Metade+do+Mundo+em+Quito.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tumbes, onde se iniciou a conquista do império incaico por Francisco Pizarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos um lotação até o posto fronteiriço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um indivíduo, no veículo, insistia de modo extremamente irritante para trocar nossos soles por sucres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As taxas baixas e a insistência foram fatores que pesaram significativamente para recusarmos a oferta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos ao posto, outro sujeito ofereceu o câmbio a melhor taxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre-se o posto, carimbam-se passaportes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vêem-se ali foulders propagandísticos, materializando as pretensões peruanas sobre territórios sob a jurisdição equatoriana, desde o Tratado assinado no Brasil em 1942.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos conduzidos à cidade fronteiriça de Águas Verdes por uma moto de três rodas com um sofá coberto atrás e um espaço para bagagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruas empoeiradas, pedras, algo mui semelhante ao que deviam ser as cidades do Velho Oeste norte-americano sem o glamour cinematográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessamos a ponte e estávamos em Huaquillas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigimo-nos ao posto da imigração, importunados o tempo todo por cambistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carimbados os passaportes, autorizada a permanência por dez dias, dirigimo-nos a um guichê da Panamericana Internacional, onde compramos passagens para Quito às 10h30 da manhã, e seguimos a passo rápido para o respectivo terminal, não só porque o ônibus sairia de lá como para nos livrarmos dos cambistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar no ônibus, fomos todos revistados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante, o veículo que nos transportava parou em um posto do exército equatoriano, para o controle de imigração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, viríamos a saber que estes cuidados eram tomados mais com os viajantes oriundos da fronteira com o Peru, já que este país lhes votava especial antipatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Panamerican Highway costeia o Oceano Pacífico, de sorte que, por um longo trajeto, pode-se ver da janela do ônibus, o quebrar das ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o veículo entrando e parando em várias cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas dentre elas lembravam muito algumas povoações do interior de Minas Gerais e Goiás, tendo aspecto extremamente agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verde mais vivo da vegetação amazônica do Equador contrastava visivelmente com o verde mortiço da vegetação desértica peruana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fazendas de banana e os jogos de futebol eram uma constante na paisagem ao longo da estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fisicamente, os índios equatorianos eram mais parecidos com os brasileiros do que os do país que com o Brasil fazia fronteira, o Peru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via-se um grande contingente de brancos e negros, estes últimos descendentes dos escravos dos jesuítas, trazidos no século XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus tinha música, nem sempre da melhor, e vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três fitas foram passadas: um filme de pancadas do Steven Seagal, o famoso - e péssimo - The good, the bad and the ugly, de Sergio Leone, e a versão Disney para o drama dos sobreviventes dos Andes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em maio de 1998, em Punta del Este, no Uruguai, a propósito, conheceríamos a casa de um dos familiares dos que padeceram aquela tragédia – arquitetonicamente, algo que lembrava uma mistura de iglu, submarino e minaretes árabes -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ofereceram-nos também refrigerante e salgadinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a Quito às 22h40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos no terminal da Av. Colón, em Quito Moderno, mais seguro que o de Quito Colonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei adquirir algumas fichas de telefone, sem sucesso, pois ora me diziam no guichê que teria de obtê-las com o guarda da estação, ora este me dizia que o local para as obter era o guichê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila teve mais sorte: logo que foi comprá-las junto ao guarda, um gentil cidadão deu-lhas gratuitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei ao Hostal Centro del Mundo e fui atendido em inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um quarto para casal, 15 dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos um táxi até o hostal e descobrimos que, apesar de não ter banho no quarto, era seguro e tinha um ambiente muito agradável.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-2114787069588314952?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/2114787069588314952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-5.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/2114787069588314952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/2114787069588314952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-5.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 5: fronteira Peru Equador'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sc6ChLSRvfI/AAAAAAAAABk/Ls9EZTri6NM/s72-c/Tibunal+de+Justi%C3%A7a+do+PActo+Andino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-8157250582231268767</id><published>2009-03-22T18:09:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T18:54:39.712-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 4: Chimu e Mochicas as civilizações do adobe</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sc59kdDsl6I/AAAAAAAAABM/ZOVQWQxjia0/s1600-h/Huaca+El+Dragon+em+Trujillo+Peru.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318326275200030626" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sc59kdDsl6I/AAAAAAAAABM/ZOVQWQxjia0/s320/Huaca+El+Dragon+em+Trujillo+Peru.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a Trujillo, onde sentimos um forte cheiro das fábricas de atum enlatado, o que conduziu Scheila a, em solidariedade aos habitantes das proximidades destes terríveis poluentes, jurar nunca mais comer pasta de atum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos avisados de que somente deveríamos pegar táxis amarelos, pois em relação aos demais não haveria a segurança de serem táxis mesmo ou assaltantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paramos no Hotel Continental, um bom hotel, cuja diária incluía desayuno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos roupa para lavar e saímos em busca de uma agência de turismo que nos levasse a conhecer as ru�nas Chimu e Mochica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos a um posto da Polícia de Turismo onde obtivemos as necessárias informações para irmos a Chan Chan, às Huacas El Dragón e La Esmeralda (Chimu) e às Huacas El Sol e La Luna (Mochica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chan Chan era a sede do Império Chimu, que ocupou uma grande extensão da costa peruana desde o século IX d. C. até a segunda metade do século XV, quando foi incorporada ao Império Incaico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As construções de adobe lembram Pachacamac.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todo o complexo, somente o Palácio Tschudi estava aberto à visitação pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras edificações, em adiantado estado de deterioração, eram também alvo de vândalos e ladrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra-se no Palácio pelo setor religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vêem-se ali representadas as mesmas escadas que víramos anteriormente nas ruínas maias no México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As referências ao leão-marinho, ao pelicano e ao peixe não deixavam dúvidas quanto a se tratar de um povo de pescadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, de novo a referência a três animais ligados à terra, ao ar e à água, sendo o felino substituído por outro carnívoro, o leão-marinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ondas do mar eram seguidamente representadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Praça Cerimonial ou de Audiências era repartido o fruto da arrecadação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos ainda pela Sala do Pequeno Altar e pelos gabinetes dos funcionários encarregados da arrecadação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos ainda em Huachaque, um poço cerimonial que aproveitava lençol freático, coberto, quando o visitamos, de areia, com algumas plantas típicas de deserto sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte do Palácio Tschudi ainda estava em escavação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos depois um táxi até a Huaca La Esmeralda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-nos ali explicado que os motivos losangulares que havíamos visto em Chan Chan e que também ali se faziam presentes representavam redes de pesca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os animais que se achavam presentes ali eram os leões-marinhos e os macacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para explorarmos a Huaca, tínhamos que subir nos muros que a compunham, pois os seus compartimentos não tinham portas, diferente do que víramos em Chan Chan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos depois de táxi à Huaca El Dragón ou Arco Íris (foto abaixo), que tem este nome em virtude das representações em baixo-relevo de dragões, normalmente postos em parelha, como se um fosse o reflexo do outro, e do arco-íris, em regra, entre os dragões(foto detalhes início do capítulo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331218262376200850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SfxKw30COpI/AAAAAAAAAEM/_oBZxM-7MW4/s320/Digitalizar0014.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;Nos baixos-relevos havia também a representação das ondas do mar e de macacos armados com lanças, que não deixaram de me evocar Hanuman, o rei dos macacos que auxiliou Rama a derrotar as hostes de Ravana, no &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ramayana.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos então para as ruínas Mochicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos um táxi à Huaca la Luna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À sua entrada, ficamos sabendo que as ruínas El Brujo, onde foi encontrada uma riquíssima múmia mochica à qual se denominou Senhor de Sipán, não estavam, efetivamente, abertas à visitação pública, embora nelas se pudesse entrar durante o fim de semana, desde que se contactasse o arqueólogo-chefe pessoalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soprava um vento muito forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Huaca propriamente dita, construída em adobe, vimos os muros decorados com figura antropomorfizada, com dentes de felino, muito semelhante, segundo o folheto que nos fora entregue, ao decapitador alado da área de Piúra e Lambayeque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A composição geral dos relevos tem como base o traçado de losangos e triângulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeça do decapitador é circundada por ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cores que ali se fazem presentes: amarelo, vermelho, branco e preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem do interior do triângulo, muito parecido com o decapitador do losango tinha, saindo de ambos os lados do queixo, aves marinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dado interessante: a Huaca se compunha de várias camadas superpostas, sendo uma construção a cobrir outra, o que permitiu a conservação dos acabamentos das paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Huaca El Sol, também em adobe, impressiona mais propriamente pelo tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adentrá-la, à época em que ali estivemos, implicava correr um sério risco de desabamento, razão por que somente poderia ser apreciada por fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe lembrar que ambas as Huacas estavam ainda em escavação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos um lotação até o centro, após nos livrarmos de uma horda de vendedores e de um em especial que, a todo custo, queria se impingir a nós como guia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos, depois, ao hotel, pois estávamos com os sapatos sujos de areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve tentativas infrutíferas, por nossa parte, de contactar o arqueólogo-chefe da escavação de El Brujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não fomos muito bem sucedidos neste dia quanto à troca de &lt;em&gt;traveller's checks&lt;/em&gt;: o único banco que realizaria a troca, o Banco de Crédito del Peru, estava fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos depois jantar no &lt;em&gt;Restaurante Romano&lt;/em&gt;: creme de aspargos para mim, panqueca (na verdade, omelete) de bananas para Scheila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compramos passagem para Tumbes pelo Expresso Eldorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, após o &lt;em&gt;desayuno&lt;/em&gt;, saímos em busca de uma fita cassete com música andina em &lt;em&gt;zampoña&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, pensamos que este fosse o nome de um conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-nos, então, esclarecido que &lt;em&gt;zampoña&lt;/em&gt; era o nome dado à flauta de Pã e &lt;em&gt;q'ena&lt;/em&gt; era a flauta semelhante à nossa flauta-doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obtivemos a fita, não em uma loja de discos, mas em uma tenda de rua, já que somente ali se podia ouvir &lt;em&gt;&lt;strong&gt;El condor paso&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; em toda sua pureza, sem qualquer arranjo europeizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corremos, ainda, toda Trujillo atrás de sacos plásticos para envolvermos nossas malas, para os encontrarmos...no mercado que se situava em frente ao hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era igualzinha a situação à aventura da busca do Pássaro azul, de Maurice Maeterlinck, que estava ao alcance da mão o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocamos &lt;em&gt;traveller's checks&lt;/em&gt; no Banco de Crédito del Peru, pagamos a diária e deixamos as malas em depósito, pois pretendíamos visitar o Museu do Sítio de Chan Chan, que não víramos no dia anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chan Chan é a maior cidade de adobe do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade Chimu era altamente hierarquizada, com papéis bem definidos para cada um de seus integrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram pescadores, metalúrgicos, ceramistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diziam-se descendentes de um grande senhor que viera do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dominavam mais de 1000 km da costa peruana, área que antes fora habitada pelos mochicas e que, entre 1460 e 1480, foi incorporada ao império de Tupac Inca Yupanqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus barcos eram feitos de uma espécie de junco chamado totora, do qual eram feitas também as embarcações que singravam o Lago Titicaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia-os tanto coletivos, com capacidade para levar até quatro pessoas, para pescarias em alto-mar, com redes, como individuais, para serem montados - daí o nome &lt;em&gt;caballitos&lt;/em&gt; -, e que ainda hoje se fabricam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos dali um ônibus que nos levou a Huanchaco, a praia de Trujillo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar mostrava-se mais tranqüilo que em Punta Hermosa, mas ainda assim era elemento mais propício a surfistas que a banhistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos um verdadeiro city tour por fora da área cercada pela Av. España, vimos casas muito bonitas e a Universidade Nacional de Trujillo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jantamos na Pizza Nostra, pizza para Scheila, sopa de legumes para mim, ambas regadas a limonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos o ônibus para Tumbes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-8157250582231268767?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/8157250582231268767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/8157250582231268767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/8157250582231268767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-4.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 4: Chimu e Mochicas as civilizações do adobe'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sc59kdDsl6I/AAAAAAAAABM/ZOVQWQxjia0/s72-c/Huaca+El+Dragon+em+Trujillo+Peru.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-5780410433634167602</id><published>2009-03-22T18:08:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T04:26:04.111-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 3: Chavin de Huantar</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sc56njwuSyI/AAAAAAAAABE/FJUkuderqm4/s1600-h/Coluna+com+representaÃ§Ã£o+de+ave.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318323030004222754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 209px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sc56njwuSyI/AAAAAAAAABE/FJUkuderqm4/s320/Coluna+com+representa%C3%A7%C3%A3o+de+ave.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Café da manhã no Hostal: eu comi müsli e tomei chá de maçã, Scheila comeu um queijo quente e tomou uma limonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus da &lt;em&gt;Chavin Tours&lt;/em&gt; pegou-nos ali mesmo, à porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso guia, Héctor, era bom conhecedor da história da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardava, ainda, um dos traços mais característicos da religiosidade andina: a homenagem aos espíritos dos nevados, os apus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto nos dirigíamos à Lagoa Qeroqocha, um dos lugares mais belos daquelas paragens, fomos informados de que até 1930 havia ali matadores vestidos de negro - os &lt;em&gt;pistacos&lt;/em&gt; -, que degolavam os gordos para lhes extrair a gordura, com a qual se lubrificavam as máquinas das indústrias do litoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus entra num túnel sob a Cordilheira Branca, percorrendo ali 500 metros, descendo depois vertiginosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As curvas, como de hábito, me embrulharam o estômago, passei mal e, na entrada de Chavin de Huantar, vomitei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos para o almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de adentrarmos as ruínas, assistimos ao Baile de los Negritos, uma espécie de folia de reis em que os dançantes, ao som de uma fanfarra e tocando sinetas, vão mascarados como negros e convidam as mulheres a dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cultura Chavin viveu no vale por volta do ano 1200 a. C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possuía galerias, verdadeiros labirintos, onde os sacerdotes, presumidamente, meditavam ou onde se encerravam os cativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha conhecimento da arma dos índios platinos, até hoje utilizada pelos gaúchos - a boleadeira -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construía aquedutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi encontrada nenhuma ossada nas proximidades das ruínas, o que não permite ter qualquer idéia do aspecto de seus habitantes, embora, pelo teto de suas construções, seja de se presumir que não ultrapassavam 1,75 m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, há vestígios de certas noções religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na construção conhecida como Portal das Aves, a coluna da direita apresentava um simbolismo masculino, a da esquerda, feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado direito, as pedras eram negras, do lado esquerdo, eram brancas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto induz a presença da idéia de polaridade, também explorada, no Brasil do século XVIII, pelo Aleijadinho ao esculpir os Profetas de Congonhas do Campo, Minas Gerais, deixando clara a atitude pessimista dos que se postavam à esquerda e otimista dos que se postavam à direita da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram, também, grandes conhecedores de astronomia, uma vez que há um altar próximo à Praça Quadrada onde há sete buracos, cada qual refletindo a luz de uma das Plêiades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número sete também tem uma importância especial na Cultura Chavin: a Porta das Aves compõe-se de sete pedras ao todo, bem assim o muro que a ladeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um dos lados da Praça Quadrada, onde tirei uma foto ao lado dos lhamas que ali pastavam, tem 49 metros: sete ao quadrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Praça Circular tem um diâmetro de 21 metros: três vezes sete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O três também apresenta um significado particular na Cultura Chavin, porquanto três são os animais sempre representados, correspondentes aos três ambientes conhecidos: ave-ar, felino-terra, serpente-água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As construções eram ornadas por cabeças-clavas, com dentes de felino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todas caíram por ocasião de uma grande enchente, em meados deste século, permanecendo apenas uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As demais foram guardadas, por segurança, na Galeria de los Laberintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conjectura-se que a Divindade Suprema desta Cultura fosse o Deus da Ponta de Lança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-nos mostrada, ainda, uma réplica da Estela Raymondi, em que se acha representado um personagem Chavin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir das estelas, sabe-se que os integrantes desta cultura extraíam do cactus a mescalina para os mesmos fins que se utiliza hoje a coca - dado que não deixa de ser significativo, pois esta droga era de mais uso entre os índios da América do Norte -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cultura Chavin foi substituída pela Cultura Recuay, cujos integrantes eram bons ceramistas e péssimos arquitetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressando a Huaraz, passei mal de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos jantar na Pizzaria Bruno, cujo proprietário era francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia uma ótima pizza e um excelente crepe, mas eu me achava num tal estado que tive de me contentar com uma sopa de aspargos, aliás, muito boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 20h30, chovendo muito, saímos em direção a Trujillo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-5780410433634167602?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/5780410433634167602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/5780410433634167602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/5780410433634167602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-3.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 3: Chavin de Huantar'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sc56njwuSyI/AAAAAAAAABE/FJUkuderqm4/s72-c/Coluna+com+representa%C3%A7%C3%A3o+de+ave.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-808448695755122971</id><published>2009-03-22T18:05:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T04:30:54.625-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 2: Huaraz</title><content type='html'>Chegamos a Huaraz às 5h do dia 25 de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos afavelmente recebidos no Hostal Raymondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subimos para tomar um banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o café, fomos procurar uma agência de turismo que nos pudesse conduzir a Chavin de Huantar, onde se localizam as ruínas de Chavin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos informados de que o sítio estaria fechado no Natal, com o que somente no dia seguinte poderíamos visitá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As passagens de ônibus para Trujillo foram, então, marcadas para o dia 26 de dezembro, às 20 h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demos um longo passeio a pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade é muito bonita, lembrando um pouco Gramado e Oaxaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila achou-a parecida com Cuzco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora seja capital do Departamento de Ancash, é tranqüila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situa-se em um vale, entre os rios Quilcay e Santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possui uma universidade e vários hospitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sedia o Museu de Arqueologia de Ancash, que estava fechado no Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todo o comércio refrente a bares e restaurantes funcionava neste dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estarmos a mais de 3000 m acima do nível do mar, saímos à procura do &lt;em&gt;Soroche pills&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu lugar, umas enormes pastilhas de péssimo gosto e não muito eficazes denominadas &lt;em&gt;Coramina&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzamos a ponte sobre o rio Quilcay, cujas águas cristalinas surpreendiam a quantos fossem acostumados com os rios que passam em grandes cidades, que normalmente são esgotos a céu aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compramos filme para a máquina, trocamos 100 dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lemos com mais vagar o Manual e descobrimos que não precisaríamos ter passado pelos apertos por que passamos, já que havia as empresas Santa Cruz del Sur e Movil Tours, que também faziam o trajeto Lima-Huaraz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormimos à tarde, para compensar a terrível noite que passamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-808448695755122971?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/808448695755122971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/808448695755122971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/808448695755122971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-2.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 2: Huaraz'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-3217362730314479188</id><published>2009-03-22T18:02:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T05:08:51.687-07:00</updated><title type='text'>A escada e a espiral - Capítulo 1: Aéreo Brasília a Lima e Terrestre Lima a Huaraz</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgjVOJobCHI/AAAAAAAAAIM/ebebdyCJGY8/s1600-h/Digitalizar0003.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgjU_qpTL3I/AAAAAAAAAIE/M5NuqF9P1Yg/s1600-h/Museu+Rafael+Larco+Herrera.jpg.orig"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As férias de dezembro 1996-janeiro 1997 prometiam ser bem movimentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiríamos de Brasília para São Paulo e, de lá, iríamos para Lima, reiniciando a nossa peregrinação pelos domínios do Filho do Sol, passando pelas civilizações pré-incaicas, amazônicas e centro-americanas, em direção à parte do império maia exterior ao México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo, adquirimos o Footprint South American Handbook, mais rico em informações do que o Frommer's, sobretudo a respeito da área que visitaríamos: os impérios pré-incaicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vôo para Lima partiria às 23 h 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos à 1h do dia 24 de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sairmos, fomos abordados por um chofer de táxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocamos traveller's checks em uma casa de câmbio dentro do próprio aeroporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei para o Hostal Mont Blanc, onde ficáramos da outra vez em que visitamos Lima (janeiro de 1995) e para lá nos dirigimos de táxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da existência de vaga para casal, recusaram-se a atender-nos, por ser madrugada, dada a extraordinária insegurança que marca a capital peruana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O táxi, então, conduziu-nos ao Hostal Armendáriz, em Miraflores, onde tomamos um banho e dormimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Lima seria apenas o início da viagem, já que pretendíamos conhecer Chavin, teríamos de tomar o ônibus para Huaraz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chofer informou-nos da existência de um terminal rodoviário mais seguro do que o do centro, situado no elegante bairro San Isidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sabíamos que era o mesmo bairro em que se situava a Embaixada do Japão, então ocupando os jornais do mundo inteiro por estar nas mãos dos integrantes do Movimiento Revolucionário Tupac-Amaru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acordarmos, esperamos longamente o café da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verificamos que o hostal, além de um grande aquário de água salgada no refeitório, tinha uma grande quantidade de relíquias das eras incaica, mochica, Paracas e Nazca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos um táxi algo careiro para o terminal da empresa Ormeño, em San Isidro, para sermos informados de que os ônibus da empresa somente circulavam pela Panamerican Highway, o que não era exatamente o caso de Huaraz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos então um táxi que nos levou ao terminal de autobuses do centro de Lima, próximo ao Palacio de Justicia - o Forum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chofer permaneceu aguardando-nos, já que o local era perigoso demais para que demorássemos o tempo de pegar outro táxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantos batedores de carteira havia ali, que nem me preocupei em corrigir o erro que o balconista cometera ao consignar os nomes nas passagens - puseram os nomes do pai da Scheila e do meu, e nos atribuíram nacionalidade italiana -, para não os alertar da presença de um estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O táxi conduziu-nos então ao Museu Nacional de Arqueologia em Pueblo Libre, que estava fechado, e, dali, ao Museu Rafael Larco Herrera, onde se vêem peças da Era Mochica, do Povo Chimu, da Cultura Cupisnique - que, já no século I a. C., conhecia a flauta que na Antiguidade clássica se chamava siringe e no Brasil é denominada flauta de Pã -, da Cultura Nazca - cuja preocupação arte pela arte é mais evidente, ao contrário da arte predominantemente utilitária dos Mochicas e Cupisniques -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A riqueza dos motivos que representavam o dia-a-dia dos Mochicas nos trabalhos em cerâmica, metal, pedra e madeira era enorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo estilisticamente, não deixavam de lembrar tanto os gregos - a denominada faixa grega aparece a ornar o saiote de um guerreiro num vaso mochica - como os egípcios - em outro vaso, há um deus-condor muito parecido com as representações de Horus -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Museu Rafael Larco Herrera, voltamos para Miraflores pela beira-mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemos em uma pizzaria e passeamos em busca de livrarias e shoppings, olhando várias vitrinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos para o Museu do Ouro situado no subsolo da mesma edificação que abriga o Museu de Armas, no térreo, e o Museu de Vestimentas Pré-Colombianas, no andar superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, eram proibidas as fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viam-se peças de todos os povos que habitaram o Peru, desde Chavin até a civilização incaica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas do cotidiano que mais se representavam eram as de batalha, cura e sexo - nestas últimas o erotismo chega ao ponto do pornográfico, reproduzindo-se inclusive zoofilia -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os instrumentos rituais, sobressaía o Tumi, um cutelo de duas lâminas em forma de meia-lua, com a empunhadura representando a face de um guerreiro cujo chapéu seria uma das lâminas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia representações de jaguares antropomorfizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instrumentos musicais de madeira, cerâmica, metal e osso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Representações de suplícios terríveis a que se submetiam os delinqüentes, evocando, inclusive, a sensação experimentada por Marlowe ao se deparar com a entrada da cidadela de Kurtz n' &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O coração das trevas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de Joseph Conrad, que leríamos dez anos depois. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/SgjVWoG5cwI/AAAAAAAAAIU/58ElItLonGs/s1600-h/Museu+Rafael+Larco+Herrera-Suplicio.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Houve um especialmente que, pela proximidade ao exemplo de Prometeu e pelo horror singular, me chamou a atenção: o rosto do criminoso era esfolado e ele era amarrado a uma árvore ou pedra para ser comido vivo pelas aves de rapina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tomarmos um táxi do Museu do Ouro ao hostal, pedimos-lhe que ali nos fosse pegar para nos conduzir ao terminal do centro e nos acompanhar até o saguão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrimos que os preços em Lima eram mais altos do que esperávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila encontrou em uma livraria a Nueva crónica del buen gobierno, de Felipe Guaman Poma de Ayala, essencial ao trabalho de conclusão do curso de História na UnB que apresentara em julho de 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somando o preço do livro - três volumes - com a tarifa do correio, o numerário dispendido seria o mesmo se encomendado do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fomos embarcar, pretendíamos levar conosco a bagagem, mas fomos obrigados a despachá-las no bagageiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o ônibus era do tipo "pinga-pinga", acordávamos amiúde para verificarmos se não seriam pegas as nossas malas por engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe lembrar que à saída de Lima havia um fortíssimo cheiro de indústria de enlatamento de pescados, mui semelhante ao de uma fábrica de celulose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scheila me disse que fôra o pior cheiro que já sentira, talvez, ao longo de toda a sua existência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-3217362730314479188?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/3217362730314479188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/3217362730314479188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/3217362730314479188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/escada-e-espiral-capitulo-1.html' title='A escada e a espiral - Capítulo 1: Aéreo Brasília a Lima e Terrestre Lima a Huaraz'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-5551644988138424701</id><published>2009-03-22T17:54:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T17:26:58.095-07:00</updated><title type='text'>Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 15</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf-EHQpm1MI/AAAAAAAAAGU/MKms_2LVnBM/s1600-h/MirafloresLimaPeru.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332125744093385922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 310px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf-EHQpm1MI/AAAAAAAAAGU/MKms_2LVnBM/s320/MirafloresLimaPeru.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para não dizer que nossa despedida de Cuzco foi marcada apenas por acontecimentos desagradáveis, tomamos uma última refeição no &lt;em&gt;Chez Maggi&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono cumprimentou-nos, conversou conosco a respeito do atendimento, e, ao saber que Scheila era estudante de História, adentrou um compartimento e, durante alguns minutos, andou a vasculhar alguma coisa, somente erguendo a cabeça para dirigir-nos um sorriso de cumplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sair, trouxe um cálice de madeira escura, que nos entregou como presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos empregados, que detinha poderes de mando e era de origem indígena, informou-nos que se tratava de uma peça antiga, utilizada em rituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos para Lima de avião, saindo do aeroporto de Cuzco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa viagem de estudos arqueológicos terminaria nas ruínas de Pachacamac e, dali, iríamos pegar uma praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos cheios de prevenções à capital peruana, uma cidade grande e muito movimentada, fundada por Francisco Pizarro, que ali terminou os seus dias em virtude de uma conspiração dos caballeros de la capa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, foram-nos contadas algumas histórias preocupantes sobre os assaltos no centro de Lima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligamos para os hostales listados no &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Frommer's&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, optando nós pelo Hostal Mont Blanc, uma casa grande, situada em local seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximo ao hostal, situava-se o Restaurante El Acuarium, onde travei conhecimento com o ceviche, um prato feito à base de frutos do mar crus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maitre fôra muito bem tratado no Brasil quando o avião em que voltava de um evento ocorrido no Velho Mundo teve de lá pousar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em função disto, tratou com uma deferência especial o casal de brasileiros, oferecendo-lhes todas as vezes em que ali iam comer chicha morada, um refresco de milho na quantidade que agüentassem, ao preço de um copo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informou-nos a respeito de como tomar em segurança o ônibus para Pachacamac, onde se situava o oráculo consultado pelo Inca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos uma visita à Universidade de Lima, onde fiquei sabendo quem eram, no Peru, os nomes do Direito Econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Universidad Nacional Mayor de San Marcos, travei conhecimento com o Prof. Alberto Stewart Balbuena, que me deu o endereço e o telefone do Prof. Aníbal Sierralta Ríos, cuja obra é plena de informações sobre o pensamento latino-americano à volta do Direito Econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pachacamac (pronuncia-se Patchacámac), a curta distância ao sul de Lima, não era uma cidade incaica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus construtores foram integrantes de uma civilização marítima que foi submetida pelo Filho do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela civilização do adobe, que construíra sua cidade às margens do Pacífico, fora forçada a adorar o Sol pelos seus conquistadores: seu deus originário era o mar, que lhes provia os alimentos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf-Fk1OgZoI/AAAAAAAAAGc/tNf6M0i0Duo/s1600-h/Pachacamac.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332127351639664258" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf-Fk1OgZoI/AAAAAAAAAGc/tNf6M0i0Duo/s320/Pachacamac.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O oráculo que nela se situava - e que recebera o nome de rimac, que por corruptela passou a chamar-se Lima -, nos últimos tempos do Tahuantisuyo (ou Tahuantinsuyo? Já vi as duas grafias serem adotadas), especializou-se em dar a resposta conforme o gosto do consulente, o que foi fatal tanto para Huascar como para Atahuallpa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, ao senhor de Cuzco fora prognosticada a vitória sobre o príncipe de Quito e a este último a vitória sobre Pizarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos a Punta Hermosa, a mais badalada das praias peruanas próximas a Lima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como nas praias do Atlântico brasileiro, ali se viam também os farofeiros, ou, conforme a denominação local, pasteleros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A areia era pedregosa, o que tornava um imperativo palmilhá-la com o pé calçado em chinelo, diferentemente do que ocorre nas praias brasileiras, onde geralmente a areia é branca e fina, de modo que os pés nus nada sofrem ao pisá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ondas que rebentavam fortes na praia, que era mais apropriada para surfistas, foram suficientes para chegarmos à conclusão de que o nome dado ao Oceano Pacífico deveria ser decorrente de alguma ironia por parte dos integrantes da expedição de Fernão de Magalhães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hotéis estavam lotados, o que nos levou a, após horas e horas de caminhada, hospedarmo-nos em uma casa de família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notamos que a única água doce existente em Punta Hermosa era a que se bebia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água encanada era salgada, não havendo nenhum manancial de água doce nas redondezas, talvez por se situar a cidade em um prolongamento do deserto de Atacama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nós, acostumados a olhar para o Oceano do lado do nascente, não deixava de ser um espetáculo interessante o pôr do sol sobre o mar, motivo sobre o qual Scheila pintou um belo quadro.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332129549149098066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf-HkvllUFI/AAAAAAAAAGk/dPiyG7FcsM4/s320/Prodosolpuntahermosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Retornamos, após uma semana na praia, a Lima, pois partiríamos no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormimos no Hostal Mont Blanc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ocasião da saída, paga a conta, descobrimos que o país estava em guerra com o Equador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho do dono do Hostal informa que todos os anos estourava um conflito, algo como um Fla x Flu ou Coríntians x Palmeiras ou Gre-Nal ou Atlético x Cruzeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avião do Lloyd Aéreo Boliviano dirigir-se-ia a Santa Cruz de la Sierra, onde passaríamos a noite, para, no dia seguinte, pegarmos o avião para Belo Horizonte, de onde pegaríamos o ônibus para Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se frustrara o meu desejo algo infantil de cavalgar um lhama - e eu só viria a aprender, muitos anos mais tarde, no noroeste da Argentina, que tal desejo não teria condições de se realizar, em virtude de o peso de um ser humano adulto ultrapassar a carga máxima por tais animais suportada -, Scheila comprou-me um abridor de garrafas com a forma de um destes camelos americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;em&gt;Hotel Cortez&lt;/em&gt;, que nos fora destinado pelo Lloyd, conhecemos um casal de moradores em Belo Horizonte, que nos falou a respeito do Museu do Ouro, em Lima, que deixáramos de visitar e que veríamos na nossa segunda visita ao Peru, na véspera do Natal de 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contaram-nos, outrossim, uma experiência curiosa que fizeram a respeito da quantidade de gás dos refrigerantes naquela região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixaram destapada por um longo tempo uma garrafa e, ao de seu conteúdo se servirem, verificaram que continuava extremamente borbulhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois anos depois, voltaríamos aos domínios do Filho do Sol e iríamos seguindo em direção ao Norte, a fim de verificarmos a existência ou não de elos entre as civilizações que viveram na América espanhola.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-5551644988138424701?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/5551644988138424701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo_1339.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/5551644988138424701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/5551644988138424701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo_1339.html' title='Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 15'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf-EHQpm1MI/AAAAAAAAAGU/MKms_2LVnBM/s72-c/MirafloresLimaPeru.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-5781507553468347500</id><published>2009-03-22T17:51:00.001-07:00</published><updated>2009-05-04T17:05:40.511-07:00</updated><title type='text'>Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 14</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf-CKkN0NyI/AAAAAAAAAGE/O8eIqgFq5u4/s1600-h/macchupicchu3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf98_wCz2iI/AAAAAAAAAF0/KIIRrRY9baM/s1600-h/macchupicchurelogiodesol.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf97gCYpGtI/AAAAAAAAAFs/hFsEZjSAafY/s1600-h/macchupichu1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332116274156214994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf97gCYpGtI/AAAAAAAAAFs/hFsEZjSAafY/s320/macchupichu1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acordamos bem cedo e tomamos nosso café da manhã. O trem sairia às 6 e meia, ligando Cuzco a Vilcabamba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguíramos passagem de primeira classe - o que, no Peru, não significa necessariamente viagem sentado - e teríamos de descer em Águas Calientes para pegarmos o ônibus até a cidade perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos - arrepender-nos-íamos amargamente depois - pago adiantado o quarto e ficou em depósito nossa bagagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levamos apenas uma muda de roupa, petrechos de higiene pessoal e roupa de banho, já que em Águas Calientes se situa um balneário que, aos tempos incaicos, era o banho do Filho do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentados embora, nós, os estrangeiros, víamos os peruanos sentados no chão ou viajando em pé, levando comida para vender em Ollantaytambo, Macchu Picchu e no final da linha, Quillabamba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher tentou ingressar com a volumosa bagagem no vagão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um funcionário da ferrovia, malgrado tivesse ela pago a passagem, tentou arrancar-lha das mãos, ao argumento de que excessiva para ser transportada (de fato eram sacos enormes, que chegavam mesmo a atravancar a circulação nos corredores).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve nenhuma cena de heroísmo, que, além de desnecessário, pois parece que os peruanos estavam resolvendo bem o problema ao modo deles, seria, até, prejudicial, por prolongar um incidente profundamente desagradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Águas Calientes tomávamos um ônibus para subir até a entrada da Cidade Perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando aos portais, antes de entrarmos, almoçamos no restaurante do hotel que se situava ali ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reuniu-se o grupo, logo após o almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessamos os portais e nos deparamos com um promontório de onde tínhamos uma visão panorâmica das ruínas, tendo como fundo o Monte Huayna Picchu e ao lado o vale do Uilcanota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chovia ao mesmo tempo em que fazia um calor insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiramos a foto clássica, com o Huayna Picchu perpassado por nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos algum tempo admirando a visão de Macchu Picchu, que era inacreditável de tão bela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos para visitar as construções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como em Pisaq, havia um observatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamavam a atenção também o relógio de sol, as praças, as pedras esculpidas, o verde da floresta amazônica onde se edificou aquela cidadela. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf992HZwdOI/AAAAAAAAAF8/na1SnkxKw9w/s1600-h/macchupicchurelogiodesol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332118852483445986" style="WIDTH: 321px; CURSOR: hand; HEIGHT: 201px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf992HZwdOI/AAAAAAAAAF8/na1SnkxKw9w/s320/macchupicchurelogiodesol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf98_wCz2iI/AAAAAAAAAF0/KIIRrRY9baM/s1600-h/macchupicchurelogiodesol.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf98_wCz2iI/AAAAAAAAAF0/KIIRrRY9baM/s1600-h/macchupicchurelogiodesol.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Relógio de Sol - Macchu Picchu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressionante câmara de torturas convertia-se num brinquedo de turistas despreocupados que enfiavam os braços pelos vãos existentes nas pequenas colunas de pedra que ladeavam o assento em que se colocavam os prisioneiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vertiginosas escadarias que davam a impressão de terminarem num abismo verdejante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, lá estávamos, naquela cidade perdida até 1911, quando Bingham a encontrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta tinta desde então não correu à volta de conjecturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que material seriam feitos os telhados daquelas edificações, cujas paredes resistem à ação do tempo e aos constantes abalos sísmicos, apesar da ausência aparente de argamassa ou qualquer outro adesivo, coisa que constatáramos já nas outras ruínas que víramos e que lograríamos novamente ver nas ruínas missioneiras no Rio Grande do Sul?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estaríamos numa cidadela militar ou num centro religioso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a civilização incaica, oficialmente ágrafa, teria podido projetar aquela obra-prima de urbanismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais as razões para se abandonar um sítio tão seguro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf-CWbdflJI/AAAAAAAAAGM/pZ1eJ1Ar-kY/s1600-h/Digitalizar0002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332123805670151314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf-CWbdflJI/AAAAAAAAAGM/pZ1eJ1Ar-kY/s320/Digitalizar0002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Levantam-se, hoje, inclusive dúvidas sobre ser Macchu Picchu uma cidade incaica ou anterior à chegada e ascenção da civilização incaica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que tinha de haver alguns incidentes, como a troca de filme da máquina, em que improvisamos com o meu pala uma proteção contra a luz solar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu fabuloso medo de altura fazia-me descer as escadarias a passo lento, e encostado à parede, se a houvesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer sorte, a não ser pela inexistência de luz elétrica, Macchu Picchu vale bem uma cidade atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reencontramos os que estavam no barco de Bernardo conosco no Lago Titicaca, à exceção do casal de gaúchos, que fizeram a pé a trilha inca durante três dias de Cuzco a Macchu Picchu, e tiramos uma foto, todos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pedras com representações de animais, especialmente a ave e o felino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurávamos a casa das três janelas na qual se dizia ter nascido Wiraqocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, elaborando seu trabalho de conclusão do curso de História, Scheila descobriu não ser pacífico que o deus tivesse nascido em Macchu Picchu, havendo uma versão bastante aceita de que a casa das três janelas se situaria em Pacaritanpu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao terminarmos a visita, resolvemos pernoitar em Águas Calientes, pois um dos brasileiros que conhecêramos na viagem partira de Brasília especialmente para tomar banho nas termas que deram o nome ao vilarejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos, antes de nos dirigirmos ao balneário do Filho do Sol - que se situava no topo da ladeira -, em busca de pousada, o que se tornara uma dificuldade, pois com toda a falta de infra-estrutura, os poucos hotéis e hostales estavam lotados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achamos uma pousada que não tinha banheiro dentro do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando ali nossos apetrechos, levando apenas as roupas de banho, dirigimo-nos ao balneário, onde esperávamos os efeitos reconfortantes das águas aquecidas pelo magma do subsolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que terrível degradação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que decadência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os banhos do Inca, o Filho do Sol, convertidos em mictório público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali saímos, entristecidos com mais esta falta de cuidado com a memória, tão típica do nosso Terceiro Mundo e que constitui um dos principais fatores para que continuemos a nos depreciar em face dos colonizadores europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, por isto que mereceu todos os elogios a postura do Presidente do Uruguai ao negar ao Presidente argentino o pedido de destombamento do prédio da Embaixada da Argentina, uma vez que a preservação de tal edificação,dada a sua importância histórica, sobrelevava ao interesse ocasional de se lhe proceder à demolição para instalar escritórios do MERCOSUL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos na pousada um banho de chuveiro e saímos para comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrimos uma filial do Chez Maggi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali havia duas belas e barulhentas araras de estimação que lutavam: um canindé e uma araraúna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, pago o pernoite, fomos até a estação de trem, que ficava algo longe da pousada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta para Cuzco, os peruanos foram à forra: os estrangeiros viajavam em pé no vagão de primeira classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tratamento no Hostal em Cuzco já não era o mesmo que nos fora dispensado antes de viajarmos a Macchu Picchu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto com banho privado que nos fora destinado tinha um chuveiro cuja água não esquentava, o que era de desencorajar um esquimó ao banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como paliativo, tomamos banho em um quarto vazio destinado a excursões, o que, entretanto, não deixou de nos chatear, pois pagáramos por um banheiro dentro do quarto que não estávamos utilizando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estávamos a tomar café da manhã, quiseram cobrar-nos a conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, pedíramos, como de hábito, ao pagá-la adiantado, o recibo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-5781507553468347500?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/5781507553468347500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo_456.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/5781507553468347500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/5781507553468347500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo_456.html' title='Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 14'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf97gCYpGtI/AAAAAAAAAFs/hFsEZjSAafY/s72-c/macchupichu1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-2961435371472619014</id><published>2009-03-22T17:47:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T17:48:31.501-07:00</updated><title type='text'>Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 13</title><content type='html'>Pela COOPSETUR visitamos o Vale Sagrado, iniciando por Pisaq, encravada no Vilcanota, onde se localiza um observatório astronômico denominado Inty-Huatana, ao redor do qual se postavam os palácios dos nobres, sacerdotes e astrólogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Dois caminhos pela montanha a ela conduziam, ambos estradas estreitas com degraus que, de um lado, tinham a montanha onde escavados, do outro, o abismo. Escadas de pedra e corredores estabeleciam a ligação entre as casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                O guia que nos coube, partidário dos vencidos por Pizarro a ponto de pôr em dúvida a existência dos sacrifícios humanos por eles praticados, falou, ainda, na existência de postos de onde os súditos do Inca se comunicavam com outros pontos do Império, hipótese também aventada pelo castelófilo Siegfried Huber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                É curioso que raramente os que se debruçam sobre a história dos correios como serviço público façam referência a este significativo precedente na América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Preferem falar, normalmente, nos grandes impérios mesopotâmicos ou na iniciativa do Rei Luís XI, ao final da Idade Média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Seguimos dali para o vilarejo de Pisaq, famoso por seu mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Embora ali houvesse coisas interessantes - chamou-me especialmente a atenção um jogo de xadrez em que se opunham os exércitos do Inca e do Rei de Espanha, lhamas contra cavalos, sacerdotes contra bispos -, nada ali adquirimos, não só em virtude do aumento do peso da bagagem como pelo preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Exemplificando: não se adquiria em Pisaq uma malha de lã de boa qualidade por menos de 30 soles, ao passo que em Chinchero pudemos adquirir quatro excelentes malhas a 20 soles cada uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Ao retornarmos ao ônibus, uma chilena integrante da excursão perdeu-se pelo mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                O guia, preocupado, desceu do veículo que ficou parado por mais de uma hora até a chegada da retardatária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Resolvido este problema, o ônibus deixou Pisaq em direção ao povoado de Urubamba para almoçarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                De Urubamba dirigimo-nos a Ollantaytambo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Terraços imponentes onde os súditos do Inca faziam experimentos quanto às técnicas da agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Um templo, provavelmente dedicado ao Sol, inacabado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Antigos armazéns de sementes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedras com figuras esculpidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Uma pedra provavelmente destinada à construção do templo repousando sobre um plano inclinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Os banhos do Inca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                O sistema de irrigação desde as alturas do monte até a base da cidade - um aqueduto feito pelos próprios súditos do Filho do Sol -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                E, oficialmente, eles não conheciam a roda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Sim, ali é que o irmão menor de Huascar e Atahuallpa, Manco Inca, comandava a resistência ao domínio espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Ali é que Manco e Almagro entabularam as infrutíferas negociações para uma aliança contra Pizarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Ruínas, como Pisaq, como Saqsayhuaman, encravadas na montanha, colocadas no alto, em busca da proximidade ao Deus Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Foi um contraste interessante entre o glorioso monumento que deixávamos e o tão espanhol, colonial, povoado de Chinchero, onde se encerrou a nossa peregrinação pelo Vale Sagrado, e em cujo mercado compramos as aludidas malhas de alpaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                À noite, fomos experimentar a tal pizza tão elogiada pelos nossos compatriotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Carregaram barbaramente no alho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Chez Maggi continuou, ao nosso sentir, a melhor pizzaria de Cuzco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-2961435371472619014?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/2961435371472619014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo_894.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/2961435371472619014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/2961435371472619014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo_894.html' title='Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 13'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-2946981460659907248</id><published>2009-03-22T17:45:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T17:46:59.616-07:00</updated><title type='text'>Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 12</title><content type='html'>No dia seguinte, dirigimo-nos à COOPSETUR para regatearmos o preço das excursões ao Vale Sagrado e a Macchu Picchu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Logrado nosso intento, fomos ao Banco trocar traveller's checks - o Banco abria aos sábados em Cuzco - e descobrimos que ele somente abriria às quatro e meia da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Aproveitamos então para seguir em direção à Av. de la Cultura , que nos levaria à Universidad San Antonio Abad de Cuzco, que estava fechada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Dali, seguimos para o Museu Arqueológico, que descobrimos somente abrir durante a semana, exclusive sábado e domingo, a partir das três e meia da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Às quinze para as sete, fomos ao Teatro Inti Raymi, onde se realizaria o espetáculo de danças e adquiriríamos a fita de videocassete com as cenas das ruínas e das danças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Cada apresentação era precedida de uma projeção de slides sobre o palco e uma explicação sobre a origem do bailado em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                O espetáculo visual era muito bonito e também o seria o auditivo, cantassem as bailarinas tão bem - pelo menos para o nosso europeizado ouvido - quanto dançavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Os argentinos que reencontráramos em Tambomachay também estavam presenciando o espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Convidamo-los para uma pizza no Chez Maggi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Após o jantar, encontramos dois dos brasileiros que estavam conosco no barco de Bernardo e que se hospedaram no mesmo hostal que nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Fizeram elogios a uma pizza à lenha feita nas proximidades do Teatro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-2946981460659907248?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/2946981460659907248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo_8858.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/2946981460659907248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/2946981460659907248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo_8858.html' title='Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 12'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-3130203604818862000</id><published>2009-03-22T17:40:00.000-07:00</published><updated>2009-03-24T17:37:51.157-07:00</updated><title type='text'>Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 11</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Scl8uz4PYHI/AAAAAAAAAA0/YOrTNw9P8N0/s1600-h/P1010008.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316917978729504882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Scl8uz4PYHI/AAAAAAAAAA0/YOrTNw9P8N0/s320/P1010008.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trocamos alguns traveller's checks no Banco de Crédito e tomamos algumas informações na Agência Estatal de Turismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compramos um ticket que nos franqueava, por dez dias, acesso aos pontos turísticos, tirante Macchu Picchu, a US$ 10, cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fôssemos estudantes portadores da carteira internacional, o preço se reduziria pela metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, descobrimos a melhor pizzaria de Cuzco, o Chez Maggi, onde se pode comer uma refeição composta de uma sopa, uma pizza a lenha e salada de frutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigimo-nos depois à Agência de Turismo PISAQ, onde pegaríamos, às duas da tarde, o ônibus para um city tour.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciamo-lo pelo Coriqancha, um antigo Templo incaico sobre o qual se erigiu o Convento de São Domingos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As paredes deste Templo, antes revestidas de ouro, foram raspadas para o pagamento do resgate do Inca, aprisionado por Francisco Pizarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um terremoto que abalou as paredes da construção espanhola, revelando a resistência das paredes dos índios, que foram capazes de desenvolver uma tecnologia ignorada pelos escolhidos de Deus para usufruírem do mundo como queriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali fomos à Catedral de Cuzco, onde não se pode filmar ou tirar fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricamente adornada em ouro, com um imenso altar, principiamos a visita pela parte mais conhecida como Igreja do Triunfo, em referência ao sucesso das armas espanholas contra os aborígenes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Catedral propriamente dita, destacam-se os quadros com motivos cristãos, a que se incorporam elementos da fauna e flora locais, a demonstrar que não houve a completa absorção da cultura européia pela população local, as esculturas em ouro, o côro adornado com imagens de vários mártires da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta observação é perfeitamente válida também em relação às Cidades Históricas de Minas Gerais, que eu visitara na Semana Santa do ano anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, exibia esculturas do Aleijadinho e pinturas do Mestre Ataíde que, apesar de parecerem distorções, aberrações sob o ponto de vista da estética européia, traduziam a absorção do dado trazido pelo colonizador e a sua submissão às particularidades da Colônia tão difícil de administrar, especialmente na Capitania das Minas Gerais do século XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cristo dos Passos de Congonhas, embora louro e de olhos azuis, bem europeu, bem ariano, tinha todos os dedos da mão do mesmo tamanho, a indicar a igualdade de todos os homens perante Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cores das armas portuguesas nos uniformes dos carrascos, um anão no qual o meu querido Professor e amigo Washington Peluso Albino de Souza identificou a personificação da mesquinharia, tudo isto mostrando que nem na América espanhola, nem na América portuguesa a população conseguiu ser reduzida – embora muitos assim o desejem – à categoria de europeus de segunda linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltemos a Cuzco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu então o ônibus ao Cristo Branco, doado pela comunidade árabe-palestina da cidade, postado no alto de um monte onde se tinha uma vista panorâmica desta e que, visto da "fortaleza" de Saqsaywaman, tem a forma de uma pirâmide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, vendedores circundavam a imagem, cholas (pronuncia-se com "ô" fechado) traziam lhamas pela correia, pedindo que se lhes tirasse uma foto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos então para Saqsaywaman, uma das residências do Sol encarnado no Inca que aparece nas crônicas como fortaleza em virtude de ali ter sido travada uma das primeiras batalhas contra os espanhóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo concentrou-se em uma praça entre a portentosa edificação e a pirâmide em cujo cume se achavam o Cristo Branco e uma cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela mesma praça, onde se realizava a festa máxima do Peru, o Inti Raymi ou Festa do Sol, pastava um trio de lhamas - animais que, ao contrário do que supõem os que assistiram a &lt;em&gt;Alô, Amigos&lt;/em&gt;, de Disney, não podem ser cavalgados, por não suportarem sobre seus dorsos um peso superior a 35 quilos -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali fomos ao Q'Enqo, templo labiríntico em forma de zigue-zague onde se realizavam sacrifícios em várias dependências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, visitamos o Puka-Pukara, fortaleza onde se fazia o controle dos que se dirigiam a Cuzco, no século XX cercada por vendedores ambulantes e por pastores de lhamas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminou o nosso city tour em Tambomachay, edificação onde se localizava a única fonte inca com todas as suas características intactas, sem qualquer aperfeiçoamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reencontramos ali os argentinos que acamparam na Ilha do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles nos informaram da possibilidade de se obter a redução do preço da excursão para Macchu Picchu pela COOPSETUR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, durante o jantar no Chez Maggi, ficamos sabendo da existência de um espetáculo de danças típicas em que se podia, ainda, adquirir uma fita de vídeo que continha cenas das ruínas de Cuzco e mostrava as danças das festas principais da região.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-3130203604818862000?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/3130203604818862000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo_22.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/3130203604818862000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/3130203604818862000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo_22.html' title='Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 11'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' 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foi o tempo que se levou para voltar ao ponto onde tinham sido deixadas as bagagens e transportá-las à hospedagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Qual não foi a nossa surpresa ao verificarmos que os quartos que conseguíramos tinham sido passados a alguns turistas norte-americanos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Para "remediar" a situação, colocaram-se dois casais num mesmo quarto, sem roupa de cama, com alguns cobertores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                No dia seguinte, o outro casal retirou-se do Hostal Qosqo em busca de hospedagem mais barata, tendo combinado conosco encontrar-nos à noite para sairmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Vagou mais um quarto e para ele nos transferimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Rechaçamos uma representante de agência de viagens que, a cada tentativa que fazíamos para conseguirmos um quarto, procurava subtrair-no-lo para seus clientes, o que já conseguira na noite anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Fomos dar uma volta por Cuzco após o café da manhã e descobrimos, próximo à Plaza de Armas, o Hostal Colonial Palace, reconstituição do antigo Convento de Santa Tereza, construído no século XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Transferimo-nos para lá com armas e bagagem, pelo melhor tratamento e por aceitarem pagamento em traveller's checks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Aprendemos, assim, que vindo a Cuzco por Puno, o melhor que se faz é tomar o ônibus noturno e chegar pela manhã, quando os viajantes se dirigem a Macchu Picchu e, portanto, há mais vagas nos hotéis e hostales.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-7766179406323488061?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/7766179406323488061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/7766179406323488061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/7766179406323488061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo.html' title='Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 10'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-7494888162653780981</id><published>2009-03-22T17:34:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T17:44:58.616-07:00</updated><title type='text'>Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 9</title><content type='html'>Tomamos o trem de Puno a Cuzco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éramos oito brasileiros sentados próximos uns aos outros, vigiando as respectivas bagagens, em um vagão guardado por policiais fardados e à paisana, todos portando metralhadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo para este aparato era, segundo explicavam, que o alvo predileto do Sendero Luminoso seriam os turistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram servidos café da manhã e almoço, e até bem servidos, tirante o arroz, meio cru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos três horas parados em Juliaca para, ao que nos disseram, se desengatarem os vagões que seguiriam para Arequipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apareceram vendedores ambulantes e um grupo que tocava música andina e música internacional arranjada para os instrumentos regionais que portavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns jogavam cartas, outros atualizavam os respectivos diários de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos ao meio dia de Juliaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaríamos a Cuzco às dez horas da noite, aproximadamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-7494888162653780981?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/7494888162653780981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-8.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/7494888162653780981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/7494888162653780981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-8.html' title='Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 9'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-1108486691130498241</id><published>2009-03-22T17:30:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T17:33:57.521-07:00</updated><title type='text'>Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 8</title><content type='html'>Ao chegarmos a Puno, dirigimo-nos sem delongas ao Hotel Tumi, recomendado pelo Leandro, onde deixamos a bagagem e fomos comprar a passagem de trem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-comment-reference: a_1"&gt;&lt;/a&gt;Não deixou de me impressionar desfavoravelmente a presença da humilhante instituição dos coolies que conduziam sem nenhuma proteção contra a chuva e o sol e com a força dos músculos de suas pernas passageiros confortavelmente sentados em assentos estofados nos seus triciclos cobertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De logo, exigiram-nos pagamento antecipado, o que nos levou a pedir o recibo incontinenti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos quinze minutos na estação de trem em uma fila que descobrimos que era a da segunda classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos ali abordados por um indivíduo que lançou uma conversa estranha sobre uso de drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não lhe demos atenção, dirigiu-se a outra vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, fomos comprar os tickets de primeira classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após, dirigindo-nos a nosso hotel, encontramos os nossos companheiros de perigo no Lago Titicaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As argentinas dirigiram-se ao Hotel Arequipa, os seis brasileiros pararam no Tumi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatamos o incidente ocorrido na estação ferroviária, e ficamos conhecendo outro casal de brasileiros residentes em Brasília que tinham acabado de sofrer um furto de bagagem, que só não se concretizara porque o homem saíra em perseguição ao ladrão, o que determinou a decisão de todos comprarem passagem na primeira classe, de sorte que pudéssemos evitar não só que nos furtassem as mochilas como que fizessem acréscimos indesejáveis à nossa bagagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos à noite jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrimos uma boa pizzaria e depois voltamos ao Hotel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-1108486691130498241?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/1108486691130498241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/ao-chegarmos-puno-dirigimo-nos-sem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/1108486691130498241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/1108486691130498241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/ao-chegarmos-puno-dirigimo-nos-sem.html' title='Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 8'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-4187826815173436815</id><published>2009-03-22T17:23:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T17:29:39.696-07:00</updated><title type='text'>Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 7</title><content type='html'>Fomos tomar o café da manhã no &lt;em&gt;6 de Agosto&lt;/em&gt;. Deixamos prontas as mochilas e acertamos as contas no Hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Em seguida, trocamos mais um traveller check no Banco BIDESA e almoçamos no 6 de Agosto, na esperança de encontrarmos nossos compatriotas para nos dirigirmos a Puno no mesmo ônibus. Ali mesmo soubemos: partiriam eles no ônibus das duas da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Na fronteira da Bolívia com o Peru, vimos que os guardas  da fronteira tinham orientação bem diferente da que recebêramos na Embaixada da República da Bolívia no Brasil: entenderam que, pela ausência do carimbo de entrada no passaporte, estávamos ilegalmente em seu país. Um deles, por sinal, como se estivéssemos em uma história de ficção barata, era chamado "Pancho" pelo seu companheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Scheila perdeu as estribeiras, deixando bem claro, misturando português, espanhol e italiano, que viéramos de avião, mostrando nossas passagens para provar a veracidade da assertiva, e não havia no Aeroporto de Cochabamba, tão rico em seres unusuais em qualquer aeroporto brasileiro, um único representante do controle de imigração e até então ninguém, nem mesmo a Marinha de Guerra, que a eles tivera acesso em Tequina, acusara qualquer irregularidade nos nossos passaportes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Assim, só nos puderam extorquir a soma de dez "bolivianos" por dia, perfazendo um total de cinqüenta, o equivalentea quase 10 dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Por algum tempo, alimentamos um certo interesse em acionar a República da Bolívia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Afinal, somos obrigados a conhecer o direito do nosso país, não o do país vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                A Embaixada tem o dever de prestar todas as informações necessárias a quem vá fazer turismo para evitar infringências à legislação local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Entretanto, deixamos tal idéia de lado, considerando o custo e a demora dos processos, de um modo geral, ainda mais envolvendo uma questão complexa como esta, em que teríamos de constituir advogado na Bolívia, por conta de não se submeter esta à jurisdição brasileira, pelo princípio da imunidade jurisdicional recíproca entre os Países soberanos (os internacionalistas diriam, do alto de sua cátedra, &lt;em&gt;par in parem non habet iudicio&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Em seguida, em Yunguyo, Peru, trocamos mais um traveller check e os nossos "bolivianos" por "soles".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-4187826815173436815?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/4187826815173436815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-7.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/4187826815173436815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/4187826815173436815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-7.html' title='Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 7'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-7203308967079555381</id><published>2009-03-22T17:17:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T17:21:44.752-07:00</updated><title type='text'>Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 6</title><content type='html'>Ao tentarmos sair do nosso quarto, por alguma estranha razão a chave não rodava na fechadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Tivemos de pular a janela e reportar o fato à recepção do Hotel, onde deixamos a roupa para lavar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Fomos tomar o café da manhã no 6 de Agosto, após o que embarcamos na lancha Dínamo VI, pilotada por um valente aymará chamado Bernardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                O barco seguia em meio a ondas, chuvas e ventos fortes. Bernardo contava-nos fatos que nos esclareciam um pouco mais a respeito da vida na Bolívia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Aprendemos que os indígenas eram obrigados a participar de todos os festejos da Igreja, pena de não terem seus casamentos reconhecidos, seus filhos batizados e não arranjarem trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Este é obrigatório para os índios, pois a finalidade dos seus ganhos é o pagamento de um imposto que é descendente direto da encomienda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Chegamos primeiro na Ilha da Lua, que subimos até o topo, tendo em vista que o Templo onde se realizavam as cerimônias de que participavam Manco Capac, Mama Oclo (pronuncia-se Oh'lo) e as 25 virgens denominadas yustas ficava do lado oposto ao do atracadouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Para ali ingressarmos, tivemos de desembolsar 5 "bolivianos" cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Deste Templo restaram apenas três paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Um espaço imenso onde deveria ser um santuário estava sendo freqüentado pelas ovelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Havia, ainda, uma passagem subterrânea, cuja entrada agora estava obstruída por pedras, ligando a Ilha em que estávamos à Ilha do Sol, em cuja parte norte se localizava a residência de verão do Inca e em cuja parte sul se localizavam a fonte sagrada da Eterna Juventude e o Templo do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Na parte norte da Ilha do Sol, de logo, extraíram-nos cinco "bolivianos" para entrarmos no Museu e seguirmos em direção à residência de verão do Inca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Ainda foi-nos fornecido um guia que não deveria ter mais de onze anos de idade, que extraiu de cada um de nós 50 centavos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                A trilha seguida mostrava-se mais fácil de palmilhar do que a da Ilha da Lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Entretanto, o ar rarefeito provocava um cansaço extraordinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Cruzávamos uma praia e depois subíamos uma trilha em que a presença de degraus facilitava extraordinariamente o trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Agora, brilhava forte o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Burricos, carneiros e aves aquáticas compunham a fauna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                A primeira construção com que nos deparamos era uma escola bem moderna, cujo portal, contudo, indubitavelmente, era pré-colombiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                A trilha, com seus aclives e declives, seus sulcos cavados pela chuva e pelo vento, seus degraus cavados pelo homem finalmente foi desembocar na residência de verão do Inca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Scheila observou que seria mais provável tratar-se de uma reconstituição do que de ruínas autênticas, pois havia pedras soltas que não resistiriam às tormentas que se desencadeavam ao final da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Encontramos nas ruínas um casal de gaúchos que se dirigiu ao nosso barco, para voltar a Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Atracada a lancha no lado sul, saltamos incontinenti, os cinco argentinos e quatro brasileiros, deixando os gaúchos e o bom Bernardo no barco, sem que ele nos pudesse avisar de que a importância daquela imponente escadaria residia apenas em ser a via de acesso à fonte sagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Ultrapassada esta, prosseguimos, os quatro brasileiros à frente, os cinco argentinos atrás, em direção ao topo, crentes de que lá estaria o Templo do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Uma hora de frustrante caminhada até o topo da ilha e nada do tal Templo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                A edificação com que deparamos ali abrigava o Museu Bio-Ecológico do Lago Titicaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Ao regressarmos, despedimo-nos de três dos argentinos, que acamparam na Ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Éramos agora na lancha oito passageiros: seis brasileiros e duas argentinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardo ainda costeou a Ilha para que pudéssemos fotografar o Templo do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Começava a fechar-se o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Atracamos em uma enseada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Alguns de nós não viam problema em passarmos a noite ali, mas havia outros, intranqüilos, que ansiavam por chegar a Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Desafiando a fúria do deus do Lago, que enviava açoites de chuva e vento àquela casca de noz que singrava aquelas águas geladas, nosso valente piloto prosseguia em direção à cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Cada passageiro rezava a seu modo, procurava tranqüilizar os mais apavorados, lutava contra o mareio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Apesar da tempestade, não houve black out, o que permitia visualizar pela proa as luzes da cidade e, pois, mantinha um ponto de referência para o nosso piloto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                O bravo Bernardo conseguiu localizar a cidade, atracar e voltar para os seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Retornando ao nosso Hotel, conseguimos tomar um banho quente e pegamos a roupa lavada, paga à parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Reservamos, ainda, passagens para Puno, no Peru, à uma e meia da tarde do dia seguinte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-7203308967079555381?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/7203308967079555381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-6.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/7203308967079555381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/7203308967079555381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-6.html' title='Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 6'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-3612354555018033176</id><published>2009-03-22T17:15:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T17:16:55.964-07:00</updated><title type='text'>Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 5</title><content type='html'>O ônibus para Copacabana pegou-nos na porta do Hostal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                A viagem transcorreu tranqüilamente, por uma paisagem menos desértica, uma vegetação mais exuberante e as casas com os seus roçados, principalmente, de coca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Ao chegarmos a Tequina, tivemos todos de desembarcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                O ônibus seria transportado por uma balsa enquanto cruzávamos em lanchas o Lago Titicaca, após mostrarmos aos representantes da gloriosa Marinha de Guerra boliviana os nossos passaportes, durante uma breve tormenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Prosseguimos a jornada sem incidentes até chegarmos ao nosso destino: Hotel Ambassador, Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Almoçamos no Hotel, onde nos hospedamos, e nos despedimos dos escoteiros, que seguiram viagem a Puno, após nos indicarem os hotéis para pousada em nossas próximas paradas: Tumi, em Puno, e Wiraqocha, em Cuzco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                À tarde, passeando pela cidade, comprei um gorrinho que Scheila me pedira de um modo particularmente gracioso, de tal sorte que seria necessário ter um coração mui empedernido para recusar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Descobrimos uma suntuosa igreja - contrastando com a pobreza local - em estilo mourisco, por suprema irrisão dedicada ao Poverello (refiro-me a S. Francisco de Assis), e o Snack 6 de Agosto, onde não só comemos uma deliciosa truta como também conseguimos fechar um grupo com mais dois brasileiros e cinco argentinos para visitarmos as duas Ilhas Sagradas: a Ilha do Sol e a Ilha da Lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Choveu torrencialmente à noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-3612354555018033176?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/3612354555018033176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-5.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/3612354555018033176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/3612354555018033176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-5.html' title='Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 5'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-7585956328108117330</id><published>2009-03-22T17:13:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T18:04:40.842-07:00</updated><title type='text'>Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 4</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf-QfkXGOgI/AAAAAAAAAGs/4ZUBfmHv5kY/s1600-h/Caminho+Cahcaltaya.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332139355840854530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf-QfkXGOgI/AAAAAAAAAGs/4ZUBfmHv5kY/s320/Caminho+Cahcaltaya.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pegamos o ônibus para o Chacaltaya.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhados por guia, ficamos sabendo que existe uma polêmica sobre não ser a verdadeira capital da Bolívia La Paz, onde se situam o Legislativo e o Executivo, mas Sucre, onde se localiza a Corte Suprema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sedes do Legislativo e do Executivo tiveram sua transferência para La Paz justificada pela instabilidade política decorrente do desenvolvimento desigual das cidades e dos conflitos de fronteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soubemos também da existência de um projeto de lei em trâmite perante a Câmara Legislativa para tornar obrigatório o aprendizado das duas línguas nativas do país: o aimará e o quíchua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus começou a subir o Chacaltaya.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estreitíssima estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espaço para somente um veículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reserva de lhamas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Huayna Potosí - monte com seu cume em forma de pirâmide, mais alto que o Chacaltaya -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bandeira do Brasil trazida pelos escoteiros se estende diante das montanhas bolivianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As máquinas fotográficas registram tudo com avidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida em que nos aproximávamos do cume do monte, mais rarefeito se tornava o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após pagarmos a entrada na cabana construída pelo Clube Andinista, principiamos a escalada, dificultada tanto pelas pedras soltas como pelo ar rarefeito, que nos obrigava a paradas constantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha uma dificuldade adicional: o meu célebre medo das alturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, chegava a tropeçar na ponta do meu próprio pala, mais comprido do que o dos índios da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, conseguimos chegar ao cume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Satisfizemos a curiosidade com relação à neve: pegamo-la, nela andamos, sentamos, deitamos, comemo-la - pode-se, sem exagero, dizer que é a água de melhor gosto em toda Bolívia -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A altitude, mesmo com a ingestão do Soroche Pills, levou a melhor: ao descermos o Chacaltaya todos perdemos os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acordarmos, dirigiamo-nos ao Vale da Lua, complexo de formações rochosas e cactos importados da Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos pelos bairros elegantes de La Paz, com casas mui semelhantes às do Jardim América e do Morumbi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informados pelo guia que poderíamos trocar nossos traveller checks no Hotel Radisson - um suntuoso cinco estrelas -, ali descemos e trocamos US$ 100.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, lembramos que os "bolivianos" que tínhamos poderiam ser insuficientes para prosseguirmos viagem e que dificilmente poderíamos encontrar em Copacabana alguma casa de câmbio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte dos hotéis somente fazia este tipo de operação em prol de seus hóspedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos então em peregrinação por La Paz, até darmos com os costados em uma agência de turismo - a Combitur - que nos prestou informações a respeito dos hotéis em Copacabana e da possibilidade de trocarmos os nossos traveller checks lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, dirigimo-nos à réplica do templete de Tiahuanacu e depois fomos jantar à luz de velas, embora trajados como &lt;em&gt;mochileros&lt;/em&gt;, no restaurante &lt;em&gt;Circolo Italiano&lt;/em&gt;, ao lado da Embaixada da Itália.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-7585956328108117330?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/7585956328108117330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/7585956328108117330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/7585956328108117330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-4.html' title='Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 4'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Sf-QfkXGOgI/AAAAAAAAAGs/4ZUBfmHv5kY/s72-c/Caminho+Cahcaltaya.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-8589584980794096367</id><published>2009-03-22T17:07:00.000-07:00</published><updated>2009-03-24T17:00:31.189-07:00</updated><title type='text'>Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Scl0BZO1ZBI/AAAAAAAAAAk/7ZLD7BmLt4Q/s1600-h/Porta+do+Sol-Tiahuanaco.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316908402389378066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Scl0BZO1ZBI/AAAAAAAAAAk/7ZLD7BmLt4Q/s320/Porta+do+Sol-Tiahuanaco.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Terminal Rodoviário de La Paz, lotado de gente, não deixou de nos causar alguma impressão desagradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisávamos telefonar para os hotéis para fazermos a pesquisa de mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixou de nos pasmar a ausência de um posto da telefônica na Rodoviária da Capital, fato impensável no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia, contudo, um posto dos Correios, que nos indicou a banca de um camelô cego que vendia fichas telefônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais barato dentre os hotéis com banho privado e próximo à rodoviária era o Hotel de los Andes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que diferença brutal com o de Cochabamba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, foi dificultada a sua localização por não haver em La Paz o salutar hábito de se utilizarem placas indicativas dos nomes das ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamos de sair perguntando às pessoas de melhor catadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos, descobrimos que era o típico hotel para &lt;em&gt;mochileros&lt;/em&gt;, sem falar no forte cheiro de inseticida que impregnava o quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuramos organizar o que havia nas mochilas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O banho era morno, tendente a gelado, com todo o desencorajador frio que fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As roupas de cama e as toalhas, contudo, eram limpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principiamos a consumir uma grande barra de chocolate que trouxéramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tranqüilidade do Hotel possibilitou-nos uma boa noite de sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, tomamos o café da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessitando de vitamina C, desconfiados do aspecto da água mineral, dissolvemos dois comprimidos de Cebion em Sprite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigimo-nos, a seguir, à recepção do Hotel, onde nos informamos a respeito do ônibus que nos levaria a Tiahuanacu (ou Tiwanacu, valem as duas grafias. A pronúncia é Tiauanácu ou Tiuanácu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechadas as contas, dirigimo-nos, com nossas "leves" mochilas, à Praça onde se inicia a C. Manco Capac (a pronúncia é &lt;em&gt;Cápac&lt;/em&gt;) e pegamos um táxi em direção ao Museu Tiahuanacu. Fechado que estava, o lucro que obtivemos foram duas fotos que a Scheila tirou daquela majestosa construção com seus portais reproduzindo máscaras nativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo táxi, ao nos conduzir até o ponto de ônibus para Tiahuanacu, deu-nos a oportunidade de percorrer a Av. 16 de julio, com seus belos casarões semelhantes aos da Av. Paulista, desvanecendo a má impressão que nos causara o Terminal Rodoviário e espancando o preconceito que nos foi inculcado desde crianças segundo o qual a Bolívia não passaria de uma grande favela imunda, onde não haveria nada de interessante para se ver, salvo ruínas e montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há a miséria e sujeira nas ruas - deleite do intelectual, segundo João Trinta -, há também lugares limpos, com prédios imponentes, belas estátuas, edifícios históricos, como a Basílica de S. Francisco, cujo interior é todo folheado a ouro, tal como ocorre com sua homônima em Salvador-BA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao ponto de partida do ônibus - o Cemitério - travamos conhecimento com uns brasileiros provenientes de Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um clima interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sombra, um frio glacial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora dela, um calor infernal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos compatriotas informaram-nos da existência do templete, reproduzido em uma praça de La Paz e deram-nos muitas recomendações sobre os perigos da República do Peru, particularmente os furtos e os riscos de sermos convertidos involuntariamente em traficantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compramos as passagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiu o ônibus para Guaqui, passando por Tiahuanacu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demos sorte de conseguirmos assentos, pois o ônibus, verdadeira relíquia do pós-I Guerra Mundial, conseguiu lotar-se de modo a fazer uma lata de sardinhas parecer o salão de um palácio austríaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mochilas iam nos nossos colos e, devo dizer, não nos permitiram muita liberdade de movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos sabendo que em Tiahuanacu não havia hospedagem, mas seria possível arrumarmos alojamento em Guaqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando a aventura do arqueólogo Siegfried Huber, a idéia pareceu-nos atraente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixaríamos as mochilas em Guaqui, visitaríamos Tiahuanacu, voltaríamos a Guaqui, pernoitaríamos e pegaríamos ali o barco para Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos ao ponto final, descobrimos que o porto não existia mais, as ruas eram puro lamaçal, o vilarejo a largos passos seguia sua vocação para cidade-fantasma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidimos, então, de mochila e tudo, ir às ruínas de Tiahuanacu, próximas ao vilarejo com este nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À aproximação do ônibus, avisou-nos o trocador e lá fomos nós atravessando o mar de passageiros no corredor, alguns em pé, outros sentados no solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pagamos a entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingressamos naquelas ruínas onde se adoravam os deuses, onde se media o tempo, onde se sepultavam os mortos dentre outras coisas reveladas e não reveladas pela arqueologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorremos ídolos e construções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Porta do Sol e a Porta da Lua, das quais, mais tarde, Scheila faria dois impressionantes quadros a óleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A câmara de sarcófagos conhecida por Putuni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O templete, cavado num fosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A monumental pirâmide insculpida na montanha denominada Akapana, que somente não escalamos em virtude dos efeitos do soroche ou mal das alturas: tontura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estátuas antropomórficas, representando tanto deuses guerreiros como cenas eróticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande construção Kalasasaya, com suas calhas, onde se localiza a Porta do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me vêm à mente as palavras de Artur Diniz, meu caro professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, um epicurista que jamais faria uma viagem maluca como esta que estou narrando, mas cuja sabedoria sempre hei de respeitar e admirar: civilização não é privilégio europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Museu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, lendo o livro do Coronel Fawcett, encontrei a observação quanto a ter sido a cidade construída, tal como Cuzco e Saqsaywaman, por uma raça que manipulava rochas de proporções ciclópicas e as esculpia para as ajustar tão perfeitamente que se mostrava impossível a introdução da lâmina de uma faca entre as juntas e quanto a ter sido construída sobre uma ilha, estando parte das ruínas sob o Lago Titicaca, sendo as ruínas que visitávamos vestígios de uma cidade construída por sobre a cidade originária, como ocorrera com Tróia e Cuzco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos amigos baianos reencontrados, ensinando o meio de nos esquivarmos ao látego da sede sem necessidade de lançar mão da terrivelmente salobra água Viscachani: um suco de frutas engarrafado pela mesma empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros brasileiros em Tiahuanacu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escoteiros de Curitiba que haviam participado do Jamboree pan-americano em Cochabamba e hospedados em La Paz no Hostal Montes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntamo-nos a eles após tomarmos uma coca-cola e comprarmos uma garrafa do famoso suco de frutas na única lanchonete ali existente, sem falar na aquisição a título oneroso de um foulder explicativo a respeito daquelas ruínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos o ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um dado curioso que não pode ser omitido no tocante a estes transportes coletivos apinhados de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trocador solicitava aos homens que compraram suas passagens sentados que cedessem os assentos às mulheres, em geral, carregadas de coisas ou levando às costas crianças pequenas, sustentadas por um enorme lenço de alpaca colorida, amarrado ao pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se interpelavam - salvo no caminho de Guaqui a Tiahuanacu - os estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia que aqueles pastores descendentes dos orgulhosos aymarás e quíchuas estavam pretendendo dar o exemplo de altruísmo e cavalheirismo que se tem mostrado cada vez mais raro nas culturas individualistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atacados que fomos por leve dor de cabeça, ficamos sabendo que, realmente, era indispensável obviar os efeitos do soroche: dores de cabeça, taquicardia, deficiência respiratória, tontura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução aconselhada foi o remédio Soroche Pills.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando a La Paz, dividimos o táxi com os escoteiros e hospedamo-nos no Hostal Montes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O banho era mais quente que o do Hotel de los Andes, e o quarto era acarpetado e limpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não fornecia café da manhã e a toalha do banheiro do quarto que encontramos a nós destinado era úmida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, após jantar na pizzaria Eli's, conseguimos ter uma boa noite de sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líder do grupo, que se chamava Leandro, trocou trinta dólares que lhe havíamos entregue por bolivianos e comprou nossas passagens para Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incluiu-nos, ainda, na excursão para o dia seguinte: a escalada do Monte Chacaltaya, com 5.300 m de altitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendemos, também, que além da cocaína, muitos outros produtos se extraem da coca e que desta planta abundante naquela região se fazem inúmeros produtos medicinais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-8589584980794096367?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/8589584980794096367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/8589584980794096367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/8589584980794096367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-3.html' title='Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 3'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Scl0BZO1ZBI/AAAAAAAAAAk/7ZLD7BmLt4Q/s72-c/Porta+do+Sol-Tiahuanaco.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-1279714723742204697</id><published>2009-03-22T17:04:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T17:06:04.116-07:00</updated><title type='text'>Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 2</title><content type='html'>Tomamos o nosso café da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Suco de laranja artificial, café forte, manteiga, geléia de morango, boas torradas, um bolo de chocolate duro de tão velho, biscoito cream-cracker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Notávamos que realmente não havia sido uma má escolha o hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Limpo, banho privado, quente, telefone e televisão dentro do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Fomos trocar traveller checks por "bolivianos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Chuviscava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Pés calçados em sandálias, seguimos pela Calle Esteban Arce - estreitas ruelas de Cochabamba! - até os bancos, sendo que o primeiro a que nos dirigimos, em frente do qual tirei inclusive uma fotografia da Scheila, tendo em vista a beleza arquitetônica do prédio, foi o Banco de Cochabamba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Não fomos, em relação a este, bem-sucedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Estava em liquidação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                No imponente edifício onde se situava o Banco Mercantil foi-nos informado que somente poderíamos realizar a troca dos nossos traveller checks na empresa de câmbio Exprinter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Dirigimo-nos à praça onde esta se situava e, após concretizada a operação financeira, tiramos duas fotografias de uma belíssima Igreja Colonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Aquela cidade lembrava-me uma capital brasileira: Vitória, no Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Voltando ao Hotel, tiramos as sandálias, guardamo-las em um saco plástico, lavamos os pés, calçamos meias e os coturnos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Acabava-se o passeio do turista comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Fechamos a conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Dirigimo-nos a passo célere ao Terminal de Buses, a fim de pegarmos o mais próximo para La Paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Compradas as passagens, vimos não podermos levar as mochilas conosco no ônibus, tivemos de deixá-las no bagageiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Observamos também um dado curioso na Bolívia: enquanto no Brasil a taxa de embarque é paga juntamente com as passagens, naquele país sem saída para o mar ela é paga separadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                O ônibus era excelente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                A carroceria, a vidraça, as poltronas eram de fabricação brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Tinha ainda música ambiente e videocassete - verdade que os filmes passados eram do tipo "um por cento de enredo, noventa e nove por cento de pancadaria"-.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Mas quem precisava ver o vídeo, com a paisagem que nos acompanhava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Cochabamba, apesar de limpa, tinha um sistema deficiente de escoamento de águas, com o que os alagamentos não eram raros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Na periferia da cidade, pude ver, não sem um certo estremecimento de apreensão, uma placa sobre uma porta onde se lia Monopol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Ao sairmos de Cochabamba, deparamos com um rio que era puro lameiro, mui caudaloso, cuja ponte estava submersa, provocando um engarrafamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Os veículos mais leves, quando a ponte se tornava visível, passavam sobre ela, o que seria impossível ao ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Moral da história: o veículo em que estávamos transmutou-se de ônibus em carro-anfíbio, vadeando o rio e criando em nós alguma preocupação com relação ao estado da bagagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Começamos a subir a Cordilheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Como descrever-lhe a majestade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Muros de pedra construídos pelos integrantes da civilização andina cortando o verde das pastagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Choças de pedra com telhados de palha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Ruínas de antigas Igrejas jesuíticas, testemunhando não apenas a área sobre a qual se estendera o poderio dos responsáveis pela catequese como também não terem sido vãos os temores dos reis de Portugal e Espanha quanto à formação de um Estado teocrático na América do Sul, de sorte a se desafiar a própria cúpula da Companhia de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Aquedutos pré-colombianos, que comprovavam não terem sido as civilizações do Velho Mundo as únicas a disciplinar a água em prol da comodidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Criações de carneiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Gado holandês e miúra, este último o mais apropriado para as touradas, cultivadas em toda a América espanhola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Cavalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Guanacos, lhamas e vicunhas pastando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Neste cenário havia atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Pastores, descendentes das orgulhosas raças que habitaram a América Andina quando da chegada dos espanhóis, faziam festa à passagem do veículo nos ermos em que viviam, naquela estrada que, embora em certos trechos fosse bem asfaltada, não era caracterizada por um movimento intenso de carros, mesmo ligando duas das três principais cidades da Bolívia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Este fato conduziu a conversa entre Scheila e eu a uma comparação entre o nível de vida da Bolívia com o do Brasil, onde uma via como esta não raro estaria congestionada, exatamente porque mais pessoas têm poder aquisitivo suficiente para serem proprietárias de um automóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Éramos os dois únicos estrangeiros no ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Eu saboreava cada instante desta paisagem magnífica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                A pobre Scheila, contudo, queria, ao mesmo tempo, ver a paisagem e recompor-se da péssima noite de sono que tivera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Com toda a grandiosidade do cenário, ansiávamos pela chegada a La Paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Lêramos em um artigo do Correio Braziliense que o descortinar da cidade era algo impressionante quando se chegava a ela por terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                E de fato o era!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                O tamanho desmesurado da cidade, a localização do centro em um vale situado a 4.000 m acima do nível do mar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Resistíamos a utilizar o tão decantado mate de coca contra o mal das altitudes.&lt;br /&gt;                 Pensávamos que chocolate produziria o mesmo efeito contra a altitude, sem os negativos efeitos do terrível entorpecente cujo nome no Brasil era tabu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-1279714723742204697?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/1279714723742204697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/1279714723742204697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/1279714723742204697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-2.html' title='Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 2'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-1207410071783288913</id><published>2009-03-22T16:56:00.000-07:00</published><updated>2009-03-25T05:24:22.361-07:00</updated><title type='text'>Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 1</title><content type='html'>Um advogado de Estado, doutorando em Direito Econômico, e uma bibliotecária de Tribunal Superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se imaginar que tipo de viagem faria um casal aparentemente tão prosaico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos dois são alucinados por História, e cada qual já tinha, antes de conhecer ao outro, uma bagagem de viagens malucas na respectiva biografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isto, não fica difícil entender como fomos, minha mulher, Scheila, e eu, empreender uma viagem, como mochileiros, através dos domínios do Filho do Sol, pela Bolívia e pelo Peru.&lt;a style="mso-comment-reference: a_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a language="JavaScript" class="msocomanchor" id="_anchor_1" onmouseover="msoCommentShow('_anchor_1','_com_1')" onmouseout="msoCommentHide('_com_1')" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5777020904028721062#_msocom_1" name="_msoanchor_1"&gt;[a1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aventura começa às vinte e duas horas do dia 5 de janeiro de 1995 - horário de verão em Brasília -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomaríamos o avião do Lloyd Aéreo Boliviano para Cochabamba, na Bolívia, às vinte e três e quarenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, soubemos no check in, ao despacharmos as mochilas, que o avião sofreria um atraso de uma hora, devido à inspeção da Polícia Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, uma das poucas informações que se tem no Brasil a respeito de seu vizinho andino é a de que lá é comum o consumo da coca, com o que há um temor com relação ao tráfico internacional de entorpecentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pousado o avião às onze e meia da noite no Aeroporto de Brasília, somente foi liberado à zero hora e quarenta minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho aqui palavras para reproduzir aqui a tensão, a impaciência provocadas pela demora, pela minuciosa e necessária revista que se fazia na aeronave, o sono que, de vez em quando, nos atacava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez entrados na aeronave, o meu proverbial sono fez-me um ataque bem-sucedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raramente tenho problemas de insônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordei, já estávamos em Cochabamba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram quatro horas da manhã, pela hora de Brasília e duas pela hora local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aeroporto era algo notável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrega de bagagens era manual, permitida, inclusive, a entrada de cachorros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preenchidos os dados para o controle de imigração - que não tinha nenhum agente presente a quem pudéssemos mostrar os passaportes -, pegamos as mochilas e fomos abordados por um carregador, cujo serviço dispensamos, e uma horda de taxistas, da qual escolhemos um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista que escolhemos, muito falante, de pronto queria deixar-nos em um hotel 4 estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, conseguíramos na representação do Lloyd Aéreo Boliviano em Brasília confeccionar um guia impresso, composto de fotocópias de vários folhetos, e ainda tínhamos adquirido o Frommer's Guide to South America, com o que havia a referência a vários 3 estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, ele nos conduziu ao Hotel Regina, que estava lotado, e depois ao Americana Hotel, onde pousamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corrida custou-nos dez dólares (mais tarde soubemos que, como em regra o táxi é muito mais barato na Bolívia, o motorista deve ter dormido no auge da felicidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Scheila, outrossim, chamou-me a atenção para uma atitude mui comum naquelas paragens onde floresceram tantas civilizações malgrado a arrogância européia com a qual teríamos de nos acautelar: o hábito de tomar o passaporte do viajante para anotar-lhe os dados e devolvê-lo mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, ficávamos ali a observar o clerk a passar os dados constantes do passaporte para a respectiva ficha e só quando ele terminava e no-lo entregava é que nos dirigíamos para o quarto que nos fora destinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim foi o nosso primeiro dia nos domínios do Filho do Sol, mais precisamente no país em que Ernesto “Che” Guevara terminara os seus dias e que merecera uma especial menção em versos do poeta aiuruocano Dantas Mota, contidos no livro Elegias do país das Gerais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-1207410071783288913?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/1207410071783288913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/1207410071783288913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/1207410071783288913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/nos-dominios-do-filho-do-sol-capitulo-1.html' title='Nos domínios do Filho do Sol - Capítulo 1'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5777020904028721062.post-8352682266850988386</id><published>2009-03-22T16:43:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T11:43:07.391-07:00</updated><title type='text'>América Latina, desconhecida e desprezada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Scl6raehocI/AAAAAAAAAAs/3AWl003ipLw/s1600-h/P1010007.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316915721347899842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Scl6raehocI/AAAAAAAAAAs/3AWl003ipLw/s320/P1010007.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma pergunta que muitas vezes nos tem sido feita: “por que não aproveitar o tempo para viajar mais amiúde à Europa, ao invés de ficar a percorrer estes países da América Latina, já que de pobreza e miséria basta o Brasil”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vários móveis que levam as pessoas a viajar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que minha mulher, Scheila, e eu não desprezamos uma viagem confortável, para ver coisas bonitas, teatros etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, há um componente que parece fundamental, a justificar estas viagens por lugares aparentemente pouco atrativos – e aparentemente, diga-se de passagem, por puro preconceito, muitas vezes –, que é o fato de termos nascido em um país de Terceiro Mundo, situado na América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brasileiro culto, modo geral, envergonha-se de ter nascido fora da Europa, longe da civilização, quer uma aproximação maior com o Primeiro Mundo e “branquear” o mais possível o seu sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paradoxalmente, comemora a sua independência política em relação a Portugal, torna-se extremamente patriota no que se refere ao futebol, combate qualquer tentativa de colonização econômica, canta o &lt;em&gt;Hino Nacional&lt;/em&gt; a plenos pulmões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual será a base de todo este sistema de pensamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos distingue do restante da América Latina, além da língua?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que o Brasil é superior ao Peru, à Argentina, à Venezuela, à Costa Rica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que é inferior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com que padrões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja-se que o Brasil, o Peru, a Argentina, a Venezuela, o Uruguai não são conceitos encontráveis no plano da natureza, são conceitos meramente políticos, que, entretanto, terminam por influenciar a cultura dos habitantes dos territórios a que estes nomes são aplicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura européia, que como um fogo avassalador se alastrou pelo mundo, o que teria ela de superior às culturas que habitaram originariamente o território americano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teriam desaparecido definitivamente tais culturas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justificar-se-ia a preservação delas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caberia falar em uma cultura latino-americana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter-se-ia formado de modo autóctone ou haveria influências exteriores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual dentre as culturas seria a mais antiga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual seria a inconveniência da presença do homem na América, e particularmente na América Latina, antes da data oficialmente assinalada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas perguntas, longe de representarem uma angústia de diletante intelectual enfarado pela falta do que fazer, traduzem, na realidade, a própria raiz do grande conflito que se instaurou no início do século XX, quando o mito de uma raça superior justificou os campos de concentração e extermínio, em que não só judeus como ciganos foram vitimados, bem como da teoria da missão divina do &lt;em&gt;wasp&lt;/em&gt; (“white, anglo-saxon, protestant”) responsável pelos conflitos raciais nos Estados Unidos da América, a limpeza étnica que se quis pôr em prática na Bósnia-Herzegovina, só para situar alguns dos mais problemáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dito, isto não desvaloriza as viagens à Europa, tampouco a cultura européia está sendo repudiada, até porque escrevo em português com caracteres latinos, continuo um grande apreciador de Shakespeare – um autor que em seu tempo foi combatido por seu plebeísmo e hoje é pechado de pedantesco por aqueles que não conhecem sua obra –, dos romances de Alexandre Dumas e Júlio Verne, dos dramas lítero-musicais de Richard Wagner, das sinfonias de Beethoven, de filmes como &lt;em&gt;High noon&lt;/em&gt; e os desenhos animados de Disney nos anos 30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas busco compreender o contexto em que estou inserido para tomar as posições que nortearão as minhas atitudes e visualizar as conseqüências possíveis de cada uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está registrado nas páginas que se seguem não é apenas um relato de viagens, nem tampouco o mero resultado de uma pesquisa puramente livresca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, sim, uma tentativa de partilhar experiências que vivenciamos com quem quer que tenha semelhantes preocupações e pretenda visitar estes lugares – alguns nem mesmo sonhados pelas Agências de Turismo – sem espírito de colonizador, mas com o respeito devido pelo visitante ao anfitrião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Cassiano Nunes, ao publicar pela Saraiva suas impressões de viagem, dizendo-se seduzido pela Europa, cantou as belezas do Velho Continente, por que não tentarmos resgatar a nossa própria identidade como latino-americanos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não respeitarmos da mesma forma os escombros dos templos gregos e as ruínas das civilizações andinas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que nos vangloriarmos de conhecer as lendas dos gregos e romanos e de desconhecer as dos brasilíndios, ao argumento de se tratar de uma sub-raça primitiva, que apenas estorva o triunfal caminho do progresso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que deixarmos, muitas vezes, de acreditar em nossos sentidos por não ter havido nenhum prévio pronunciamento acadêmico a respeito do que eles captam diretamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, devo trazer aqui um pronunciamento acadêmico muito interessante no sentido de se pôr em teste a assertiva segundo a qual a civilização européia é a única digna deste nome porque a fonte de todo conhecimento científico, que tantos benefícios inegáveis trouxe para a humanidade, foi ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A asserção de que não há conhecimento fora da ciência – &lt;em&gt;extra scientiam nulla salus&lt;/em&gt; – nada mais é que outro e convenientíssimo conto de fadas. As tribos primitivas faziam classificações de animais e plantas mais minuciosas que as da zoologia e botânica de nosso tempo, conheciam remédios cuja eficácia espanta os médicos (e a indústria farmacêutica já aqui fareja uma nova fonte de lucros); dispunham de meios de influir sobre os membros do grupo que a ciência, por longo tempo, considerou inexistentes (vodu); resolviam difíceis problemas por meios ainda não perfeitamente entendidos (construção de pirâmides, viagens dos polinésios). Havia, na Idade da Pedra, uma astronomia altamente desenvolvida e internacionalmente conhecida, astronomia que era factualmente adequada e emocionalmente satisfatória, dando solução a problemas tanto sociais quanto físicos (o mesmo não se pode dizer a respeito da astronomia moderna) e que foi submetida a testes por meios muito simples e engenhosos (observatórios de pedra na Inglaterra e no Pacífico Sul; escolas astronômicas na Polinésia).” (PAUL K. FEYERABEND. &lt;em&gt;Contra o método.&lt;/em&gt; Trad. Octanny S. da Motta &amp;amp; Leônidas Hegenberg. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989, p. 462).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando algum brasileiro, com ares de superior, estranha por que determinados assuntos aparentemente anódinos sejam motivos de irritação para um peruano ou um colombiano e nisto vê um indício de subdesenvolvimento e inferioridade, e acha perfeitamente natural que em certas aldeias espanholas não se queira discutir a figura do Generalíssimo Franco ou que na França haja pessoas para quem a palavra Algérie seja tabu, inconscientemente ele atualiza os mitos em que se estriba o pacto colonial através do rito inconsciente da respeitabilidade e superioridade européias diante das idiossincrasias características da inferioridade do Terceiro Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disto se deram conta pensadores e artistas europeus como Montaigne, Schopenhauer, Gauguin e Lévi-Strauss, pensadores que foram bem sucedidos em sua postura de respeitar as culturas extra-européias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cônsul e aventureiro inglês Richard Francis Burton e o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, mesmo conscientes deste dado, não conseguiram deixar de passar o filtro europeu na análise dos elementos que compunham o acervo cultural do denominado Novo Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hegel não teve dúvidas em assinalar como uma imposição da Razão a missão européia de afirmar o progresso da liberdade, cuja expressão máxima estaria no Estado Prussiano: foi um dos colonialistas mais sinceros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, neste colonialismo, Marx foi muito mais seu discípulo do que imaginava, porque mesmo verberando os métodos da metrópole nas Colônias, não conseguiu ver nas figuras que se desenhavam à sua frente mais que êmulos de Napoleão Bonaparte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha preocupação externada em livros e artigos jurídicos (&lt;a href="http://dialogoscomadoutrina.blogspot.com/2009/05/temas-versados-em-obras-individuais-do.html"&gt;http://dialogoscomadoutrina.blogspot.com/2009/05/temas-versados-em-obras-individuais-do.html&lt;/a&gt;), cuja leitura não aconselho ao leigo, porque, como sói acontecer com os textos técnicos, não são exatamente a receita indicada para um prazer estético, não foi construída como o indianismo de um José de Alencar, que despiu cavaleiros medievais, meteu-os em meio ao mato e os chamou de índios: procurei testá-la a partir do contacto com a realidade a que se dirigem meus raciocínios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma preocupação com o resgate da identidade do homem americano está presente no belíssimo trabalho que minha esposa apresentou ao concluir o curso de História na UnB sobre O calendário no ciclo agrário andino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As viagens que serão narradas adiante são as mais aventurosas, as mais cheias de incidentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagens confortáveis, com hospedagem em hotéis cinco estrelas e quejandos são ótimas para se descansar e são chatíssimas para se narrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Advirto, porém, o possível leitor destas linhas que nenhum dos personagens destas narrativas está fadado a praticar atos de heroísmo, necessariamente: ao contrário, são seres humanos comuns que preenchem as páginas que se seguem, cometendo erros – alguns, até, bem ridículos –, sendo acometidos por angústias bobas e mesmo por medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carente de talento para urdir tramas de romances e contos, faço a crônica das viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incapaz de cantá-los, por não ser poeta ou compositor, descrevo o cholo, o “pelo-duro”, o negro quilombola, o pescador do litoral nordestino, o caboclo nortista, os índios de todas as tribos, sem, contudo, cair na ingenuidade típica de um Rousseau, pondo-os como algo mais do que o que realmente são: seres humanos, capazes, individualmente, de produzir simpatia ou antipatia em seus semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem fazer proselitismos políticos, sem correr atrás de discos voadores (figurativa e literalmene falando), registro o que vejo e o que ouço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No respeito pelo anfitrião está compreendida, ainda, uma regra fundamental: não se intrometer nos seus assuntos internos, por mais tentador que isto possa parecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5777020904028721062-8352682266850988386?l=viagensamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viagensamerica.blogspot.com/feeds/8352682266850988386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/america-latina-desconhecida-e.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/8352682266850988386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5777020904028721062/posts/default/8352682266850988386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viagensamerica.blogspot.com/2009/03/america-latina-desconhecida-e.html' title='América Latina, desconhecida e desprezada'/><author><name>Ricardo Antonio Lucas Camargo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11972937776363710777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7_Ko8RPN4wg/Scl6raehocI/AAAAAAAAAAs/3AWl003ipLw/s72-c/P1010007.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
